O crime do rico a lei o cobre - O Estado esmaga o oprimido - "Não há direito para o pobre - Ao rico tudo é permitido. - À opressão não mais sujeitos - Somos iguais todos os seres - Não mais deveres sem direitos - Não mais direitos sem deveres"



PMDB e PT juntos na Paraíba.

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Agora é oficial, o PMDB da Paraíba homologa em convenção estadual a chapa que vai concorrer às próximas eleições para governo do estado e o PT estará nessa jornada para ajudar por um fim no reinado de Cássio Cunha Lima, tucano de carteirinha, seu fiel cão de guarda, Cícero Lucena e a corja do PFL.
Depois de prestigiar a Convenção Nacional do PT, em Brasília dia 24 de junho, o Senador José Maranhão anunciou ontem aos convencionais e militantes do partido o nome de Luciano Cartaxo, vereador em João Pessoa, para ser seu vice, aproveitou para confirmar que se eleito, fará muitos convênios com o próximo governo do Presidente Lula.
O PT paraibano, mais do que nunca, precisa deixar de lado as diferenças existentes, principalmente no campo ideológico e unido partir para garantir uma maior representatividade do partido na Assembléia Legislativa e aumentar também o número de deputados federais, para assim podermos contribuir com maior apoio as mudanças que ainda precisam ser feitas e acabar de vez com a desigualdade social.
Ainda temos muito por fazer.

Sou o Naza e sou PT.


Ele quer meter a mão....................

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Mão Santa entra na disputa pelo governo do Piauí com a única e exclusiva missão: bater forte na candidatura Lula e tentar evitar a consolidação do excelente trabalho que o Governador Wellington Dias do PT vem realizando.

Mão Santa tem mandato de senador até 2011 e a desculpa para tal aventura, é a moralização na gestão da coisa pública. Logo ele que meteu a mão-boba onde não devia. Esses coronéis estão virando especialistas em comédia, e Mão-Nojenta não quer ficar fora do cenário.

Mão-de-padre vai tomar uma mãozada nessas eleições que vai ser pouco.

Naza



O programa Bolsa Família ? o maior programa de transferência de renda já desenvolvido no país ? cumpriu sua meta de atendimento antecipadamente. A partir deste mês, o benefício passará a ser recebido por 11,1 milhões de famílias em todo o país, com a distribuição prevista de R$ 8,3 bilhões neste ano.

A meta do programa havia sido fixada para o final de 2006, com base na estimativa de famílias identificadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2004. O valor médio do benefício é de R$ 62,00.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta manhã, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, de cerimônia em comemoração ao cumprimento da meta do Bolsa Família. Participaram ainda o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, e a secretária nacional de Renda de Cidadania, Rosani Cunha.

Embora tenha atingido a meta antecipadamente, o presidente Lula pediu que as prefeituras e a sociedade ajudem o governo a cadastrar quem ainda está fora do programa.

"Pode ter uma pessoa que não tem direito e está recebendo. Pode ter uma pessoa que tem direito a receber e não foi cadastrada", disse o presidente. "O governo está precisando da ajuda da sociedade para que possa atender as pessoas pobres que ainda não foram cadastradas. Lá de Brasília é muito difícil o Patrus (ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome) descobrir", ressaltou Lula, ao participar da cerimônia em comemoração ao cumprimento antecipado da meta do programa.

De acordo com o Palácio do Planalto, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome atualizou o cadastro do programa entre julho de 2005 e março deste ano, o que resultou no bloqueio de cerca de 51 mil benefícios e no cancelamento de 562 mil. Além do ministério, o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria Geral da União (CGU) e os ministérios públicos estaduais e federal fiscalizam a execução do programa.

Na cerimônia, Lula fez ainda um apelo para que as famílias que tenham ultrapassado a renda determinada pelo programa devolvam o cartão que permite o recebimento do benefício, que varia de R$ 15 a R$ 95.

"Se uma pessoa estava recebendo o benefício e o marido dela arrumou emprego, portanto, sua renda ultrapassa a renda que o programa estabelece como limite. Nós queremos pedir que as pessoas devolvam o cartão para que a gente possa dar para uma outra pessoa mais necessitada", afirmou.

As informações são da Agência Brasil.



A ossada de Luiz José da Cunha foi identificada nesta quarta (28) e comprova a morte, há 15 anos, por tortura e não por tiros, como havia informado o governo na época. Luiz morreu aos 29 anos, quando comandava a Ação Libertadora Nacional (ALN) durante o período da ditadura militar.

O resultado do exame de DNA foi divulgado pelo presidente da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Marco Antonio Barbosa, e atendeu a pedido da viúva, Amparo Araújo. Em 1997, com a criação da Comissão, o processo legal para exame de DNA foi iniciado e ela recebeu R$ 111 mil de indenização, depois de atestado que Luiz havia sido torturado antes de morrer.

"Luiz estudou na União Soviética e fez treinamento em Cuba, era bastante preparado", disse a viúva, que no dia 14 de julho de 1973 leu nos jornais que seu marido morrera na véspera, durante troca de tiros com policiais, conforme o laudo. Em 1991, com a abertura dos arquivos do DOI-Codi em São Paulo, as imagens do corpo do militante revelaram 11 lesões no rosto, nenhuma produzida por arma de fogo, e apenas um tiro na perna. De acordo com os documentos, Luiz havia morrido por hemorragia interna na região do abdome e tinha fratura no fêmur.

As fotos mostravam também que Luiz chegara ao Instituto Médico Legal vestindo apenas cueca e meias pretas. "Se morreu em um tiroteio na rua, como pôde chegar lá de cuecas?", questionou a viúva. Como Luiz não era considerado um desaparecido político, o nome dele constava como indigente nos registros do cemitério Dom Bosco, em São Paulo.

