O crime do rico a lei o cobre - O Estado esmaga o oprimido - "Não há direito para o pobre - Ao rico tudo é permitido. - À opressão não mais sujeitos - Somos iguais todos os seres - Não mais deveres sem direitos - Não mais direitos sem deveres"



TSE julga ação contra Cícero Lucena

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O Tribunal Superior Eleitoral deve votar até quarta-feira (30) a ação interposta pela Coligação Paraíba de Futuro contra a candidatura do ex-prefeito Cícero Lucena. Os advogados dos promotores da ação argumentam que Cícero não poderia ser candidato porque sua esposa, a vice-governadora Lauremília Lucena, teria assinado ato como governadora depois do prazo de desincompatibilização imposto pela Lei.

Por conta disso, o seu marido estaria impedido de ser candidato. O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba não acatou a ação da Coligação Paraíba de Futuro. No entanto, em Brasília a Procuradoria Eleitoral já deu parecer contra a candidatura de Cícero.

Os advogados do ex-prefeito Cícero Lucena dizem que não há provas de que Lauremília tenha assinado atos como se estivesse no exercício do governo. Agora, a decisão vai ser no pleno do TSE.

Portal Correio da Paraíba




Com cara de quem acabara de tomar remédio para o fígado, o senil FHC se diz preocupado com a falta de capacidade de se indignar do povo brasileiro e que o presidente Lula está muito consolidado.
Eu também estou muito preocupado, preocupado por que esses bajuladores e borra-botas do imperialismo americano e europeu entrem em desespero de causa e comecem a patrocinar atos que testemunhamos contra o governo venezuelano, de Cuba e com maior intensidade no oriente médio.
Dessa oposição irresponsável, aliada aos grandes complexos de comunicação eu não duvido de nada, eles são capazes de qualquer loucura para retomarem seus privilégios.
Ai FHC, o senhor vai ver que o povo não está impotente para uma reação, reagiremos com todas as nossas forças, como reagimos e não permitimos democraticamente e pacificamente (veja que eu não estou falando de mansidão bovina) o êxito de suas incursões para desestabilizar o governo do presidente Lula, pois a verdade veio mais rápida do que os efeitos de suas invenções satânicas.
O povo que por séculos, fora preterido pelos sucessivos governos, aqui nesse caso se incluem seus dois mandatos, bem ao contrário da mansidão que tenta nos impor, reagiu e mandou sua quadrilha de volta pra casa, quando na verdade deveríamos ter mandado era para a cadeia, que é lugar de ladrão de esperanças, progresso e da fé publica.
Nossa reação é a própria afirmação sua, nós consolidaremos LULA, nós escreveremos o nome do nosso presidente, como o maior PRESIDENTE que o Brasil já teve, um operário e líder sindical, que transformou toda uma nação nos enchendo de muito orgulho de ser BRASILEIRO.

Artur¹³ Conolly

Texto copiado do BLOG OUSADOS



Lula condena velha política e diz que o povo está acima das ideologias

?Não queremos prefeitos devendo favor a ninguém. Isso faz parte de uma velha política, que queremos acabar no país?.

A afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi feita durante a reunião promovida pela Associação de Municípios do Paraná, na noite de quinta-feira (24), em Foz do Iguaçu. Dos 399 prefeitos paranaenses, 307 compareceram ao encontro.

Lula lembrou que o seu governo, apesar de pressões contrárias, decidiu repassar recursos diretamente aos municípios, facilitando a implementação de programas que beneficiam a população.

Essa iniciativa, disse, desobrigou os prefeitos de andar de pires na mão, pedindo esmola ao governo federal. "Hoje os prefeitos têm abertura para buscar o caminho certo. Não precisam mais que usar subterfúgios. E quanto melhor estiver o município, melhor fica o estado, melhor fica o país?.

Lula informou que seu governo está empenhado em acabar com o que chamou de "fila burra". Ela ocorre quando municípios com situação fiscal irregular enviam projetos e entram na fila para receber recursos que, no fim das contas, não poderão ser liberados sem a quitação dos seus débitos. Enquanto a situação não se resolve, os municípios que enviam projetos posteriormente, e estão com a vida fiscal em dia, têm que ficar aguardando.

O presidente destacou outros dois pontos: ele foi o primeiro chefe de Estado a prestigiar todas as marchas dos prefeitos a Brasília e sempre fez questão de atender todos os prefeitos, sem nunca questionar a filiação partidária de quem quer que seja.

?O importante não é a ideologia. O povo está acima disso, diferente do que acontecia no passado?, afirmou. Como exemplos de diálogo permanente com os prefeitos, Lula citou a criação do Ministério das Cidades, da Sala das Prefeituras da Caixa Econômica Federal e da Sub-Chefia de Assuntos Federativos (SAF), ligada à Secretaria de Relações Institucionais.

Segundo Lula, a reforma tributária, que se encontra no Congresso, trará mais recursos para as prefeituras. Por isso, ele lamentou que a oposição ainda não tivesse permitido a sua aprovação. ?Eles acham que assim estão prejudicando o governo, quando, na verdade, estão prejudicando o povo?.

Além dos prefeitos, o encontro contou com as presenças dos ministros Paulo Bernardo (Planejamento), Fernando Haddad (Educação) e Silas Rondeau (Minas e Energia); do presidente nacional do PTB, Flávio Martinez, e do vice-governador do Paraná, que representou o governador Roberto Requião.

O primeiro orador da noite foi o prefeito de Foz do Iguaçu, Paulo Mac Donald Ghisi (PDT). Ele elogiou o fato do governo Lula ter retomado as obras de duplicação da rodovia que dá acesso às cataratas do Iguaçu, que eram esperadas há 30 anos. Segundo ele, ?nunca se investiu tanto em turismo?. Por fim, Ghisi destacou que ?pela primeira vez um filho de Foz de Iguaçu, Jorge Samek, é diretor geral da Usina de Itaipu?.

Para o presidente da Associação dos Municípios do Paraná e prefeito de Nova Olímpia, Luiz Lázaro Sorvos (PDT), o encontro com Lula foi um ato de fortalecimento da democracia. Ele pediu ao presidente que continue trabalhando para renovar o modelo federativo brasileiro de forma a melhorar a situação financeira dos municípios. ?Queremos que o senhor seja o grande comandante dessa reestruturação federativa?, disse.

Já Orlando Pessuti (PMDB), vice-governador do Paraná, observou que as conquistas obtidas pelos municípios na Constituinte vinham sendo dilapidadas ao longo dos últimos anos, mas no governo Lula começaram a ser resgatadas. ?Aplaudo todas as medidas que o governo Lula está fazendo?, resumiu.


Charliton Machado 13.


Tem que devolver.

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Tem que devolver.

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Confraria nunca mais.

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Agenda de Rodrigo para sexta (25)

O candidato pelo Partido dos Trabalhadores, deputado estadual Rodrigo Soares, tem uma agenda movimentada nesta sexta-feira (25). Logo cedo, vai participar de caminhada em Santa Rita. Ainda pela manhã faz panfletagem em Mangabeira. Depois, encontra-se com representantes do movimento civil organizado. Ao meio-dia acompanha sua equipe de mobilização em panfletagem na Epitácio Pessoa. Às 13 horas, integra-se a comitiva que vai receber o vice-presidente da República no Aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa. Ainda no aeroporto participa da coletiva à imprensa do vice-presidente. Às 15 horas, vai estar no Igatu Hotel, na praia do Cabo Branco, onde participa de ato dos prefeitos dos municípios paraibanos em apoio a reeleição do presidente Lula. No final da tarde, reúne-se com lideranças do bairro do Jaguaribe.
Alencar na Paraíba

O deputado estadual Rodrigo Soares, líder do PT na Assembléia Legislativa, vai receber, nesta sexta-feira, às 13 horas, no aeroporto Castro Pinto, em João Pessoa, o vice-presidente da República, José Alencar, candidato a vice pela coligação ?A Força do Povo?. Na Capital paraibana, José Alencar participa de ato dos prefeitos em apoio à candidatura do presidente Lula e profere palestra para a classe empresarial e sindical. O ato com os prefeitos será às 15 horas e a palestra às 19 horas, ambos vão acontecer no Igatu Hotel, na praia do Cabo Branco.

Plano de Governo Lula será lançado no dia 29

O coordenador da campanha de Lula e presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, afirmou nesta quarta-feira (23) que a população brasileira sabe ?a história e a trajetória das pessoas, e por isso não a mede em dois ou três meses. Já existe uma avaliação sobre o que representou o governo Lula nesses quatro anos e o que pode representar nos próximos quatro?, afirmou. Berzoini disse, no entanto, que ainda ?tem muita eleição pela frente e estamos preparados para dois turnos. O importante nas eleições é convencer. A eleição para nós só termina no segundo turno?. Ele disse também que a população banaliza os discursos que não têm fundamento. ?Algumas lideranças que foram os principais auto-falantes da crise, hoje estão com problemas para resolver nas campanhas, têm percentual muito baixo?. Sobre os possiveis ataques da campanha adversária, ele disse que os outros candidatos têm duas opções: ?Debater o país ou fazer uma campanha de ataque. Nós já vimos várias vezes na história do Brasil que quem passa para o ataque rasteiro não tem sucesso. Mas essa opção é deles?, explicou. Sobre o programa de governo, Berzoini adiantou que o lançamento será feito no próximo dia 29 e contará com a presença de Lula. Durante a entrevista, questionado sobre a atual carga tributária, o dirigente respondeu: ?Quem aumentou a carga foi o governo FHC. Eles aumentaram e criaram novas alíquotas. Nós não aumentamos uma alíquota sequer, nem criamos impostos. Ao contrário, a tabela de imposto de renda foi reajustada duas vezes durante o nosso governo, enquanto no governo anterior ela ficou congelada por cinco anos?, lembrou.


A imparcialidade dos jornalões.

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A imprensa brasileira é imparcial? Ou gosta de aparentar imparcialidade, mas na verdade toma partido? Quem tem dúvidas a respeito deve estudar os resultados da pesquisa feita pelo Doxa/Iuperj, que mensurou o espaço dado aos presidenciáveis nas páginas de quatro grandes jornais brasileiros, bem como o conteúdo do noticiário ? classificado em Positivo, Negativo e Neutro.

O caso do jornal O Estado de S. Paulo é exemplar. Em nada menos do que 10 dos 12 períodos quinzenais medidos desde o início de 2006, o volume bruto do noticiário sobre o candidato Lula é negativo. Em apenas dois períodos, há um volume maior de noticiário positivo. Já quando se trata de Alckmin, os números se invertem. Em oito dos períodos medidos, a quantidade de noticias positivas supera as negativas. E, em apenas quatro, prevalecem notícias negativas.

Nos demais jornais pesquisados pelo instituto ? O Globo, Folha de S. e Jornal do Brasil ? os números tendem a se igualar. O Globo com pequena vantagem para Alckmin, e a Folha de S.Paulo com ligeira vantagem para Lula.