Seis anos após a morte, Amparo viajou para Recife (PE), onde Luiz nasceu, e descobriu o endereço da mãe dele nos registros da escola secundária que ele havia cursado. "A mãe dele ainda morava na mesma casa e foi eu quem, seis anos depois, dei a ela a notícia da morte de Luiz", contou Amparo. Os restos mortais de Crioulo, codinome dele, serão enterrados ao lado do corpo da mãe, em Recife.

Das 1.049 ossadas encontradas na Vala de Perus do cemitério em São Paulo, em 1990, apenas dois corpos de desaparecidos foram identificados: os de Dênis Antônio Casemiro e Luiz Eurico Lisboa. Exame de DNA também identificou os restos mortais de Flávio Carvalho Molina, torturado e morto no Doi-Codi. O corpo de Luiz Cunha foi encontrado sem o crânio e seu DNA comparado com o da sua mãe e do único irmão. O resultado afirmou que a ossada tem 99,9% de possibilidades de ser mesmo a do militante.

A lista de mortos e desaparecidos durante o regime militar, reconhecida pelo governo brasileiro, registra 423 pessoas. Dessas, 133 ainda estão desaparecidas. O atestado de óbito da maioria das pessoas reconhecidas como mortas traz como causa "suicídios, atropelamentos, trocas de tiro ou tentativa de fuga", explica Susana Lisboa, integrante da Comissão, que trabalha para a criação de um banco de dados na expectativa de conseguir identificar as ossadas. Até agora, já há o registro do DNA de 600 familiares de desaparecidos políticos.

A Comissão foi criada por meio da Lei 9.140/97, que passou a reconhecer como crimes políticos os assassinatos cometidos também fora das dependências policiais. Em novembro de 2002, a Lei 10.559 garantiu a reparação por prejuízos físicos e morais a todos os perseguidos durante a ditadura. Dos mais de 500 pedidos de indenização por morte ou desaparecimento feitos, a Secretaria dos Direitos Humanos já acolheu mais de 300.

Agência Brasil



O presidente da CPMI das Ambulâncias, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), defendeu nesta quinta-feira que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atenue o sigilo imposto aos inquéritos que apuram fraudes na compras de ambulâncias com recursos do Orçamento. O ministro determinou o segredo das investigações ? conhecida como Operação Sanguessuga ?, a pedido do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.

Gilmar Mendes deve decidir sobre os limites do sigilo ainda nesta quinta-feira. Segundo Biscaia, se o ministro permitir o acesso dos parlamentares aos inquéritos, será possível concluir as investigações no prazo de 60 dias. Na próxima terça-feira, a comissão deve ouvir o procurador da República em Mato Grosso Mário Lúcio Avelar e o delegado da Polícia Federal Tardelli Boaventura. Confira a entrevista concedida por Biscaia ao Informes, boletim da Liderença do PT na Câmara dos Deputados:

Informes ? Qual documentação está sob sigilo?
Biscaia ? Toda a documentação que foi para o Ministério Público Federal está sendo analisada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza. Desse exame, ele inicialmente entendeu que 15 parlamentares estavam efetivamente envolvidos. Havia prova suficiente. Ele pediu instauração de 15 inquéritos, mas pediu sigilos e diligências. O ministro Gilmar Mendes deferiu as diligências. Os parlamentares vão ser ouvidos na Polícia Federal, com sigilo assegurado. O procurador disse que mais ou mesmo outros 30 parlamentares vão ter o mesmo procedimento: um inquérito para cada um, com pedido de sigilo.

Informes ? Quando a comissão terá acesso aos inquéritos?
Biscaia ? Fomos ao ministro Gilmar Mendes para que tivéssemos acesso. Ele ficou de dar uma decisão hoje (quinta-feira). Se ele negar, vai ser difícil porque será preciso fazer um trabalho muito mais amplo. Se ele conceder o acesso, a gente terá uma delimitação. É uma depuração. Já se falou de 170 nomes. Ali (nos inquéritos sob sigilo) já se tem 45. Em cima desses é que a investigação teria que se debruçar.

Informes ? Alguns integrantes da comissão defendem o depoimento de todos os parlamentares envolvidos. O senhor é favorável?
Biscaia ? Ouvir pode ser em depoimento, mas também pode se ouvir dando um prazo para que, por escrito, eles se manifestem. Acho que, se queremos celeridade e resultado, essa é a maneira. A CPI dos Correios pegou nomes, mandou para a Mesa sem ouvi-los. Isso gerou alguma dificuldade. Gerou protestos. Se você ouve, ainda que por escrito, você contorna esse problema.

Informes ? O senhor acredita na conclusão dos trabalhos em 60 dias?
Biscaia ? Vou fazer todo o esforço possível nesse sentido. Mas não depende exclusivamente de mim. Em alguns momentos, vamos precisar do quorum mínimo de 19 parlamentares e, principalmente, a disposição do relator (senador Amir Lando) de apresentar seu relatório no final de agosto.

Informes ? O recesso de julho por atrapalhar as investigações?
Biscaia ? Evidente que sim. O trabalho na Casa vai paralisar no dia 14 de julho. Mas vamos manter nosso trabalho aqui durante os meses de julho e agosto, pelo menos dois dias por semana. A CPI vai continuar.

Agência Informes



O Brasil adotará o padrão japonês de TV digital. O decreto que estabelece a implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre (SBTD-T) com base na tecnologia japonesa foi assinado nesta quinta-feira (29) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia no Palácio do Planalto.
Além da transição do sistema analógico para o digital, o decreto prevê a criação de quatro novos canais digitais públicos - um do Poder Executivo, um da área de educação, um de cidadania e um de cultura.
A partir do início das transmissões em sinal digital, o consumidor não terá que comprar imediatamente um aparelho novo de TV. Ele terá de instalar apenas um adaptador ou caixa de conversão. O sinal analógico, entretanto, continuará sendo transmitido nos próximos 10 anos.
"Este é um projeto destinado a todos os brasileiros", afirmou o ministro das Comunicações, Hélio Costa, durante a cerimônia.
De acodo com o decreto, as emissoras de TV abertas receberão automaticamente um canal digital e terão prazo de 18 meses para iniciar as transmisssões.
Em sete anos, essas emissoras terão que garantir o serviço em todo o território brasileiro.

As informações são da Agência Brasil.



"Quem representa a esquerda na disputa pelo governo do Paraná é Flávio Arns, que com certeza irá ao segundo turno", afirma deputado federal petista :

O deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR) declarou nesta quarta-feira (28/6) que três dos quatro principais candidatos ao governo do Paraná são representantes da direita conservadora.

Conforme avaliação do deputado petista, Osmar Dias (PDT) e Rubens Bueno (PPS) "são candidatos de direita apoiados inclusive por setores ligados ao ex-governador Jaime Lerner". Já o atual governador, Roberto Requião (PDMB), oscila entre "um discurso de esquerda e uma prática de direita".

"Quem representa a esquerda nessa disputa pela sucessão paranaense é Flávio Arns, que com certeza irá ao segundo turno", afirma Dr. Rosinha. O nome de Arns, que em 2002 obteve quase 2 milhões de votos e se tornou o primeiro senador petista do Paraná, foi lançado oficialmente pelo partido no último fim de semana.

Para o parlamentar da esquerda petista, ao buscar o apoio do PSDB e do PP, o pedetista Osmar Dias aproxima-se cada vez mais do grupo que sustentou as duas gestões de Lerner no Estado (1995-2002). E, pelo fato de se aliar ao PFL, Rubens Bueno escancara ainda mais essa característica conservadora.

"Apesar das origens comunista e trabalhista, PPS e PDT estão cada vez mais próximos de tucanos e pefelistas, e cada vez mais distantes dos trabalhadores", resume Dr. Rosinha.

"Maremoto" de Requião - Quanto a Roberto Requião, o deputado petista afirma que seu governo tem sido marcado por uma postura "autoritária" em relação aos movimentos sociais e "contraditória" em relação a seu próprio discurso político.

"A eleição do PMDB no Paraná em 2002 se deve ao PT e ao Lula, ninguém é capaz de negar esse fato", lembra Dr. Rosinha. "Agora, Requião embarca no maremoto de incoerência que ele mesmo construiu, ao tentar, ao mesmo tempo, se posicionar à esquerda de Lula e ensaiar uma aliança regional com o PSDB."

Em relação ao atual governo do Estado, as principais críticas de Dr. Rosinha, além do tratamento autoritário dispensado a sindicatos de servidores e a outros movimentos sociais, diz respeito aos gastos em saúde e educação ?ambos abaixo dos percentuais mínimos exigidos pela legislação federal.

Nesse aspecto, o governo Requião repete a era Lerner, na qual a aplicação de recursos em saúde e educação também não atingiam o mínimo previsto pela Constituição de 1988.

Democracia Socialista


As mudas romperam o silêncio

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I
Havia um silêncio, sepulcral

sobre dezoito mil hectares roubados
dos povos tupi-guarani
sobre dez mil famílias quilombolas
expulsas de seus territórios
sobre milhões de litros de herbicidas
derramados nas plantações

Havia um silêncio promíscuo
sobre o cloro utilizado
no branqueamento do papel
a produzir toxinas que agridem
plantas, bichos e gente
sobre o desaparecimento
de mais de quatrocentas espécies de aves
e quarenta de mamíferos
do norte do Espírito Santo

Havia um silêncio intransponivel
sobre a natureza de uma planta
que consome trinta litros de água-dia
e não dá flores e nem sementes
sobre uma plantação que produzia bilhões
e mais bilhões de dolares
para meia dúzia de senhores
Havia um silêncio espesso
sobre milhares de hectares acumulados
no Espirito Santo, Minas, Bahia
e Rio Grande do Sul

Havia um silêncio cúmplice
sobre a destruição da Mata
Atlântica e dos pampas
pelo cultivo homogêneo de uma só árvore:
o eucalipto.

Havia um silêncio comprado
sobre a volúpio do lucro
Sim, havia um silêncio global
sobre os capitais suecos
sobre as empresas norueguesas
sobre a grande banca nacional

Por fim
havia um imenso deserto verde
em concerto com o silêncio.

II

De repente
milhares de mulheres se juntaram
e destruíram mudas
a opressão e a mentira
As mudas gritaram
de repente
e não mais que de repente
o riso da burguesia fez-se espanto
tornou-se esgar, desconcerto.

III

A ordem levantou-se incrédula
clamando progresso e ciência
imprecando em termos chulos
obscenidades e calão

Jornais, rádios, revistas,
a internet e a TV.
as empresas anunciantes
executivos bem-falantes
assessores rastejantes
técnicos bem-pensantes
os governos vacilantes
a direita vociferante
e todos os extremistas de centro
fizeram coro, eco,
comício e declarações
defendendo o capital:

"Elas não podem romper o silêncio!"
E clamaram por degola.