Mas que ninguém se iluda: o relativo equilíbrio destes jornais desaparece quando se trata do presidente Lula, e não do candidato Lula. Em todos eles, o volume de notícias negativas sobre o presidente supera em gênero, número e grau a quantidade de notícias positivas. Em O Globo, o noticiário negativo sobre o presidente supera o positivo em todos os 12 períodos medidos. Na Folha e no Jornal do Brasil, o noticiário negativo prevalece em 11 períodos.

Quem quiser, pode conferir os resultados das pesquisas realizada pelo Doxa/Iuperj por meio do endereço: http://doxa.iuperj.br/eleicoes2006.htm
Barão Vermelho 13.


Diferenças entre nós e eles.

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Quem expressou com precisão a diferença entre Lula e FHC na questão estratégica da concepção de Estado foi o economista tucano José Roberto Mendonça de Barros. Sem as tergiversações típicas do PSDB, ele afirmou: "A grande diferença geral que há entre as duas administrações é a concepção de Estado. No governo FHC, a concepção era de um Estado menor, mais regulador, voltado para os gastos prioritários na área social, privatizando, concedendo e terceirizando. No caso do governo Lula, até agora a orientação geral é mais Estado, mais funcionários, menos terceirização, menos privatização, menos capital privado, menos agências reguladoras, mais poder para os ministérios. Eu acho essa visão absolutamente ultrapassada e que não funciona".

Outro que deixou clara a diferença foi o economista Edmar Bacha, segundo o qual "se os tucanos ganharem a eleição presidencial de 2006, o Brasil vai passar por um 'choque de capitalismo' (...) A grande diferença entre um eventual governo tucano e a atual gestão petista é que um presidente do PSDB (...) vai assumir que o país precisa passar por uma nova rodada de reformas em áreas como setor fiscal, Previdência, mercado de trabalho, estrutura tributária etc., sem se preocupar em ser chamado de neoliberal".

Outra tucana, a economista Eliana Cardoso, defendeu que "a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica é medida indispensável à transparência dos orçamentos do governo e à estabilidade financeira, pois bancos estatais representam empecilhos ao crescimento sustentado".

Os trechos acima foram extraídos do livro Um retrato do Brasil. Balanço do governo Lula, escrito por José Prata Araújo e publicada pela Editora da Fundação Perseu Abramo. Um livro cheio de argumentos e exemplos das diferenças que existem entre nós e eles.
Barão Vermelho 13.



Uma das grandes diferenças entre o governo Lula e o governo tucano é o tratamento dado ao Estado em geral e ao serviço público em particular. Enquanto o PSDB preocupa-se em reduzir o quadro dos servidores da administração pública federal por meio de uma política de terceirização, o governo Lula promoveu o fortalecimento dos cargos públicos por meio de processo seletivo.

A redução da força de trabalho no Executivo, no período de 1996 a 2002, foi de 18%. Isso implicou o corte de 98.025 postos de trabalho no Executivo Federal Civil. Com a política de terceirização, o governo elevou os gastos com locação de mão-de-obra de R$ 363 milhões em 1998 para R$ 656 milhões em 2002.

Outra política ainda não esclarecida são as privatizações. Entre as antigas estatais, há a Companhia da Vale do Rio Doce (CVRD). De acordo com o processo de privatização da mineradora, a determinação do preço mínimo para a compra da estatal seria feita com base no ?fluxo de caixa operacional?, ou seja, o valor seria determinado pelo que havia no fluxo de caixa da empresa. Portanto, foram desconsideradas jazidas minerais que ainda não haviam sido descobertas, além das recentemente descobertas.

Este ano, a mineradora apresentou o segundo maior lucro entre as empresas brasileiras de capital aberto (R$ 6,09 bilhões). A primeira foi a Petrobrás, estatal que o governo FHC tentou privatizar.

Além de empresas de mineração, os governos tucanos privatizaram estatais dos setores petroquímico, elétrico, ferroviário, metroviário, marítimo, saneamento, telecomunicações e financeiro. Em 2003, mais de 200 parlamentares assinaram requerimento de CPI para investigar as privatizações no período de 1995 a 2002. No entanto, somente em janeiro deste ano foi possível convocar a instalação da CPI. Mesmo assim, líderes tucanos declararam no começo deste ano que não era hora de instalar a CPI da Privatização porque o momento oportuno já havia passado.

Em São Paulo, os tucanos continuam promovendo privatizações. Em junho deste ano, o governo paulista privatizou a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista. Metroviários do Estado cruzaram os braços em julho contra a privatização da linha 4 do Metrô.

Lula abre concursos públicos e diminui terceirização

O governo FHC desmantelou o Estado brasileiro. Com as privatizações, eles interromperam investimentos em infra-estrutura e transferiram para o setor privado decisões e funções de natureza pública. O saldo comercial ficou negativo com o aumento das importações e parte da indústria brasileira quebrou diante da concorrência desigual com produtos estrangeiros.

Já o governo Lula procurou consolidar e valorizar os setores produtivos e de alto valor agregado. O governo Lula modernizou e recuperou vinte portos públicos, revitalizou as ferrovias e investiu na reestruturação dos órgãos públicos.

O governo já autorizou a contratação de 81 mil servidores, com dois objetivos principais: a substituição de funcionários terceirizados e aposentados e a recomposição do quadro de servidores. No fim do governo FHC, 95% da força de trabalho do Ministério do Meio Ambiente, por exemplo, era composta por terceirizados, temporários ou comissionados.

Para 2006, estão previstas 21.391 novas vagas no serviço público. Para expandir o ensino universitário e profissionalizante, o Ministério do Planejamento autorizou a realização de concurso público para o preencher 6.800 vagas.

Com o governo Lula, as privatizações cessaram. O Banco do Brasil ? instituição que foi cogitada de ser privatizada ? gera lucros todos os anos. No primeiro semestre de 2006, o lucro líquido foi de R$ 3,9 bilhões
Barão Vermelho 13.



Guido Mantega, ministro da Fazenda

Sonia Racy, Patrícia Campos Mello

O Estado de S.Paulo

Não há mais medidas de desoneração em estudo no Ministério da Fazenda. ?Isso acabou?, afirmou o ministro da Fazenda Guido Mantega em entrevista ao Estado. No entanto, está na fila para ser aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no dia 29, uma medida que vai agradar tanto ao setor da construção como aos interessados em comprar novos imóveis. ?Vamos eliminar a TR [Taxa Referencial] das prestações. Elas passarão a ser fixas?, anuncia, acreditando estar incentivando também uma maior competitividade dentro do setor. E mais. Estuda-se incluir medidas financeiras para ampliar os financiamentos também às construtoras. Sobre essas ações, Mantega ainda guarda segredo.

Quais são os incentivos que a Fazenda pretende adotar para a construção civil?

A construção civil será um dos pólos dinâmicos da economia brasileira no segundo mandato de Lula, caso ele venha a ocorrer. Ela havia estagnado, se deteriorando ao longo dos anos. Agora, com inflação baixa e estabilidade, tem condições de avançar. Uma dessas condições é o juro baixo. Com juro alto, não existe crédito que consiga viabilizar a construção civil. Estamos estudando mecanismos para dar crédito de longo prazo ao setor da construção. É um novo filão a ser explorado, com a ajuda da alienação fiduciária, que dá garantia de retomada do imóvel caso haja inadimplência.

Está em estudo alguma medida para reduzir os juros do crédito imobiliário?

Vamos aprovar no Conselho Monetário Nacional uma medida que vai eliminar a TR dos contratos de financiamento imobiliário. Vamos introduzir prestações fixas. E, pelo que senti na conversa com alguns bancos, há quem esteja disposto a tirar a TR e não aumentar a taxa de juros cobrada. Isso significa uma redução entre 2,5% e 3% ao ano. Na média, os bancos cobram TR mais 12% quando se trata de financiamento imobiliário. Portanto, será uma redução de quase 20% dos juros.

Mas por que os bancos fariam essa concessão?

Eles têm interesse de fidelizar o cliente. Começo a sentir uma maior competição. Olha, este ano devemos ter mais de R$ 20 bilhões financiando a habitação. Parece muito, mas não é. O financiamento a este setor corresponde a menos de 3% do PIB. Em outros países, esta parcela consome 20%, 30% do PIB. Na Espanha, chega a 40%.

Como o sr. viu o episódio protagonizado por Roberto Toster, da Febraban, essa semana (ele criticou as medidas do governo para redução do spread)? Soube que ele foi suspenso por uma semana.

Considero a questão como superada. Tenho certeza de que as medidas para redução do spread vão ser efetivas e teremos resultados significativos antes do fim do ano.

Não seria necessário mais ajuste fiscal para possibilitar o aumento dos investimentos? Os gastos correntes estão aumentando.

O ano eleitoral sempre tem algum aumento de despesa corrente e depois ela cai. No governo FHC, em 2002, também houve. Estamos dispostos a fazer mais quatro anos de superávit primário, de modo que a relação dívida/PIB vai continuar caindo.

O governo está planejando um ajuste fiscal mais forte em 2007 para compensar o aumento de gastos?

Eu não estou sabendo disso. Mas eu garanto que as contas públicas estarão sob controle e o contingenciamento que tiver de ser feito será.


AlckBixim deixa a mascara cair.

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Geraldo Alckmin, candidato neoliberal, representante da Opus Dei, saudoso das práticas criminosas da ditadura militar, da censura, em ato falho, defendeu o PROER, para quem já se esqueceu (coisa que eu não acredito), foi aquele mecanismo que o patrão e mentor de Alckmin, o corungo e senil FHC criou para defender o patrimônio dos proprietários dos bancos Marca e Funt Sindan, lembram-se dessa invenção? Milhões de reais foram pro ralo.

Para quem nunca mostrou preocupação com uma parcela (a maioria) da população, a mais pobre, a mais necessitada, aquela que sempre necessitou da presença do Estado para não morrer a mingua, FHC e sua corja inventaram de salvar os banqueiros, os mesmos que foram beneficiados com as altas taxas de juros e, que se locupletaram e farrearam com o dinheiro das privatizações.

Sabendo, que o PROER foi um instrumento fundamental para atenuar as perdas causadas pelos sucessivos erros da desastrosa política econômica do corungo e senil FHC e corja (bando, cachorrada, caterva, malta, mamparra, manada, matula, matulagem, seqüela e súcia), Geraldo diz que vai criar o PROER para salvar os hospitais filantrópicos da quebradeira, ai ele me fez rir, morei em São Paulo por 35 longos anos e posso testemunhar a atenção que os tucanos deram, principalmente às Santas Casas, nenhuma!

Demagogo e nauseante, é isso o que ele é, em doze anos de império tucano em São Paulo, nada fizeram para socorrer os hospitais filantrópicos, agora ele tem a solução.