IV

De repente
não mais que de repente
milhares de mulheres
destruíram o silêncio

Naquele dia
nas terras da Aracruz
as mulheres da Via Campesina
foram o nosso gesto
foram a nossa fala

Jornal dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
www.mst.org.br



O superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Espírito Santo, Ricardo Vereza, disse hoje (28) que aguarda o resultado de uma vistoria, marcada para sexta-feira (30), a fim de avaliar o desmatamento na área de preservação permanente localizada no Vale do Jacutinga, no estado.
No último dia 16, a empresa Aracruz, produtora de celulose, foi acusada de ter causado a queda de árvores nativas em 3,5 hectares da área, de onde retirou eucaliptos. "Vamos fazer um levantamento do corte de madeira nativa e a partir daí poderemos avaliar se autuaremos a empresa", afirmou Vereza. Ele informou que a Aracruz tinha uma autorização de 2001 para retirar eucaliptos na floresta que já pertenceu à Vale do Rio Doce, desde que o corte fosse seletivo, apenas de árvores com valor comercial.
Na época, acrescentou, a empresa fazia o corte individual de eucalipto com motosserras, mas hoje usa tratores: "A autorização não vale mais, considerando que a entrada das máquinas em áreas de preservação permanente destrói toda a vegetação natural existente e degrada a região".
De acordo com o diretor de Sustentabilidade e Relações Coorporativas da Aracruz, Carlos Alberto Roxo, o documento do Ibama não mencionava corte seletivo, apenas autorizava a retirada dos eucaliptos. "Mas assumimos nossa responsabilidade e já apresentamos um projeto para restaurar a mata nativa da área", disse. O prejuízo, acrescentou, é só em uma área de um hectare: "Após a denúncia, fomos ao local e verificamos a queda de espécies nativas, retiradas sem a intenção e contra a política da empresa de preservar a mata".
A denúncia contra a Aracruz foi feita pela comunidade de Jacutinga, no interior de Linhares (ES). A madeira foi apreendida e as atividades, embargadas pelo Ibama após a detecção de desmatamento. A Aracruz divulgou nota afirmando que o plantio de eucalipto nessa área foi feito antes de 1989, pela antiga proprietária, e aprovado pelo então Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF, atual Ibama).
A nota informa ainda que a legislação na época estabelecia uma faixa de cinco metros de largura ao longo de cursos d"água com menos de 10 metros de largura. Em 1989, esse limite foi ampliado para 30 metros e os eucaliptos passaram a ocupar área de preservação permanente. O Ibama autorizou o corte para que as espécies nativas da região se regenerassem naturalmente.
Agência Brasil




A Paraíba recebeu R$ 91 milhões do Plano Safra 2005/2006, o que representa um aumento de 40% em relação ao Plano Safra 2004/2005


Paraíba, 28/06/2006 ? O Banco do Nordeste prevê a aplicação de R$ 1,19 bilhão para o financiamento a produtores da agricultura familiar, dentro do Plano Nacional de Safra 2006/2007. Os recursos superam em 27% o volume passado e servirão para atender a mais de 600 mil famílias em todo o Nordeste.
Os valores serão distribuídos dentro das diversas categorias do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), utilizando como fontes o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e recursos do Tesouro Nacional. A maior parte deste montante (R$ 440 milhões) será direcionada ao Pronaf B, responsável por atender àquela parcela de agricultores mais carentes, com renda bruta anual inferior a R$ 3 mil. Os produtores nessa faixa podem contratar financiamento de até R$ 1,5 mil.
?O Pronaf B vem sendo operacionalizado em parte pelo Programa Agroamigo, uma parceria entre BNB e Instituto Nordeste Cidadania, que capacita técnicos agrícolas em assessores de microcrédito rural para atender agricultores em sua própria localidade, orientando-os na elaboração de propostas de crédito e acompanhando a implementação do projeto?, explica o diretor de Gestão de Desenvolvimento do BNB, Pedro Lapa.
Outro destaque é o Pronaf A, voltado para assentados da reforma agrária, e para o qual serão disponibilizados recursos da ordem de R$ 392 milhões. Além disso, o BNB também direcionará recursos para o Pronaf Semi-árido, Jovem, Floresta e Mulher e demais grupos.
As liberações começam em julho e os empréstimos virão subsidiados, com juros acessíveis. "Nós vamos ter 1% de juros no Pronaf B, com rebate de 25% sobre o principal. Já as demais modalidades do Programa terão juros de 3% ao ano", adianta Pedro Lapa.
Entre as novidades para este Plano está o aumento dos valores das rendas dos produtores para efeito de classificação no Pronaf. Agora, para se enquadrar no grupo B do Programa, o agricultor precisa ter renda bruta anual de até R$ 3 mil; grupo C, entre R$ 3 mil e 16 mil; grupo D, entre R$ 16 mil e 45 mil; e grupo E, entre R$ 45 mil e 80 mil.
Outras mudanças referem-se à alteração do teto de financiamento do Pronaf B, que passou de R$ 1 mil para R$ 1,5 mil e não terá mais limite para o número de operações; e a necessidade de apenas garantias pessoais para os grupos C, B, Jovem, Semi-árido e Floresta. O novo Plano Safra também regulariza o financiamento da exploração de lotes da reforma agrária que foram abandonados, cria o programa de mecanização da agricultura familiar e uma nova linha de comercialização para os agricultores: o Pronaf Comercialização.
?O BNB participa de um comitê em Brasília, juntamente com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), outros bancos oficiais e movimentos sociais, e tem participação direta nestas modificações, com o objetivo de tornar o Pronaf o menos burocrático possível e mais acessível ao produtor?, salienta o diretor.

Plano Safra


O Plano Safra da Agricultura Familiar 2006/2007 destinará R$ 10 bilhões em recursos, por meio do Pronaf. O Plano foi lançado oficialmente no último dia 21, pelo MDA, durante a Feira Nacional de Agricultura Familiar, que contou com estande do BNB prestando todas as informações aos agricultores.
Desde o início de sua operacionalização, em 1996, até maio passado, a Instituição contratou R$ 4,6 bilhões, atendendo mais de 1,6 milhão de famílias, o que corresponde a 4,8 milhões de pessoas, informa o superintendente de Microfinanças e Programas Especiais do BNB, Stélio Gama Lyra Júnior. Na safra 2005/2006, o BNB aplicou R$ 1,29 bilhão, superando a meta de aplicações em 37% e atendendo a 616 mil produtores.

BANCO DO NORDESTE DO BRASIL
Superintendência Estadual da Paraíba
Assessoria de Comunicação Social



Convenção do PT muda local e hora.

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O Partido dos Trabalhadores realizará Convenção Estadual no dia 30 junho, às 09 horas, em Salvador, no Wen´t Wild, Paralela, quando oficializará a coligação eleitoral e a candidatura a Governador, vice-governador, senador e seu suplente, deputados federais e deputados estaduais da frente.

O impacto das políticas do governo federal na Bahia tem propiciado novas condições para o crescimento econômico e a distribuição de renda. A realização das Conferências estaduais propiciou condições para a democratização do debate sobre as políticas públicas. Este é um momento histórico muito importante da história política do Brasil e da Bahia. Queremos eleger um novo projeto para a Bahia.

A Convenção do PT será o marco para o início da vitoriosa campanha eleitoral do PT, e demais partidos da frente.

Contamos com sua presença

Saudações petistas



As relações entre PSDB e PFL estão prestes a azedar na Bahia, Estado em que a coligação parecia mais bem resolvida. Irritado com a decisão do tucanato baiano de lançar o vereador José Carlos Fernandes para o governo baiano, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) ameaça:

?Se eles querem prejudicar o Geraldo Alckmin, podemos até ajudar. Se a direção nacional do PSDB, o meu amigo fraternal Tasso Jereissati e o próprio Alckmin ficarem de braços cruzados, nós também vamos cruzar os braços. E eles vão ter na Bahia uma derrota pior do que a do Ceará?, disse ACM ao blog.

A menção ao Ceará, Estado de Jereissati, presidente nacional do PSDB não pingou dos lábios de ACM de graça. Assim como na terra de Jereissati, Lula prevalece sobre Alckmin na Bahia por larga margem de votos. As pesquisas atribuem ao candidato tucano percentuais que variam entre 15% e 17% das intenções de votos dos eleitores baianos. Lula oscila entre 55% e 60%.

O candidatura do vereador tucano José Fernandes é obra do grupo do deputado Jutahy Magalhães Jr. (BA), líder do PSDB na Câmara. Em âmbito nacional, Jutahy é um velho aliado de José Serra. Na Bahia, é tradicional adversário de ACM e do governador Paulo Souto (PFL), candidato à reeleição.

?Isso é fruto da descoordenação e da falta de coragem da direção do PSDB?, afirmou ACM. ?Acho que o Tasso e o Alckmin já deveriam já deveriam ter tomado providências mais sérias. Se eles deixam deteriorar, quem perde é o Alckmin. Eles precisam dizer que o Jutahy não vale nada para eles aqui na Bahia. Precisam declarar isso publicamente. O Alckmin já declarou apoio ao Paulo Souto. Mas para nós isso é muito pouco?.

O movimento de Jutahy é uma resposta à articulação do grupo de ACM para arrastar o PSDB para uma coligação formal com o PFL baiano por meio de uma dissidência aberta pelo deputado estadual tucano João Almeida. O grupo de Jutahy argumenta que o acordo nacional não previa uma aliança formal no Estado. O tucanato baiano comprometera-se a não lançar um candidato contra Paulo Souto. Mas não assumira o compromisso da aliança formal no Estado.

Para ACM, Jutahy age movido ódio. Um ?ódio fingido, porque não tem motivos para isso?, afirma o senador. ?Na realidade, a irritação dele se deve ao fato de que, embora seja um Magalhães, ele não é meu parente. E os Magalhães do meu lado sempre foram maiores do que os Magalhães do lado dele?.

ACM prossegue: ?Esse ódio dele só tira votos. Eu passei a ser maior do que o avô dele (Juracy Magalhães), passei a ser maior do que o pai dele (Jutahy Magalhães). Depois, meu filho Luiz Eduardo foi maior do que ele. E agora o ACM Neto é maior do que ele. Eles querem levar o Alckmin para o mesmo caminho que leva à perda de votos aqui na Bahia. Se isso é feito com as bênçãos da direção do PSDB, nós vamos dar o troco?.

O cacique do PFL baiano afirma que se Alckmin der atenção a Jutahy e ao grupo dele nas visitas que fizer à Bahia, será ignorado pelo PFL. ?Quero que o Alckmin chegue aqui e não veja nem o Jutahy nem esse candidato laranja que eles lançaram. Do contrário, ele não vai me ver?.

Pretende reunir-se nas próximas horas com Tasso Jereissati. Condiciona a manutenção do apoio a Alckmin na Bahia ao resultado desse encontro.
Escrito por Josias de Souza às 17h35

Charliton Machado 13.