Reproduzido do blog: OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA



A Justiça Eleitoral do Ceará concedeu ontem uma liminar que proíbe qualquer vinculação do candidato à reeleição Lúcio Alcântara (PSDB), governador do Estado, com o Presidente Lula na propaganda eleitoral.A decisão acatou um pedido da coligação de Cid Gomes (PSB), que é o candidato apoiado pelo PT e por Lula no Ceará. Os apoiadores de Cid argumentaram que a propaganda tucana infringiu a determinação de não divulgar candidatos de outras coligações na campanha.Os advogados do PSDB disseram que vão recorrer. Eles dizem que não houve uma declaração de apoio a Lula embora Alcântara esteja apoiando Lula, mas apenas a exibição de declarações e imagens que demonstram o que o presidente pensa do governador.Na propaganda de rádio e TV, o próprio Alcântara vinha falando de seu relacionamento com Lula. Ontem, sua fala se restringiu a citar parcerias com o "governo federal".O presidente Lula só voltou a aparecer mesmo na propaganda de Cid, afirmando que, com a vitória dele, será possível ampliar as parcerias do governo federal com o Ceará.No programa dos tucanos cearenses, Geraldo Alckmin (PSDB) continuou sem ser citado ontem. Numa empreitada solitária, o presidente do partido, senador Tasso Jereissati (CE), tem percorrido alguns municípios do interior para divulgar o nome de Alckmin.


Helena



Coube a José Serra fazer o trabalho sujo na TV ao governo federal citando "Lula". Ainda ausente dos discursos de Geraldo Alckmin, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva estreou ontem no programa estadual do PSDB.Alckmin diz que está evitando se associar aos ataques ao petista, pois tem medo da reação do outro lado. Tem feito isso por meio de depoimentos exibidos em seu programa ou de forma indireta. Em sua penúltima propaganda, criticou o "atual governo".Serra recebeu a missão e foi adiante ontem, sem citar o nome de Alckmin em seu programa eleitoral. Com uma campanha que tenta "nacionalizar" São Paulo, chamando o Estado de "país", criticou Lula pela primeira vez na TV.Até parecia que ele Serra era o candidato a presidência.Muita coincidência, o PSDB mandou atacar o Presidente Lula, ao mesmo tempo hackers começaram ontem invadir sites do PT e páginas de militantes petista na internet...No Orkut não é diferente, hackers invadem comunidades Petistas, roubam senha da página pessoal dos militantes...É a guerra suja do PSDB e PFL em ação, e salve- se quem puder.

Helena



Saiu à última pesquisa, game over para os tucanos, o Titânic da candidatura Geraldo Alckmin está afundando de vez. Lula passou de 47% para 49%. Geraldo Alckmin (PSDB) foi de 24% para 25%, Heloísa Helena (PSOL) caiu de 12% para 11%, enquanto Cristovam Buarque se manteve com 1%. José Maria Eymael (PSDC), Luciano Bivar (PSL) e Rui Pimenta (PCO), não alcançaram 1% das intenções de voto. Votos brancos e nulos somam 6%. 7% dos entrevistados se disseram indecisos. Agora, só resta os tucanos desmoralizarem as pesquisas. Portanto, entra em ação o MANUAL TUCANO DAS DESCULPAS ESFARRAPADAS PARA PESQUISAS, elaborado pela equipe de marketing de Geraldo.

A campanha nem começou: faça como o Geraldo, diga que a campanha nem começou. Embora, quando o Geraldo deu uma leva subida, a Lúcia Hipólito disse que a campanha estava esquentando. A campanha eu não sei, mas a chapa esquentou para os tucanos, esquentou tanto que Lúcio Alcântara, governador do Ceará pelo PSDB e muitos outros estão pulando fora.

Apele para teorias conspiratórias: Diga que os entrevistadores do IBOPE fazem parte de uma conspiração comunista do PT e na verdade, eles mesmos preenchem as pesquisas. Use a criatividade, apele para literatura fantástica, estilo VEJA, lembram quando disseram que Cuba mandou dinheiro para a campanha do Lula em caixas de wisky? O negócio é usar criatividade, se não tem um argumento, invente!!!

Faça como o Serra, culpe os nordestinos: Serra disse que o problema da educação em São Paulo não era a política do estado mínimo do PSDB, mas sim os Nordestinos. Sim, Serra teve a cara de pau de dizer que a culpa das bobagens do PSDB na educação eram os imigrantes. Tenham a mesma cara de pau, o negócio é achar um culpado, achou um culpado, nós, tucanos estamos salvos.

Povo é ignorante: Essa é para dar uma de intelectual, diga que o povo é burro que não sabe votar. Só não lembre que esse mesmo povo votou no FHC duas vezes.

Mantendo a esperança: Se você vir que o eleitor ainda está balançando, fale que o Alckmin está em primeiro em Pindamonhangaba. Tudo bem que a eleição é para presidente e não para prefeito de Pinda, mas a idéia é deixar o eleitor esperançoso de que possa ocorrer ainda uma virada. Para reforçar essa esperança, conte que na lojinha e no mercadinho de sua amiga, todo mundo vota no Geraldo e que tinha 1 cliente dela que não ia votar, mas ela virou o voto, quando disse uma argumentação brilhante: ?Muito bom esse Geraldo!!?.


Lula está mais exposto: Explique que o Lula está na frente, por que ele usou do cargo de presidente para sempre estar exposto na mídia. Só não lembre o eleitor que ele esteve exposto a maior avacalhação, desde o ano passado, com direito as famosas quartas do Jô para malhar o presidente.

Pesquisa que vale é do orkut: Fale que essa pesquisa do IBOPE é tudo furada, cheia de erros de metodologia. A verdadeira é do Orkut, pois afinal, todo mundo sabe fake tem titulo de eleitor e no mais nela, na pesquisa do Orkut, o Geraldo está em primeiro. Ele é o nosso presidente virtual, o Lula que governe o Brasil real.

Desmereça a pesquisa: O negócio é desprestigiar, diga que treino é treino e jogo é jogo. Que esse resultado é fruto de uma retroação coordenada sistêmica e encerre a conversa.

Encerrando: Pronto com essas desculpas, você já é um novo cientista político, estilo Lúcia Hipólito (quer castigo maior?)

Por: Alexandre ¹³ Chagas.


Rodrigo Soares, o deputado das lutas sociais.

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Agenda de Rodrigo para quinta (24)

O candidato pelo Partido dos Trabalhadores, deputado estadual Rodrigo Soares, participa, na manhã desta quinta (24) de atividades com lideranças da Capital paraibana. A partir das 9h30 vai estar na Assembléia Legislativa para atividades daquele Casa. No final da tarde, participa de plenária no Sesi Centro, em João Pessoa. E à noite inaugura o seu comitê de campanha em Guarabira.

Em apoio aos eletricitários

O deputado Rodrigo Soares, líder do PT na Assembléia Legislativa, participou, nesta quarta-feira (23), de ato público em defesa dos eletricitários. O evento foi organizado pelo Sindicato dos Eletriciários do Estado da Paraíba (Sindeletric) e aconteceu em frente ao Tribunal Regional do Trabalho. Os sindicalistas solicitaram à presidência do Tribunal que ordenem a liberação, pela Saelpa, de cerca de R$ 60 milhões para pagamento de ação trabalhista que já tramita há 17 anos.

Em Bayeux

Rodrigo participou de atividade de campanha na cidade de Bayeux. O arrastão na tarde, desta quarta-feira (23), no bairro São Bento, contou com participação de mais de 50 militantes. O deputado petista foi bem recebido pelos moradores da localidade. Muitos fizeram questão de aderir à campanha do deputado petista.

Em Itabaiana

Como presidente da Comissão de Educação, Cultura e Desportos da Assembléia Legislativa, o deputado Rodrigo Soares fez uma visita institucional à Escola Estadual Antonio Batista Santiago, em Itabaiana. Na ocasião, estava acontecendo a eleição direta para direção daquela unidade de ensino, que foi uma luta do deputado Rodrigo, junto com o sindicado e associação da categoria. A escola conta com mais de 2 mil alunos matriculados.

Lula é a melhor da história do Datafolha

O governo Lula obteve aprovação recorde, segundo dados da pesquisa Datafolha, divulgados pelo Jornal Nacional da TV Globo, na noite de ontem (22). Foi a maior taxa de aprovação a um presidente desde que o instituto começou a fazer pesquisas nacionais de avaliação do governo federal,em 1990. Segundo a pesquisa, 52% dos eleitores avaliam o governo Lula como "ótimo" ou "bom?.Os dados do instituto mostram que o antecessor de Lula, Fernando Henrique Cardoso, atingiu sua melhor avaliação em dezembro de 1996 - 47%,quando estava prestes a completar dois anos de governo. Já Itamar Franco, que governou entre 1992 e 1994, obteve 41% ao deixar o governo, em dezembro de 1994. Fernando Collor de Mello, que comandou o país entre 1990 e 1992, obteve a aprovação de 36% após três meses de governo, em junho de 1990.



O Ministério da Educação (MEC) quer passar a servir jantar, a partir do ano que vem, na rede pública de ensino médio noturno, pelo menos no Norte e no Nordeste. A idéia é combater a evasão escolar, dando um motivo a mais para que os alunos de baixa renda que trabalham durante o dia freqüentem a escola. A expansão do programa de merenda, atualmente restrito a ensino fundamental, às creches e às pré-escolas, foi discutida ontem por técnicos do MEC e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O governo negocia um empréstimo de US$200 milhões (cerca de R$420 milhões) para o ensino médio e quer usar parte dos recursos para dar o pontapé inicial na ampliação do programa de merenda. O financiamento do BID prevê contrapartida de mais de US$130 milhões (R$270 milhões) da União e dos estados. Da contrapartida sairia o dinheiro para a merenda nas escolas noturnas. O financiamento já foi autorizado pelo Ministério do Planejamento, mas ainda depende do aval do BID e do Senado.

O valor total de US$330 milhões (cerca de R$690 milhões) seria gasto ao longo de quatro anos. Além da merenda, os recursos serviriam para aumentar a distribuição de livros didáticos no ensino médio e para melhorar a formação de professores. Para sair do papel, o projeto deverá ser negociado com os governos estaduais, que respondem por 85% dos estudantes. As escolas públicas noturnas do Norte e Nordeste tinham 1,6 milhão de estudantes matriculados no ensino médio ano passado. No país, 3,9 milhões de jovens freqüentavam turmas à noite. Ao todo, o ensino médio tinha 9 milhões de matriculados.


Helena


Debandada tucana

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As pesquisas eleitorais desta semana consolidam a liderança de Lula com mais de 40% de intenções de voto, e a estagnação da candidatura de Geraldo Alckmin. os aliados do ex-governador de São paulo já falam em iniciar uma debandada.Pelo menos é isso que se tem ouvido no meio político ligado aos tucanos.A próxima semana, que marca o início do último mês de campanha eleitoral, será decisiva para definir o resultado das eleições de outubro. Mas quem não esperou pela semana seguinte foi Lúcio Alcântara (PSDB) que pelo visto esqueceu a porteira aberta e deu o primeiro sinal desse movimento. Em seu programa de rádio, Alcântara utilizou um discurso de Lula e chamando-o de companheiro, no final da tarde de domingo, Alcântara já havia ligado para um ministro com gabinete no Palácio do Planalto para destacar que "independente do período eleitoral, tinha todo o interesse em manter uma relação de alta qualidade com o presidente Lula". Um dos fatores que vem auxiliando a manutenção da vantagem do presidente, segundo seus auxiliares, é a falta de público-alvo para o discurso de oposição. No fim de semana, em visita a Diadema, Lula conseguiu, de uma vez, discursar para três públicos distintos: aos jovens, exaltou as Olimpíadas de Matemática; às mulheres, destacou a lei contra a violência caseira; aos mais carentes, expôs o avanço do Bolsa Família. "O que os tucanos estão fazendo? Querem atingir a classe média, que oscila entre a esquerda e a direita".