O instituto Datafolha registrou pesquisa de intenção de voto para as eleições presidenciais no TSE e deverá divulgá-la nos próximos dias. O levantamento foi encomendado pela empresa Folha da Manhã e as entrevistas serão realizadas entre a quarta-feira (28) e a quinta-feira (29). O instituto Vox Populi também registrou no TSE a realização de pesquisa eleitoral de âmbito nacional. A pesquisa foi contratada pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (ANTC).Esta mensagem foi enviada por Apóio Mercadante Governador.



CAIXA DOIS TUCANO DE FURNAS
Relação completa de todos os políticos que fizeram campanha usando caixa dois de FURNAS.

TUCANODUTO?

*Quem é quem e quem recebeu quanto na lista do caixa dois de Furnas *

A "Lista de Furnas"

- documento sobre um suposto esquema de caixa dois nas eleições de 2002, cuja autenticidade está sob investigação da Polícia Federal - é essencialmente uma lista tucana.
Os candidatos do PSDB teriam ficado com mais de dois terços (68,3%) dos R$39,9 milhões que teriam sido distribuidos a 156 políticos por empresas fornecedoras da última grande estatal do ramo elétrico. O PFL fica com um segundo lugar bem distante, 9,3%.
Mas, segundo a "Lista", o dinheiro do PSDB não teria sido distribuido por igual. O grosso foi para três candidatos, que disputavam os três cargos mais importantes do esquema eleitoral tucano em 2002: José Serra, que pleiteava a Presidência, Geraldo Alckmin, candidato a governador de São Paulo, e Aécio Neves, que concorreu ao governo de Minas. Os três, conforme a "Lista", triam ficado com mais da metade do dinheiro do esquema de Furnas. Os demais 153 políticos que constam na "Lista" teriam dividido os 45,4% que restaram.
O PSDB também é o primeiro colocado em número de políticos entre os 156 citados no esquema que seria operado pelo então presidente de Furnas, Dimas Toledo, levado ao cargo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. São 47 tucanos na lista, cinco deles candidatos a cargos majoritários. O PFL comparece com 33 candidatos, apenas um a cargo majoritário (senador).

Veja adistribuição:

Outro modo interessante de ler o documento em exame na PF é comparar os nomes que constam ali com a relação dos membros da CPI dos Correios, que desde junho do ano passado investiga as denúncias de corrupção no Parlamento.
O primeiro destaque é para o deputado ACM Neto (PFL-BA), que tem se salientado pela estridência de seu desempenho na comissão. Ele teria recebido R$ 75 mil do esquema de Furnas. Quanto ao PSDB, constam da "Lista" três dos seus quatro deputados que são titulares ou suplentes da CPI. Figuram também entre os 156 um membro da CPI dos Correios pertencente ao PL e dois dos quadros do PTB.
CAIXA 2 DE FURNAS - DIMAS TOLEDO - 39.910 MILHÕES DE REAIS



Artigo originalmente publicado no blog Por um novo Brasil

Assistindo à TV Senado, em 20/06, vi a indignação do senador tucano Arthur Virgilio com a Lista de Furnas. Concordo em parte com o que ele disse, que "não gosta das coisas paradas", que "isso não leva a nenhuma conclusão". Não compreendo por que, se ele está indignado, não toma uma atitude decente, ao invés de ficar falando que a lista é falsa, se perícias feita pela PF atestam que lista não é falsa, não é uma montagem, que a assinatura na lista de Furnas é do Dimas Toledo, e que até o Roberto Jefferson já declarou à PF que recebeu o montante exato que consta na Lista de Furnas, R$ 75.000,00?

Por que A. Virgílio não pede a rigorosa apuração da Lista de Furnas? Por que não solicita a quebra do sigilo bancário dos que constam na Lista de Furnas? Por que não pede a quebra do sigilo fiscal e telefônico dos que constam na Lista de Furnas? Por que os que constam na lista de Furnas não se defendem, apresentando provas contrárias do que está sendo divulgado pela Lista de Furnas? Ao invés disso, pede a saída do ministro Thomaz Bastos, pede que o ministro se manifeste sobre a veracidade da Lista de Furnas, coloca em dúvida as investigações da PF.

Quando há uma acusação há também o direito à defesa, mas eles não querem se defender provando que são inocentes, provando com provas documentais que são ilibados, ou que, pelo menos no caso Lista de Furnas, eles não estão envolvidos. Eles querem brecar as investigações da PF sobre a lista de Furnas. Esse caso da Lista de Furnas é muito grave, pois envolve dinheiro da estatal de Furnas, e isso é apenas a ponta do iceberg. De que modo a saída do ministro Thomaz Bastos irá elucidar a lista de Furnas? O ministro se verá obrigado, devido às apurações da PF, diante das perícias feitas que comprovam que não há montagem na Lista de Furnas, a pedir a rigorosa investigação dos que constam na Lista de Furnas. Será que eles não querem essas investigações, e por isso pedem a saída do ministro Thomaz Bastos? Mas como? Justamente eles que atuaram nas CPIs e cujos nomes estão na Lista de Furnas?

Justamente eles, que foram tão rigorosos com pessoas ligadas ao governo Lula, com os petistas, negam-se agora a serem investigados, negam a oportunidade de provarem sua inocência?

Como é possível alguém não querer provar que é inocente de acusações tão graves? Por que eles estão tão relutantes em ao menos se defenderem? Assim não tem jeito, fica a dúvida pairando no ar: serão eles culpados ou inocentes? Enquanto isso, a Lista de Furnas está sendo divulgada para o mundo todo através da internet, em blogs, sites e por e-mail, está sendo xerocada e distribuída em firmas e escolas. Constam na lista de Furnas inclusive os nomes de Alckmin, candidato à presidência, e de Serra, candidato ao governo de SP, como beneficiários do recebimento de dinheiro vivo --talvez caixa 2, talvez propina -- da estatal Furnas, do Dimasduto. Que moral eles têm para vir a público e enxovalhar o PT se paira a dúvida que eles fizeram muito pior. E não querem ser investigados, friso novamente, nem para provar que são inocentes, como dizem. Será que eles estão achando que a ética é um estorvo quando eles têm que provar que são éticos, que combatem a corrupção, que combatem a impunidade?

O PSDB e o PFL são os maiores beneficiários do desvio de dinheiro público que consta na Lista de Furnas, além de outros: PPS, PL, PP, PMDB, PTB, PDT. Ninguém vai provar que é inocente, apresentando provas contrárias? Tudo bem, não precisa desenhar, todo mundo está entendendo tudo nos mínimos detalhes!


Barão Vermelho 13


Fundeb: as coisas maiores urgem

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ERASTO FORTES MENDONÇA


Artigo originalmente publicado no Correio Braziliense em 21/06/2006

Repousa no Senado da República a proposta de emenda constitucional que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A aprovação da proposta na Câmara com 457 votos favoráveis contra apenas cinco contrários demonstra haver suficiente consenso em torno do assunto. Não é para menos. O tema foi encaminhado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional depois de dois anos de exaustivas e persistentes negociações que aperfeiçoaram seu conteúdo. A aprovação de uma PEC não é tarefa fácil, já que precisa ser aprovada por três quintos do plenário das duas casas legislativas em dois turnos distintos. A emenda está parada no Senado e, depois de aprovada, precisará retornar à Câmara para nova votação, por já ter sofrido alterações.

O que está em questão é a ampliação de investimentos públicos na educação básica. O Fundeb prevê ampliação de verbas federais em torno de R$ 2 bilhões no próximo ano, seguida de crescentes investimentos federais em cinco anos. Na hipótese de não haver um esforço responsável pela sua aprovação rápida, vislumbram-se desastrosas conseqüências para a educação pública nacional. A legislação brasileira da educação, a LDB, aprovada em 1996, é anacrônica no tratamento que faz da educação básica, constituída da educação infantil, para crianças até 5 anos, do ensino fundamental de 9 anos, e do ensino médio de 3 anos. O próprio nome a designa como essencial e a legislação a compreende com a finalidade de desenvolver e assegurar ao educando a formação comum indispensável para o exercício da cidadania, fornecendo-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores. Apesar disso, as leis em vigor determinam a obrigatoriedade apenas do ensino fundamental, somente apontando para a progressiva expansão da educação infantil e do ensino médio.

Por isso, a injeção de verbas federais previstas pelo Fundeb poderia dar aos estados e aos municípios os meios financeiros necessários para o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação. O mesmo Congresso Nacional que o aprovou agora se arrasta para dar as condições legais de financiamento para a inclusão até o ano de 2011 de 50% das crianças até 3 anos nas creches; de 80% na educação infantil de 4 e 5 anos; de 100% dos jovens que demandarem ensino médio.

Talvez a sociedade brasileira usuária da escola pública não tenha se dado conta de que o Fundeb foi concebido para substituir o Fundef ? que redistribui recursos apenas para o ensino fundamental ? criado há 10 anos e que perde a a validade no final de 2006. Ou seja, a educação pública brasileira corre o risco iminente de entrar em colapso pela falta de um instrumento legal que regulamente adequadamente a distribuição e a aplicação de recursos públicos.

É sempre bom lembrar que, para que o Fundeb entre em vigor, depois de sua aprovação o Congresso ainda precisará aprovar uma lei que o regulamente, o que aumenta ainda mais a exigência com a necessária celeridade a que devem se submeter os representantes do povo. Discursos invocados como subterfúgios pelos senhores senadores da República não convencem mais a sociedade que quer melhoria na educação pública brasileira. Afirmam que o Executivo demorou demais no envio da proposta ao Congresso ou que o excesso de medidas provisórias atrapalha o seu bom andamento. Somem-se a esses pretextos as festas juninas, a Copa do Mundo de futebol, o recesso parlamentar, as campanhas eleitorais e os ínclitos senhores terão motivos de sobra para postergar a aprovação do Fundeb.

Esquecem-se os senadores, no entanto, de que o povo não é bobo. A relutância na aprovação dessa emenda constitucional parece estar mesmo ligada aos interesses eleitoreiros do baixo nível da política brasileira que prefere impedir o presidente da República de utilizar esse significativo avanço em seus discursos de campanha pela reeleição. Ainda que isso signifique a violação dos direitos das crianças, dos adolescentes, dos jovens e dos adultos de terem instrumentos que lhes permitam a construção da esperança em um destino melhor para si próprios e para o país.

Barão Vermelho 13.



As informações são da Agência Brasil

A distribuição de renda neste governo cresceu quatro vezes mais que nas duas gestões anteriores. De 2002 a 2006, a renda recebida pelos 50% mais pobres cresceu 0,53% ao ano. De 1993 a 2002, o crescimento foi de apenas 0,12% anual. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) acaba de medir o impacto do aumento do salário mínimo e dos recursos do Bolsa-Família sobre a desigualdade social.

As projeções mostram que a participação dos 50% mais pobres na renda nacional aumentará de 14,3% para 15,1% entre 2005 e 2006. Em 1993, a parcela menos privilegiada da população possuía apenas 12,1% da renda, percentual que diminuiu ainda mais nos anos seguintes, chegando a somente 11,9% em 1996."Verificamos que houve aceleração muito significativa na distribuição de renda", afirmou o presidente do BNDES, Demian Fiocca.