O desespero da oposição também teria sido o responsável pela retomada do discurso do impeachment, defendido na segunda feira pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Os ministros da coordenação política, FHC está em busca de espaço na mídia. Ele está querendo se vingar, porque seu governo não é defendido pelos colegas, sua figura não é lembrada, sua personalidade política é depreciada pelos companheiros",

Helena



O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, adotou um discurso conservador e voltou a usar como exemplo de crescimento a década de 1970, quando vigorava o Regime Militar (1964-1985), ontem, em encontro com militares da reserva no Rio de Janeiro.

Alckmin atacou os sem terra, pregou endurecimento do regime prisional e defendeu para os militares termos como "valores" da pátria e nação e "respeito à lei e à ordem". Prometeu ainda terminar de construir a usina nuclear Angra 3 e recriar a Sudene, projetos dos anos militares, e incentivar o projeto do submarino com propulsão nuclear, da Marinha.

O tucano anunciou que vai nomear "alguém extremamente vinculado à área" para o Ministério da Defesa. Disse que, se eleito, vai revitalizar as Forças Armadas.Perguntado se daria aumento aos militares, porém, ele tergiversou e não respondeu.

"O senhor tem de abrir fogo", disse-lhe um militar da reserva.

Alckmin iniciou o discurso afirmando que seu pai foi oficial do Exército, mas cometeu gafe ao afirmar que ele só casou de farda de gala porque não tinha dinheiro para comprar um terno.Há! Há! Há!! Me engana que eu gosto! Também comentou que o pai abandonou o Exército para ser veterinário.Tá explicado!! No discurso, o candidato pulou a Constituição Federal autoritária de 1967, ao falar das Cartas desde 1824 até 1988, e criticou ainda a sugestão de Lula de criar uma nova constituinte exclusivamente dedicada a fazer a Reforma Política.


Helena - do Blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Com informações da Folha Online




Tarso: "Angustiada manifestação de solidão"

O ministro procurou os jornalistas no Comitê de Imprensa do Palácio do Planalto especificamente para responder às críticas feitas por FHC em um debate sobre "Ética e Política", na noite de segunda-feira em São Paulo. "Fomos surpreendidos com uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique que causou espécie", iniciou o ministro. "Ele demonstrou visível desequilíbrio político".
"Escondido pelos companheiros"
"Fernando Henrique está desequilibrado porque vem sendo escondido por seus companheiros do PSDB, e seu governo é ignorado", assegurou Tarso. "Seu governo não é exibido como laranja de amostra pelos candidatos de seu partido. Há um divórcio entre seu governo e o candidato de seu partido", agregou.
Irônico, Tarso Genro avaliou que "é uma angustiada manifestação de solidão, que ele faz de uma maneira agressiva contra o presidente Lula e contra o governo. Não é adequada à função que ele exerceu no país e nem à respeitabilidade que ele tem na esfera da política", concluiu o ministro.
"Ele mostra suas baterias contra nosso governo de uma forma totalmente extemporânea no momento eleitoral, rememorando a possibilidade de impedimento", disse Tarso Genro. "Levantar uma questão como essa significa que ele está desequilibrado politicamente".


FHC insiste em mais agressividade


O ex-presidente fez a defesa do impeachment para um público fechado, de cerca de 200 simpatizantes do PSDB. Admitiu que "passou o momento, agora é ganhar a eleição", dizendo que foi na crise política do ano passado que era preciso "alguém que grite 'basta' com força", para obter o afastamento do presidente. E citou como exemplo o ex-deputado Roberto Jefferson, cassado por corrupção.


FHC insistiu também que a campanha de Alckmin seja "mais agressiva". A expectativa é que no horário eleitoral gratuito seja possível transmitir uma mensagem mais firme para que a população possa sentir que tem um interlocutor válido. O partido tem que tomar uma posição mais agressiva, mais atuante", aconselhou.

O último momento em que Fernando Henrique esteve em evidência na mídia foi no início de março, quando compôs o grupo de tucanos encarregado de desempatar a disputa entre Alckmin e José Serra, para ver qual seria o candidato presidencial do partido. Depois disso, seus correligionários evitam dar-lhe visibilidade, temendo contaminar a candidatura Alckmin, devido à elevada rejeição do governo FHC no eleitorado. O ex-presidente não aparece no programa eleitoral de Alckmin na TV, bem em comícios e outros eventos de campanha.


Com agências



Agenda de Rodrigo para quarta (23)

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Agenda de Rodrigo para quarta (23)

O candidato pelo Partido dos Trabalhadores, deputado estadual Rodrigo Soares, participa nesta quarta-feira (23), às 7 horas, de panfletagem na UFPB. Às 9 horas, em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), vai estar, junto com o Sindeletric, no ato público em defesa dos eletricitários. Às 15 horas participa de caminhada em Bayeux. No final da tarde, com o pessoal da APLP, faz panfletagem próximo ao Liceu Paraibano. À noite reúne-se com apoiadores de sua campanha no Valentina e, em seguida, em Mandacaru.

Rodrigo destaca Juventude

O candidato pelo Partido dos Trabalhadores, deputado estadual Rodrigo Soares, está mais uma vez no horário eleitoral gratuito no programa destinado aos candidatos ao cargo de deputado estadual. A transmissão será, nesta quarta-feira (23), em cadeia de Rádio e TV. Agora, Rodrigo vai destacar suas ações para o setor juvenil. O deputado petista lembra da criação da Comissão de Políticas Públicas para Juventude. Da sua luta, junto com o movimento juvenil, para instalar o Conselho Estadual de Juventude e a ampliação das vagas para estudantes em ônibus intermunicipais e a extensão da meia-passagem para os transportes terrestres e aquaviários. No programa anterior, Rodrigo havia destacado a Educação.

Rodrigo defende os eletricitários

O deputado Rodrigo Soares, líder do PT na Assembléia Legislativa, participa, nesta quarta-feira (23), a partir das 9 horas, de ato público em defesa dos eletricitários. O evento é organizado pelo Sindicato dos Eletriciários do Estado da Paraíba (Sindeletric) e acontecerá em frente ao Tribunal Regional do Trabalho. Os sindicalistas vão solicitar à presidência do Tribunal que ordenem a liberação, pela Saelpa, de cerca de R$ 60 milhões para pagamento de ação trabalhista que já tramita há 17 anos. Rodrigo que já realizou várias audiências e fez pronunciamentos sobre o assunto na Assembléia disse que a empresa de energia tem uma dívida com cerca de dois mil trabalhadores, a partir de um dissídio coletivo assinado em 1989. ?A demora na tramitação da causa é tanta que cerca de 100 trabalhadores que subscreveram a Ação Trabalhista já faleceram, deixando suas famílias e dependentes passando por necessidades econômicas?, observa o parlamentar. O deputado petista ainda denuncia que outros 900 funcionários foram demitidos e também enfrentam dificuldades financeiras e dificuldades em conseguir nova ocupação no mercado de trabalho. ?São longos dezessete anos de espera da categoria. A Justiça sempre dá parecer favorável aos trabalhadores, mas a Saelpa sempre consegue encontrar uma brecha na lei para procrastinar o pagamento que deve?, comentou. No início de julho, a 6ª Vara do Trabalho da capital determinou que as contas bancárias da Saelpa, junto ao Banco Central, fossem bloqueadas para o pagamento da Ação Trabalhista. Os advogados da empresa apresentaram como garantia o pagamento de títulos bancários (CDB´s), na ordem de R$ 90 milhões, mas a di retoria do Sindeletric negou a proposta e pede o pagamento em dinheiro. ?Está provado que a Saelpa tem todas as condições de pagar esta ação trabalhista. O dinheiro existe, como provam os títulos bancários, mas sabemos que novamente a empresa está querendo e conseguindo adiar o pagamento?, denuncia Manoel Henrique, presidente do Sindeletric, sinalizando que a Saelpa tem um faturamento mensal de mais de R$ 70 milhões, uma folha de salários de pouco mais de R$ 1,2 milhão e aproximadamente R$ 100 milhões depositados, em dinheiro, em contas bancárias.

Lula tem 49% dos votos

Pesquisa Datafolha divulgada esta noite (22), pelo Jornal Nacional, da Rede Globo, revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu mais dois pontos na preferência do eleitor, mantendo a tendência de crescimento apontada tanto nos levantamentos anteriores do Datafolha quanto naqueles realizados por outros institutos. Agora, ele tem 49% dos votos, contra 25% do tucano Geraldo Alckmin. A senadora Heloísa Helena (PSOL) aparece em terceiro, com 11%. Portanto, se a eleição fosse realizada hoje, Lula seria eleito no primeiro turno. Essa foi a primeira pesquisa realizada pelo instituto desde o início do horário eleitoral gratuito, iniciado na última terça-feira (15). Segundo o Datafolha, o governo do presidente Lula obteve avaliação recorde: o índice de bom ou ótimo ficou em 52%, o melhor desde o início do governo Lula. É também a melhor avaliação que um governo brasileiro já teve desde que o Datafolha iniciou esse tipo de levantamento, em 1990. Na simulação de segundo turno, o candidato da coligação A Força do Povo (PT, PC do B e PRB) cresceu um ponto e agora teria 55%, enquanto Alckmin caiu um ponto e teria 36%. Já a avaliação positiva do governo Lula cresceu sete pontos percentuais. A soma de ótimo/bom é agora de 52%, ela que era de 45% no início do mês e de 38% no mês passado. A avaliação regular passou a ser de 31%, enquanto os que consideram o governo ruim ou péssimo caiu de 18% para 16%. A pesquisa foi realizada entre ontem e hoje e ouviu 6.279 eleitores de 272 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.




Basta fazer uma rápida pesquisa sobre a desordem administrativa de São Paulo, após os 12 anos em que o Estado foi comandado pela dupla Mário Covas/Geraldo Alckmin. É o bastante para desmascarar mais esta engenhosa manipulação da mídia. Aqui vai uma seleção de dez exemplos.


Os primeiros programas eleitorais do bloco liberal-conservador no horário gratuito de TV tentaram exatamente explorar a falsa imagem ?administrativa?. A hipocrisia é tamanha que parece que os paulistas residem num paraíso ? a violência urbana que apavora a população, a decadente qualidade do ensino, a mercantilização do sistema de saúde, a precariedade dos transportes públicos e a roubalheira dos pedágios privatizados seriam pura miragem ou culpa do Lula! Vejamos os cinco exemplos.


1- Caos na segurança


A mentira ficou mais visível na delicada e explosiva área da segurança pública. As três recentes ondas de violência urbana no Estado, que causaram a morte de quase 200 pessoas e a destruição de inúmeros bens públicos e privados, confirmaram a total incompetência dos tucanos e a sua insensibilidade social. Em decorrência dos sucessivos cortes de verbas para o setor, os salários dos policiais foram arrochados, houve redução do quadro de funcionários e explodiu a superlotação dos presídios. Segundo o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo, existe hoje um déficit de 31 mil agentes na área, os salários tiveram uma depreciação de 40% e os presídios demandam, no mínimo, mais 70 mil vagas.


Isto é que explica porque os presídios foram batizados de ?faculdades? pelo próprio crime organizado. O clima de insegurança tornou-se rotina entre os habitantes do Estado mais rico da Federação. Diante deste caos, seu todo-poderoso secretário de Segurança, mantido à fórceps no atual governo, ainda tenta fugir de suas responsabilidade e tirar proveito eleitoral do medo dos paulistas. O truculento e arrogante Saulo Abreu chegou a apostar o seu cargo como o governo federal não tinha liberado R$ 100 milhões para o combate ao crime organizado. Ocorre que o recurso foi liberado em 13 de julho, quando o presidente Lula baixou medida provisória, e só não foi sacado devido à inépcia do governo, que não apresentou o plano para a execução orçamentária. Saulo devia, ao menos, cumprir sua palavra.


2- Abandono da educação


Também como efeito dos cortes dos investimentos públicos, decorrentes da visão neoliberal do ?Estado mínimo?, a educação pública no Estado sofreu brutal regressão no período. Centenas de escolas foram fechadas, as vagas foram reduzidas, professores foram demitidos e a qualidade do ensino foi rebaixada com a desvalorização dos profissionais da área.


O desastre fica evidente nos números do ensino médio. Ele hoje atende apenas 25% da demanda de jovens entre 15 e 19 anos; de 1999 a 2005, as matrículas iniciais baixaram de 1.720.174 para 1.636.526; a taxa de reprovação pulou de 3,6% para 15,6%; e a evasão escolar já atinge a marca recorde de 7% ao ano. Apenas metade dos alunos que se matriculam na primeira série do ensino médio chega até a terceira série.


Como forma de maquiar esta catástrofe, o governo inventou a expediente da ?progressão continuada?, que, segundo Maria Izabel Noronha, presidente em exercício do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp), ?representa a exclusão postergada, já que não passa de uma aprovação automática do aluno sem qualquer correspondência com a realidade?. Já foram encontrados estudantes analfabetos na quarta série em decorrência desta picaretagem. Levando em conta que o analfabetismo atinge 6,6% da população do estado e que há mais 5 milhões de analfabetos funcionais, o equivalente a 18% dos habitantes paulistas acima de 15 anos, fica patente a incompetência da ?turminha do Alckmin?.


3- Mercantilização da saúde


Para impor o mesmo modelo do ?Estado mínimo? na saúde, desde 1998 os tucanos estão entregando os hospitais públicos estaduais à iniciativa privada sob a camuflagem das chamadas Organizações Sociais de Saúde (OSS). Estas administram os hospitais através dos contratos de terceirização, sem licitação ou qualquer controle do Tribunal de Contas. Em síntese, elas recebem dinheiro público para ?gerenciar? os serviços de saúde, sem a obrigação de prestar contas. Atualmente, já são 18 hospitais, três ambulatórios de especialidades e um centro de referência para idosos entregues à administração privada. Além disso, o governo tucano cortou 170 mil cargos funcionais na área da saúde entre 1994 e 2006.


Exibidos como modelo pelo presidenciável Geraldo Alckmin, os hospitais geridos pelas OSS oferecem serviços precários e insuficientes e não realizam atendimentos mais complexos para atender somente os casos simples, classificados como de ?rotatividade rápida?. Os tratamentos mais caros acabam sobrecarregando os hospitais da administração direta ou servem para elevar os lucros do setor privado. Várias unidades inclusive já fecharam os atendimentos de pronto-socorro. ?Para onde vai o baleado, a vítima de infarto e os atropelados? Todos esses pacientes não entram nas unidades geridas pelas OSS?, denúncia Célia Regina, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde de São Paulo (Sindsaúde).


4- Transporte precário


A greve dos metroviários nesta terça-feira serviu de alerta sobre os problemas e riscos nos transportes públicos. A capital paulista é de uma das metrópoles mais populosas do mundo com menor operação do Metrô. Além disso, o processo de privatização das rodovias estaduais causou o completo abandono das estradas vicinais. Quanto ao transporte ferroviário, foi totalmente destruído nos últimos anos.


Esta política de transporte, a exemplo do que ocorre em outros setores estratégicos, também se encaixa no modelito neoliberal, socializando prejuízos e privatizando lucros. E ainda serve a interesses sinistros. Em 1997, um dos diretores da Dersa, Celso Ferrari, comprovou que as licitações para entrega das rodovias foram armadas para beneficiar empresas privadas com notórios vínculos com o tucanato.


O caso do Metrô é ainda mais escandaloso. No trecho ?Linha 4-Amarela?, que ligará a Estação da Luz à Vila Sônia, o Estado investirá quase R$ 1 bilhão, mais de 73% do total de recursos necessários para a obra, enquanto que apenas R$ 340 milhões ficarão a cargo da empresa privada, que ganhar a concessão da linha por 30 anos. Neste capitalismo sem risco, o grupo privado ganhará com a venda de bilhetes e com outros empreendimentos nas estações e arredores, como publicidade, lojas e estacionamentos.

?O Estado investe US$ 1 bilhão e nada recebe em contrapartida por 30 anos. Já o investidor privado banca US$ 340 milhões e ficará com toda a receita tarifária e metade das tarifas do sistema metro-ferroviário, além da exploração comercial e veiculação publicitária. Estima-se que, só de tarifas, entre 2008 e 2012, o vencedor faturará quase R$ 6 bilhões?, denuncia o deputado estadual Nivaldo Santana (PCdoB-SP).


5- Roubo nos pedágios


Estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que entre junho de 1995 e julho de 2005 as tarifas cobradas nos pedágios paulistas subiram em até 716% para carros de passeio e por eixo de caminhão. A privatização das rodovias foi criminosa. Sob comando de Geraldo Alckmin, então responsável pelo programa de ?desestatização?, o governo tucano entregou as melhores estradas ? com pistas duplas, canteiros centrais e situadas nas regiões mais ricas ? e ficou com as mais precárias. As 12 concessionárias presenteadas pelo PSDB exploram apenas 3,5 mil quilômetros, o equivalente a 16% de toda a malha rodoviária paulista, mas que representam o filé mignon do transporte.


Após a privatização, assim como as tarifas, o número de pedágios disparou. Em 1995, início do reinado tucano, havia 11 pedágios no Estado; hoje, são 153 ? sendo que apenas 14 estão sob controle estatal. Os efeitos desta política privatista são drásticos, tendo em conta que o transporte rodoviário é responsável por 70% das cargas que atravessam o Estado. Além de desestimular a produção industrial e agrícola, já que o transporte é um importante custo operacional, os pedágios encarecem o preço da mercadoria ao consumidor. Alguns casos são gritantes ? e até levantam suspeitas. Na Rodovia dos Imigrantes, que tem apenas 58,5 quilômetros, ligando capital ao litoral, e possui um movimento anual superior a 30 milhões de veículos, a concessionária Ecovias cobra R$ 14,80 por automóvel. É só fazer a conta para aquilatar o roubo!


6- Privatizações criminosas


Desde a criação do Programa Estadual de Desestatização (PED), em julho de 1996, setores estratégicos da economia paulista foram ?vendidos? para os monopólios privados, especialmente estrangeiros, por preços irrisórios. Sob a batuta de Geraldo Alckmin, presidente do PED, foram privatizadas a Eletropaulo, CPFL, Elektro, Cesp, Comgás, Ceagesp, aeroporto Viracopos e as rodovias Bandeirantes, Anhangüera, Castelo Branco, Dom Pedro, Carvalho Pinto, Ayrton Senna, Imigrantes e Anchieta. Além disso, foram vendidas ações da Nossa Caixa e da Nossa Caixa Previdência. A alienação de todo esse patrimônio totalizou R$ 35,6 bilhões, incluindo a transferência dos passivos financeiros, segundo relatórios da própria Secretaria da Fazenda. Isto sem contar a Fepasa e o Banespa, que foram federalizados antes de serem privatizados.


Os danos causados à economia paulista foram brutais. O Estado perdeu capacidade indutora para investir no desenvolvimento e o patrimônio público, construído com tributos da sociedade, foi surrupiado. O caso do Banespa, histórico banco de fomento à economia, é emblemático. Antes do criminoso leilão, em 2000, ele contava com ativos de R$ 29 bilhões e patrimônio de R$ 11 bilhões. Porém, ele foi doado ao espanhol Santander por apenas R$ 7,05 bilhões ? que, descontada a isenção fiscal, não pagou nada pela compra. De quebra, o banco ainda demitiu 13 mil bancários e obteve R$ 10 bilhões de lucros nos três primeiros anos de operação. Esta privataria já estava explícita no Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, de 1995, que fixava que as vendas ?devem estar firmemente direcionadas à redução do Estado ao mínimo?.


7- Estado endividado


Todo este processo de desmonte do patrimônio público, com graves danos ao desenvolvimento estadual, foi feito sob o pretexto de que era preciso dar um ?choque de gestão? para sanar as dívidas públicas. Pura balela. Os R$ 35 bilhões obtidos com as privatizações sumiram no ralo comum do pagamento dos juros e a situação financeira do Estado só piorou. A dívida publicou pulou de R$ 34 bilhões no início do governo tucano, em janeiro de 1995, para R$ 123 bilhões em março passado. Até o Tribunal de Contas do Estado (TCE) tem criticado o volume excessivo de recursos que tem sido drenado aos especuladores financeiros. O superávit primário atingiu 6,11% da receita líquida do Estado no ano passado. Nos últimos três anos, o Estado de São Paulo desembolsou R$ 13,1 bilhões somente com juros e encargos da dívida pública.


Esta política, que favorece somente as elites detentoras de títulos da dívida, causou a redução de gastos na infra-estrutura e nas áreas sociais. Os investimentos na segurança, por exemplo, foram de apenas R$ 151 milhões em 2005 ? 3% do que foi transferido aos banqueiros ? o que ajuda a entender a guerra urbana no Estado. Segundo o relator do TCE, Renato Martins, os gastos com educação, saúde e segurança e outras áreas sociais caíram de 51,3% do total da despesa líquida do Estado, em 2004, para 49,3%, em 2005. O relator ainda criticou Alckmin pelo descumprimento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Enquanto as despesas com juros foram maiores do que as previstas na LDO, os demais investimentos ficaram bem abaixo. É o caso da Febem, no qual o governo programou construir mil vagas e concluiu apenas 80.


8- Apagão na energia


O desmonte do Estado teve efeitos devastadores na infra-estrutura e no desenvolvimento, em especial no setor de energia elétrica. Num primeiro momento, o governo fatiou as três estatais existentes, Eletropaulo, Cesp e CPFL, em onze empresas de geração, distribuição e transmissão de energia. Na segunda fase, ele promoveu leilões das empresas fragilizadas, num criminoso processo de privatização e desnacionalização. Essa política resultou nos famosos apagões entre junho de 2001 e fevereiro de 2002, com graves prejuízos ao desenvolvimento da economia paulista. Em curto espaço de tempo, a turma do Alckmin implodiu todo o sistema de energia construído desde os anos 50 e que havia alavancado a industrialização nacional.


A qualidade e eficiência da Cesp na geração, transmissão e distribuição de energia, por exemplo, estavam entre as melhores do mundo. Em 1996, ela tinha uma potência instalada de 10.233 MW, atrás apenas da Eletrobrás. Mas este aparato foi devastado em negociatas suspeitas. ?Moeda podre?, como o Certificado Paulista de Ativos (CPA), foi utilizada nos leilões de venda das estatais. Com a privatização, o sistema de energia ficou estagnado e piorou a qualidade dos serviços. No caso da CPFL, antes do leilão ela tinha 200 postos de atendimento no Estado; três anos depois, em 2000, eram apenas 30. Apesar do visível desastre, o tucanato ainda vendeu, em junho passado, a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica (CTEEP) por apenas R$ 1,193 bilhão, quando o seu valor real era de R$ 16 bilhões, segundo a própria Aneel.


9- Locomotiva parada


O longo reinado tucano em São Paulo foi um desastre para a economia e o povo paulista. No passado, o Estado ficou famoso como a locomotiva do país por seu forte dinamismo econômico que impulsionou o desenvolvimento nacional. Ainda hoje, apesar do desmonte neoliberal, ele é responsável por 31,8% do Produto Interno Bruto (PIB), por 32% das exportações e 45% das importações. A sua receita, provinda dos tributos diretos e indiretos dos 37 milhões de habitantes, é de R$ 62,2 bilhões. O Estado concentra 51,6% dos salários industriais e aloja sete dos 10 maiores bancos e oito das 10 maiores seguradoras do país. Mas esse dinamismo foi emperrado pela medíocre administração da turma do Alckmin.


O peso de São Paulo no PIB, que atingiu 39,5% em 1970, teve uma queda abrupta. Hoje, o Estado não tem projeto estratégico de desenvolvimento e a locomotiva está parada. Sem crescimento sustentado, o território que já seduziu brasileiros de todos os cantos virou um centro de desempregados. O outrora pólo mais dinâmico da economia virou o cemitério das indústrias. Sob o pretexto da crise financeira, o tucanato promoveu o desmanche do Estado para saciar os banqueiros. Segundo o economista Marcio Pochmann, mantida esta política, o PIB per capita de São Paulo cairá da terceira posição no ranking nacional para 11º lugar até 2012, com efeitos dramáticos sobre o emprego e a renda dos paulistas.


10- Especulação e miséria


O resultado desta orientação ultraliberal, que Geraldo Alckmin quer agora impor para todo o país, é que as contradições sociais se agravaram no principal unidade da Federação. A minoria parasitária, que vive dos juros da dívida pública, ganhou mais privilégios. O número de famílias ricas em São Paulo saltou de 191 mil para 674 mil na última década ? pulou de 37,8% para 58% do total de famílias abastadas no Brasil. ?Grande parte da elite paulista encontra-se submersa no pacto neoliberal, enquanto beneficiária da financeirização. A riqueza não é mais distribuída entre os vários elos da cadeia de produção. Ela fica concentrada nas famílias de banqueiros e nas pessoas que as rodeiam?, afirma Marcio Pochmann.


No outro extremo, esta política ultraliberal causou uma regressão social sem precedentes na história. O violento ajuste fiscal e o criminoso processo de privatização entravaram o desenvolvimento, causando a elevação das taxas de desemprego, a drástica redução de gastos nas áreas sociais, o aumento da miséria e da violência. Ainda segundo Marcio Pochmann, ?São Paulo se tornou o maior Estado em número de pobres do país, o que está diretamente ligado à perda dos bons empregos, que são industriais. Em 1968, ele chegou a ter 51% da ocupação industrial do Brasil. Em 2003, já representava apenas 28,5%?. Em 1980, por exemplo, 44,5% da renda do Estado provinha do trabalho; em 2003, o índice despencou para 30%. São Paulo passou a ostentar taxas alarmantes de desemprego e de informalidade. De Estado que atraia imigrantes para o trabalho, tornou-se um cemitério de empregos! A miséria se espraiou!

Altamiro Borges é jornalista, membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate Sindical e autor do livro ?As encruzilhadas do sindicalismo? (Editora Anita Garibaldi, 2ª edição)



Vamos reproduzir na integra a entrevista que o brilhante deputado federal por São Paulo e um dos maiores expoentes do PCdoB, Dr. Jamil Murad, que é médico e candidato a reeleição, concedeu com especial exclusividade ao Blog OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA, brilhantemente conduzido pela jornalista Helena Sthephanowitz, outra que durante a crise não poupou esforços para defender o Presidente Lula, o PT e principalmente pelo trabalho de introduzir no mundo das opiniões políticas, pessoas que como eu, nunca pensaram que um dia poderiam.

Sou o Naza, sou PT e estou com o PCdoB.

O deputado Jamil Murad (PCdoB) que teve atuação brilhante nas CPis, concedeu entrevista exclusiva com a participação dos leitores do Blog Os Amigos do Presidente Lula...Leia a entrevista.

Pergunta do leitor José Lopes: Caro Jamil Murad, acompanhei sua participação nas CPIs e você foi um dos deputados mais aguerrido na defesa do presidente Lula. Muitas vezes, mais do que os próprios integrantes do PT. O que mais lhe deixou irritado ou angustiado, com todo o carnaval show imposto pela oposição e principalmente pelos ex-parlamentares do PT?

Deputado Jamil Murad: Sempre tive claro que o objetivo central da oposição não era investigar ou esclarecer nada. A oposição se movia única e exclusivamente para desestabilizar e derrubar o governo do presidente Lula. Tanto que enfrentei uma pressão imensa para investigar as relações do senador Eduardo Azeredo, então presidente nacional do PSDB e o banqueiro Daniel Dantas. Com o governo eles eram ávidos combatentes contra a ?corrupção?, mas quando os seus nomes eram envolvidos, éramos nós que estávamos desviando as investigações.

2- Pergunta do leitor Celso Campos: Deputado Jamil, gostaria de perguntar se você não desconfia que todo esse esforço da oposição de denegrir a imagem dos representantes do PT, não está diretamente ligado ao medo da ação do governo atingir os podres que há muito tempo estão encobertos, principalmente dos partidos PSDB e PFL?

Deputado Jamil Murad: Sem dúvida nenhuma, os tucanos promoveram uma verdadeira orgia com os recursos públicos nos oito anos do governo anterior e agora se autodenominam como ?vestais da ética?.

3- Pergunta da leitora Raphael Teixeira - Universidade Federal do Pará - Belém - Pará : Gostaria de saber do deputado como ele acha que ficará a situação do seu partido, o PCdoB, diante da impossibilidade de se atingir a cláusula de barreiras. Existe chance de os filiados do PCdoB passarem para o PT, criando alguma coisa como uma tendência interna ao partido dos trabalhadores?

Deputado Jamil Murad: A cláusula de barreira é um instrumento de cerceamento à democracia. É um enorme engodo acreditar que os problemas no Congresso se resumem ao número de partidos, basta lembrar que a ditadura só permitia 2 partidos e nem por isso vivíamos em tempos melhores. Mas o PCdoB decidiu enfrentar nas urnas os limites impostos por esta lei. Não iremos nos incorporar a nenhum outro partido, pois um partido que enfrentou anos de clandestinidade e perseguições, pode enfrentar os problemas causados pelas restrições da cláusula. Continuaremos a travar nossa luta no parlamento e nas ruas.


4- Pergunta da leitora Sara Moura: Gostaria de saber a posição do Deputado quanto a extinção da imunidade parlamentar e em caso positivo, se ele se propõe a fazer um trabalho de base no Parlamento para sua extinção. Aliás gostaria de saber a posição recomendada do PCdoB porque aqui no Rio estou tendendo a votas para Senadora a candidata Jandira.

Deputado Jamil Murad: A imunidade parlamentar para crimes comuns já acabou, hoje não existe mais a necessidade de licença da Câmara para que se processe um deputado. A única imunidade que permanece é a do direito de opinião, pois seria impensável que um parlamentar não pudesse apresentar uma denúncia contra uma injustiça, ou contra uma atitude de um dos poderes pelo risco de ser processado pela sua opinião. Um avanço que julgo necessário é o fim do voto secreto em todas as sessões do Parlamento, pois o eleitor tem o direito de saber como votam os seus representantes. Quanto a minha companheira Jandira Feghali, acredito que ela representará o Rio de Janeiro de forma corajosa no Senado, como tem feito na Câmara dos Deputados.

5- Pergunta do leitor Wagner Parra: O Sr. encontra alguma explicação para que uma pessoa como Roberto Freire, ex-PCB , ex- companheiro de lutas passadas, tenha se aliado aos principais homens da "Direita" brasileira e se tornado um dos principais articuladores do golpe ao Governo Lula ?

Deputado Jamil Murad: Meu caro Wagner, a vida é feita por escolhas cotidianas. Estar ao lado dos que lutam pela justiça, por mais direitos para o povo, por um Brasil em que todos tenham acesso ao emprego, à saúde, à educação, nem sempre é fácil. Acredito que o deputado Roberto Freire esteja seguindo o caminho que para ele é o mais correto. Infelizmente, esse caminho, hoje, está distante dos que reafirmam a luta por essa sociedade melhor.

6-Helena Sthephanowitz: Deputado, O nosso blog denúnciou a lista de Furnas, que caiu na imprensa, a Policia Federal atestou que é verdadeira conforme notícias na mídia, no entanto nenhum parlamentar do PT teve vontade política de averiguar o caso e dar uma satisfação para a sociedade: Eu gostaria de saber se você poderia pedir a CPI da Lista de Furnas? link: http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com/

Deputado Jamil Murad: Sem dúvida nenhuma, este será um dos principais embates na próxima legislatura. Entendo que alguns parlamentares da base aliada não subscreveram apoio à mais esta CPI, pois em nenhum momento da história tivemos tantas Comissões de Inquérito funcionando simultaneamente. E as votações de temas importantes como o FUNDEB foram prejudicadas. Mas sem dúvida, iremos investigar a fundo o tucanoduto alimentado pelo caixa 2 de Furnas.


7- Pergunta do leitor: Francisco Antônio de Andrade Filho Doutor em Lógica de Filosofia da Ciência/ Política, professor titular aposentado da Universidade Federal de Alagoas:

Senhor Deputado Jamil Murad, Os clássicos da filosofia política, entre outros, Aristóteles, Maquiavel, Montesquieu e Rousseau, afirmaram que a segurança do poder político reside na soberania do povo. O segredo da vitória do Presidente Lula se alicerça, assim, nesta "Força do Povo". Pergunto: essa força vai garantir que ao nosso Presidente, uma profunda transformação política no Congresso Nacional? Seria uma proposta pertinente, rasgar o artigo 50 da Carta Magna, que dá privilégios exorbitantes e abusivos aos representantes constituintes do povo? Seria esse o caminho para expurgar os desmandos, não apenas dos deputados e senadores mas também de facções do Poder Judiciário?

Deputado Jamil Murad: O artigo 50 da Constituição Federal estabelece critérios para a participação de ministros em comissões do Congresso e é um avanço democrático. Nos oito anos do governo anterior os tucanos e seus aliados faziam o possível e o impossível para que os ministros não fossem convocados e nem debatessem no Congresso. É próprio da democracia o debate e a prestação de contas do executivo federal, nossa luta tem sido enfrentar o apoio dado por alguns setores da mídia a denúncias sem provas e ilações maldosas. Esta luta contra estes setores da mídia tem diversos protagonistas, pois tão importante quanto um discurso na tribuna, é um espaço como o proporcionado por este blog, que debate de forma franca e aberta as transformações que este país vem tendo com o governo do presidente Lula.

8-Helena Sthephanowitz: Deputado, tempos atrás vimos algumas passeatas contra Lula, sendo organizada por institutos que se dizem éticos, como o Transparência Brasil, cujo o conselheiro, até semana passada era o sanguessuga Emerson Kapaz, que também era o arrecadador da campanha de Alckmin e é dono do instituto de ética(Ético). Eu gostaria de saber como o senhor vê esses movimentos anti-Lula organizados por esses institutos, e mais, o senhor não acha que tem dinheiro da oposição nestes institutos?

Deputado Jamil Murad: Acho saudável, que num período democrático, os mais diversos setores da sociedade civil possam se expressar. Nós do PCdoB, que por tantos anos tivemos que atuar na clandestinidade, valorizamos muito a participação da população no debate político. Entretanto não posso deixar de me perguntar que segmentos estes movimentos representam? As fracassadas marchas contra o governo, como você bem lembrou foram capitaneadas por pessoas contra as quais pesam graves acusações de desvio de dinheiro público. O país está mudando, e os segmentos que estão perdendo seus privilégios estão reagindo, mas neste segundo mandato, as mudanças serão ainda mais profundas, e acredito que o povo estará nas ruas de novo lutando pelo presidente Lula.

9- Helena Sthephanowitz: Deputado Jamil Murad, estamos vendo nestes últimos dia, o PSDB e PFL e TSE pedindo censura da Revista Brasil, do Jornal da CUT, de programas do PT,aplicando multa, e ainda o que é pior, o presidente do tribunal, Marco Aurélio Mello, dando declarações na TV a todo momento. O senhor Deputado acredita que o Presidente Lula está sendo prejudicado por esses orgãos que se aliou a oposição, e por que?

Deputado Jamil Murad: Existem setores que preferem o atraso e a estagnação, e eles ainda tem seus representantes nas mais diversas esferas dos três poderes. Mas como diz o refrão da música de campanha do presidente Lula, ?são milhões de Lulas? neste país.

10-Helena Sthephanowitz: Para finalizar deputado Jamil, o que nós, seus eleitores poderemos esperar do Deputado Jamil Murad, no congresso para o ano de 2007?

Deputado Jamil Murad: Comecei minha vida política em 1968, quando me filiei ao PCdoB, ainda na Faculdade de Medicina na USP em Ribeirão Preto. Dediquei minha vida a melhorar a vida de nosso povo através da medicina e da luta pela Anistia, pelas Diretas, no Impeachment do Collor e na eleição do presidente Lula.

Como deputado federal, ajudei o presidente Lula a aprovar projetos importantes como o PROUNI que concedeu milhares de bolsas para estudantes universitários carentes, o FUNDEB que destinou recursos para o Ensino Básico, novas universidades públicas, o maior aumento do salário mínimo dos últimos 20 anos e o fortalecimento do funcionalismo público federal com novas contratações, organização das carreiras e aumentos reais de salários, que estavam congelados há oito anos.

Tenho a convicção de que para melhorarmos nosso país é preciso avançar na aplicação de um projeto de mudanças para o Brasil, com desenvolvimento nacional, distribuição de renda, ampliação dos direitos sociais e geração de emprego, este é meu compromisso.


Muito obrigada Deputado, por nos conceder essa entrevista, obrigada por sua gentileza, e saiba que meu humilde blog está a sua disposição para sua campanha, Nós esperamos vê-lo reeleito e esperamos ver novamente sua brilhante participação na CPIs .

Jamil Murad é médico, deputado federal pelo PCdoB/SP e candidato a reeleição
Helena



Artistas debateram com Lula e Gil a política cultural do Governo em encontro no RJ
Mais de 100 artistas das mais diversas categorias manifestaram o seu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro realizado esta noite (21), na casa do ministro da Cultura, Gilberto Gil, no Rio de Janeiro. O clima foi informal, com vários presentes dialogando com Lula, mas como ressaltou Gil não se tratou apenas de uma reunião de amigos, "mas de uma reunião de trabalho pela reeleição do presidente".

Boa parte do encontro foi dedicada ao debate sobre a política cultural do governo Lula, com os artistas manifestando o seu apoio à democratização da produção e do acesso à cultura. "O Minc finalmente deixou de ser um ministério de burocratas para se tornar um ministério de artistas", destacou o ator Sérgio Mamberti. Já o teatrólogo Augusto Boal ressaltou a criação dos Pontos de Cultura, através do qual o governo distribui aparelhos multimídia para que comunidades registrem as suas atividades culturais. "O povo agora também é artista e pode fazer a sua própria arte", afirmou.

A cantora Leci Brandão destacou o apoio do governo Lula à população negra, traduzida em ações como a criação da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, a regularização fundiária de comunidades quilombolas e o ProUni. O ator Tônico Pereira, por sua vez, foi direto: "O povo está fechado com Lula. E eu fecho também".

A cantora Alcione, a atriz Tássia Camargo, o produtor cinematográfico Luiz Carlos Barreto e o cartunista Aroeira foram outros artistas que manifestaram o seu apoio tanto à política cultural do governo quanto à reeleição de Lula.

Na sua fala, Lula relembrou que o seu primeiro contato com a classe artística brasileira aconteceu em 1985, quando arregimentava apoios para a campanha das Diretas Já. E destacou que, no seu governo, a cultura passou por um vigoroso processo de valorização, que incluiu desde a criação de programas específicos até o aumento do orçamento do Ministério da Cultura e a ampliação dos recursos liberados através das leis de incentivo fiscal.

Mas Lula falou principalmente sobre o processo de mudanças em curso no Brasil, viabilizado após muito trabalho. "Quando assumi o governo, o Brasil parecia uma casa semi-abandonada. Sei que as pessoas estavam ansiosas por mudanças rápidas, mas não foi fácil arrumar uma casa onde o risco-país batia recordes, a inflação crescia e o orçamento era limitado por dívidas e restos a pagar a dívidas".

Lula lembrou também que muitas áreas essenciais para o país estavam totalmente desestruturadas. "O Incra e o Ibama estavam desfalcados de técnicos, de gente pra trabalhar". Hoje, depois de realizar concursos nessas duas áreas, os resultados já aparecem. "Não foi por acaso que, nesse governo, o desmatamento na Amazônia foi reduzido em 31%", exemplificou.

Para Lula, o governo já fez o mais difícil e, devido à conquista da estabilidade econômica e da eficiência dos programas sociais em curso, "o Brasil tem tudo para crescer de forma excepcional nos próximos quatro anos. E nós temos tudo para fazer um segundo governo melhor que o primeiro". Segundo ele, é exatamente isso o que mais incomoda os seus opositores. Lula disse que, assim como Getúlio Vargas e JK, ele é atacado por governar para o povo e não para as elites. "Eles (a oposição) só não contavam com a reação do povo".
Ichiro Guerra
Leci Brandão falando para os colegas. Aparecem sentados, Nélson Sargento, Rosemary e Sandra de Sá.

Rebatendo a crítica de que criou ministérios desnecessários, Lula desafiou a oposição a apontar quais seriam esses ministérios e, num dos momentos mais aplaudidos do encontro, afirmou: "O Brasil tem uma diversidade enorme. Não dava para continuar misturando esporte e turismo num mesmo ministério. Não dava para não ter secretarias especiais de promoção da igualdade racial e dos direitos da mulher. O governo do Brasil tem que refletir a pluralidade do Brasil".

No final, em um momento de grande emoção, Lula chamou Wagner Tiso para o seu lado e agradeceu o apoio que o músico mineiro manifestou ao seu nome, durante uma entrevista para o jornal O Globo, no auge da crise política.

Artigo do UOL Eleições

Praticamente todos os artistas presentes em uma reunião com Lula saíram do convencidos de que o voto no candidato petista à reeleição na eleição deste ano é a decisão mais acertada. "Algumas coisas criaram dúvidas na gente. O que aparece são as coisas ruins, mas muitas coisas boas aconteceram e a esperança nasceu de novo", disse o cantor e compositor Geraldo Azevedo aos jornalistas.

Segundo a sambista Alcione, o presidente fez um relato de seu governo aos artistas, mostrou as coisas que país teria conquistado em seu governo e as que "está pronto para conquistar" em um eventual segundo mandato. "Temos mais é que votar nele e é o povo brasileiro que vai elegê-lo. Lula é uma pessoa verdadeira e ninguém engana o povo."

O teatrólogo Augusto Boal foi um dos que mais se ateve à questão cultural. Ele disse ter sido inicialmente contra a escolha de Gilberto Gil, anfitrião do encontro, para o Ministério da Cultura, pois achava a função muito administrativa. "O melhor achado no terreno da cultura foi o convite para o Gilberto Gil ser o ministro. Sempre falávamos que o povo precisava ter acesso à cultura, mas é preciso também que o povo mostre sua cultura, e Gil fez isso com os Pontos de Cultura", disse em uma referência aos centros culturais criados pelo ministro.

O produtor de cinema Luiz Carlos Barreto disse que a reunião foi acima de suas expectativas e que Gil prometeu ampliar a ação cultural do governo. "Ele anunciou a criação do tíquete lazer e cultura, semelhante ao tíquete alimentação a ser distribuído pelas empresas com base na Lei Rouanet (que garante incentivos às empresas que patrocinam produções e eventos culturais)."

Segundo Boal, entre 40 e 50 mil pessoas vão receber o tíquete. "Isso é transcendental em termos de cultura, é uma idéia luminosa que abre caminho para a cultura ser uma indústria auto sustentável. A atriz Letícia Sabatella apontou o encontro como a melhor oportunidade para colher informação confiável.
Ichiro Guerra
Lula com a atriz Letícia Sabatella

"Pela campanha em si, é mais difícil", disse. "Todos nós passamos por um momento difícil, mas entendemos que esse é o começo de um processo político", disse a atriz referindo-se às crises enfrentadas pelo governo Lula. Ela contou que vota em Lula e no PT desde os 16 anos, mas evitou declarar seu voto nas eleições de outubro.

Os participantes da reunião contaram que Lula fez uma homenagem ao músico Wagner Tiso, primeiro artista a defendê-lo publicamente em meio à crise que atingiu o governo. Ao sair da reunião, Tiso defendeu intransigentemente o governo e defendeu a necessidade de uma reforma política.

"Ele (Lula) tem que costurar apoios e colocar a ideologia dele", afirmou acrescentando continuar eufórico com o governo Lula. "Lutei muitos anos pela maturidade do PT. Estou indignado com os indignados."

O cantor Zeca Pagodinho fez uma das defesas mais enfáticas da inocência de Lula na crise. "Ele encontrou o bagulho entupido, para desentupir leva tempo", disse.

O encontro reuniu artistas de cinema, teatro, moda, televisão e música. Entre outros, Marcos Winter, Sandra de Sá, Paulo Betti, Luiza Brunet, José de Abreu, Letícia Sabatella, Rosemary, Jorge Mautner, DJ Marlboro, Jards Macalé, Amir Haddad e Sérgio Machado. Também marcaram presença a ex-ministra Benedita da Silva e os ministros Tarso Genro (Relações Institucionais) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).

Relembrando:

Wagner Tiso entrevistado pelo O Globo em setembro de 2005

'Vou repetir o voto em Lula. Por que não?'

Wagner Tiso

Na contramão do que vem sendo dito por militantes petistas e até mesmo por dirigentes do partido, o compositor Wagner Tiso tem um discurso apaixonado sobre o governo atual. Autor da trilha sonora que embalou a redemocratização do país, "Coração de estudante", Tiso acompanhava Lula na campanha de 1989 apenas com um teclado para tocar nos comícios. Mesmo nos tempos dos showmícios milionários de duplas sertanejas, não deixou de seguí-lo. Em 2002, estava no auditório do GLOBO quando Lula participou de uma entrevista pública. "No meu governo, o Wagner Tiso vai ajudar as crianças nas escolas", brincou o então candidato. O compositor rebate as perguntas sobre a crise petista com respostas diretas ? e polêmicas. Tiso sai na frente e é o primeiro integrante da classe artística a declarar seu voto nas próximas eleições ? em Lula, naturalmente, e antes de o próprio presidente avaliar se tem condições políticas de enfrentar as urnas. Em entrevista ao GLOBO, enumera as ações do governo com as quais concorda mas admite que esperava resultados mais concretos na área de segurança pública. (Rodolfo Fernandes)

Você é um dos mais antigos militantes do PT na área artística. Foi para chegar ao poder e fazer isso que aí está que você sonhou tantos anos com um governo petista?

WAGNER TISO: O governo do PT fez algumas coisas com as quais sonhei. Não todas ainda. Mas não sou ingênuo. Sei dos limites políticos para os objetivos de um governo de esquerda no Brasil. As alianças, definidas nas eleições, explicam o que eu estou querendo dizer. Mesmo assim, anote aí: Lula criou o empréstimo consignado que, aliás, mereceu destaque (manchete da página 24) do GLOBO, no dia 10 passado. O presidente, logo ao assumir, empunhou, como nenhum outro, a bandeira da luta contra a fome. No campo educacional criou a cota para negros nas universidades. Uma forma, ainda tímida, de resgatar um débito com a população negra que sofre ainda hoje as conseqüências de mais de 300 anos de escravidão. Outro ponto forte é a política externa. Ela é uma reação ao fatalismo direitista de que o Brasil terá, sempre, de ser caudatário da política norte-americana. Enfim, já há números mostrando que o governo distribuiu um pouco melhor a renda e, de uma maneira geral, é melhor do que o governo do Fernando Henrique. Minha esperança, agora, é a de que Lula destrave a economia e libere de vez o crescimento do país e crie canais mais consistentes para a distribuição de renda. Apesar da crise ? inflada pela oposição, como muito bem diz Lula ? o Brasil está sendo governado com tranqüilidade. É uma balela essa conversa de que o governo está paralisado.

Qual a sua sensação após ter feito tantos shows de graça para o PT e dedicado tempo e energia ao partido ao saber que um esquema de corrupção dominava a cúpula da legenda?

WAGNER TISO: Ninguém provou a existência de corrupção. A oposição orquestra suposições para tentar enlamear o governo. O que existe comprovado até agora, desprezadas as especulações, é um empréstimo bancário, salvo engano, de R$ 55 milhões aproximadamente. O dinheiro foi encaminhado a partidos e a parlamentares individualmente, com a finalidade de suprir necessidades de campanhas eleitorais. Teve, portanto, destinação política. As máquinas político-partidárias têm funcionado assim. Um erro que, submetido aos ritos da Justiça, deve ser punido. O PT está investigando o que levou a cúpula da legenda a esse equívoco. Por ser um partido diferente ? o único criado pelos movimentos sociais ? tinha que ter mais rigor do que teve. Acho que, nesse caso, a cúpula do partido desafinou. O problema, no entanto, é do sistema. É ignorância ou má-fé desconsiderar que, numa sociedade de massas, é impossível fazer campanha sem dinheiro. A televisão, o grande veículo de comunicação de nosso tempo, encareceu muito as campanhas eleitorais para todo mundo.

No rastro das denúncias de agora surgiram evidências do uso de caixa dois também pelo PSDB nas eleições de 1998 em Minas Gerais. E há um deputado do PFL, também mineiro, que se valeu de dinheiro não contabilizado na campanha de 2002. A imprensa não tratou desses casos com o mesmo rigor e interesse. Os casos ficaram meio abafados. O foco do PSDB e do PFL é o de desconstruir o PT e sangrar o governo para facilitar a campanha de 2006. A meu ver, não tem ninguém muito preocupado com a ética e, sim, com os efeitos eleitorais desse episódio. Já foi farejado nisso tudo um golpe. Uma tentativa de "golpe branco" confirmado na proposta feita pelo ex-presidente Fernando Henrique: Lula devia desistir da reeleição. Ora, deixa o povo julgar Lula. Discutiram e ainda discutem, em público, o impedimento do presidente como se estivessem escolhendo o sabor do sorvete que vão saborear. E tudo com aquela "alegria raivosa" invocada por Chico Buarque. A propósito, não custa lembrar que a vanguarda da oposição ? ACM e Bornhausen ? não tirou o impedimento da pauta. Querem se livrar "dessa raça" de qualquer jeito, como disse o Bornhausen.

O presidente do PT, Tarso Genro, disse que não saberia o que falar para alguém votar atualmente no partido. O que você falaria para um eleitor indeciso? Você votaria de novo no PT?

WAGNER TISO: Tarso falou isso numa hora de muita tensão e angústia. Não acredito que ele repetisse a frase agora. Salvo se ele me responder se há alternativa real para um governo de esquerda, além do PT. As pesquisas estão mostrando, até agora, que o presidente Lula conserva os 30% de apoio que tem desde 1989 quando eu, com um teclado, acompanhava os comícios dele. Essa força popular inquieta a oposição e tranqüiliza os petistas. O indeciso que, certamente, não faz parte desse grupo fiel, no qual me incluo, deve estar abalado pelo bombardeio político e pelo preconceito destilado contra a presença de um operário no poder. O país esta indo mal? Não. Então, pergunto ao indeciso: por que não votar de novo em Lula? Eu, é claro, vou repetir o voto. Não voto nunca na direita.

O que você diria para aquele militante petista que ia para as festas do partido ajudar na arrecadação de recursos para que o PT não precisasse usar dinheiro de origem escusa, como fez?

WAGNER TISO: Era um gesto muito bonito esse que os petistas faziam. Mas esse tipo de militante heróico, que vinha das lutas contra a ditadura militar, foi-se aposentando. Esse esforço foi mais presente na campanha de 1989. Nessa época, o partido tinha a ilusão de que podia chegar ao poder sem alianças. Era um partido com uma visão muito maniqueísta do processo: rompimento com o FMI, calote na dívida externa e uma prática autoritária de fazer política. Por que os anti-petistas têm tanta saudade daquele tempo? Será que é porque viam que, daquele jeito, o PT nunca chegaria ao poder ou a lugar algum? Era fácil isolar os petistas. O PT é, agora, um adversário duro de ser batido e a elite ainda tem medo de Lula. Vou repetir uma resposta para uma pergunta repetida: não há prova de corrupção e nem de recursos escusos. Há empréstimo repassado a aliados. A prática desse repasse foi ilegal. Isso, me parece, é crime eleitoral. Assim, deve ser apurado e os responsáveis punidos. Além dos shows das CPIs, tem o trabalho sério da Polícia Federal e do Ministério Público, que estão investigando tudo. O presidente não tenta abafar as apurações. O que fazer mais do que isso? Levar o pessoal para o pelourinho?

Você nunca se irritou com tantos discursos vazios do presidente Lula usando a mesma retórica de todos os antecessores?

WAGNER TISO: De fato é repetitivo. Mas é compreensível. Não me irrita. A repetição de temas é explicável no discurso de Lula. Por exemplo, o tema da fome, da miséria. Afinal, enquanto o quadro da injustiça social não for mudado, por que um político de esquerda deve deixar de falar dele? Foi a esquerda, em todo o mundo, que trouxe para o debate político a questão social. Os antecessores de Lula não eram de esquerda e nem vieram do "Brasil de baixo" como Lula veio. A eleição de Lula marca um início de democratização do poder no Brasil. E como isso demorou! Agora, vamos em frente.

Como você vê o papel de José Dirceu e do PT de São Paulo nessa crise?

WAGNER TISO: Dirceu foi acusado por Roberto Jefferson de ser o comandante de um esquema de corrupção. A Comissão de Ética da Câmara, pelo fato de Jefferson não provar o que disse, aprovou por unanimidade o relatório que sugere a cassação do acusador. O mensalão é uma fantasia. O relator, um parlamentar do PFL, considerou Jefferson leviano e irresponsável. Sobre Dirceu também nada se comprovou até agora. Entendo a resistência que ele opôs às iniciativas de afastá-lo do partido. Seria um prejulgamento. Afinal, entre a palavra de Jefferson e a de Dirceu, qualquer um, mesmo não sendo petista, sabe a opção que deve ser feita. As biografias falam por si. Sobre o controle do PT por São Paulo, tenho uma observação geral: acho que quando a política brasileira sair do controle paulista o país vai melhorar.

O que você esperava desse governo que não se realizou?

WAGNER TISO: Embora eu entenda os limites de um governo que não fez maioria no Congresso e, portanto, precisa de aliados, o elenco dos meus anseios não satisfeitos é grande. Eu esperava, por exemplo, que o governo apresentasse um plano de segurança. Lula perde a oportunidade de restabelecer a tranqüilidade que perturba os cidadãos, pobres ou ricos. Espero que o governo reveja isso. É parte do programa de mudanças que o PT propôs. O governo passa, o PT fica. Nesse sentido, o partido é mais importante que o governo. Enganam-se os que pensam que o partido vai acabar. Há uma crise interna que, se produz calor, também vai produzir luz como todas as crises. Pela sua origem, terá vida longa como a única opção de esquerda efetiva para governar o Brasil. ( R.F.)

Matéria enviada por: Adriano Cenci


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