A pesquisa elaborada pela equipe de assessoria econômica do banco não considera o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) -projetado para 4,5% neste ano- e o aumento do emprego formal. Os dois fatores deverão potencializar o salto na distribuição de renda, de acordo com Fiocca."Há um entendimento de que o País precisa de políticas públicas específicas para a população mais pobre", disse, referindo-se ao aumento do Orçamento para o programa de transferência de renda, o Bolsa-Família, R$ 6,5 bilhão e o reajuste do salário mínimo, de R$ 300,00 para R$ 350,00.


Moralismo de araque

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A oposição deu agora para acusar Lula de ser bêbado. O primeiro a fazê-lo foi o senador José Jorge, candidato a vice na chapa do tucano Geraldo Alckmin. Num encontro partidário, embriagado pela platéia de 30.000 pessoas, disse que Lula "bebe muito, como dizem por aí". Depois de descer do palanque, questionado sobre a acusação, José Jorge confirmou, rindo: "Disse isso mesmo". Na semana passada, foi a vez do pefelista José Roberto Arruda, candidato ao governo do Distrito Federal. Durante outro encontro de tucanos e pefelistas, Arruda contou uma anedota na qual descobria que um piloto de avião era um "companheiro de boteco" e, sem citar nomes, comparou o Brasil ao avião e Lula ao piloto bêbado. "O Brasil é o avião e eu não gostaria de encontrar pilotando esse avião um antigo companheiro de boteco", disse Arruda, aquele que violou o painel eletrônico do Senado, mentiu da tribuna que não sabia nada da história e depois confessou da tribuna que sabia da história toda ? e renunciou ao mandato para fugir da cassação. Fez tudo isso sóbrio.

A acusação de que Lula é um bêbado é o primeiro grande exemplo de golpe rasteiro e ofensa pessoal na atual campanha. O jogador Ronaldo, que agora voltou a ser fenômeno, pode dizer essas diatribes porque não é político e vive de jogar futebol ? além de estrelar comercial de cerveja, é claro, que dá mais dinheiro. A oposição, não. É baixaria que deseduca. A tentativa de desmoralizar um adversário ao acusá-lo de beber demais é uma tacada do velho moralismo de araque, que associa a bebida à malandragem e sugere altas virtudes na abstinência. Não é casual que, ao acusar Lula de beber demais, José Jorge tenha emendado que ele é "um presidente que não trabalha".

A família de Lula tem um histórico dramático de excessos com a bebida. No monumental livro Lula, o Filho do Brasil, escrito pela jornalista Denise Paraná, fica-se sabendo que sua avó materna, a vó Otília, "era muito bonita, mas bebia que nem a peste" e que seu pai, Aristides, "se pudesse beber cinqüenta pingas, ele bebia". A bebida já levou um irmão de Lula à internação clínica e um meio-irmão à morte. É público que Lula gosta de beber ? prefere uísque, ao contrário do folclore que lhe atribui gosto pela cachaça ? e não há problema algum nisso. O problema seria o excesso, mas também não se tem notícia disso, nem de que a bebida tenha causado qualquer prejuízo ao cumprimento de suas funções presidenciais. Assim, a tentativa de criminalizar o gosto de Lula pela bebida não passa de um ranço moralista. Talvez haja, aí, até mesmo um pouco do eco do preconceito social, que acha elegante o acadêmico beber vinho mas não tolera que o operário beba cachaça.

Winston Churchill salvou a Inglaterra do nazismo e também gostava de beber ? no almoço, no jantar e antes de se deitar, diariamente. Quando seus soldados estavam nos arredores de Paris, conclamou: "Lembrem-se, cavalheiros. Não é só pela França que estamos lutando, é também pelo champanhe!". Seria pedir demais que nossa oposição tivesse um pouquinho do humor de Churchill?



O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, afirmou ontem (27) que "a maioria" dos argentinos espera que Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito no pleito de 1º de outubro no Brasil.
"O crescimento produtivo, o crescimento econômico, o crescimento da rentabilidade, o crescimento da inserção é o que nossos dois Governos estão buscando com muita força", disse Kirchner.
"Não tenho nenhuma dúvida de que isto vai se consolidar no segundo mandato de Lula, no qual ele irá muito bem. Pelo menos é isso que esperamos nós, a maioria dos argentinos", acrescentou.
Kirchner expressou seu apoio a Lula em um encontro na Casa Rosada (sede da Presidência argentina), depois de uma reunião no qual os Governos dos dois países assinaram um acordo que regerá o comércio bilateral de automóveis durante os dois próximos anos.
Lula assumiu oficialmente a candidatura à reeleição na convenção nacional do PT, realizada no sábado passado em Brasília.
Participaram da reunião com Kirchner o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e o vice-presidente do BNDES, Armando Mariante, entre outros representantes brasileiros.

Charliton Machado 13.



Entrevista: Franklin Martins
Gilberto Maringoni para a Agência Carta Maior

Afastado da Rede Globo após quase uma década de trabalho, um dos mais conhecidos comentaristas políticos do país analisa a chamada ?crise do mensalão? e avalia que a imprensa foi longe demais no episódio. ?Parte da direção do PT cometeu erros e crimes, mas não havia o mensalão?, diz.

Há trinta anos, não havia Franklin Martins. Existia Luís Antonio Tovar, sujeito que fazia de tudo para passar desapercebido por onde andasse. A tarefa era um tanto difícil, pois era duro disfarçar seus mais de 1,90 m de altura e um gesticular largo a sublinhar cada frase proferida. Como dirigente de uma organização clandestina, Tovar vivia em um bairro operário da zona norte de São Paulo.

Os textos de sua autoria, editados em pequenas publicações clandestinas, como ?Unidade Proletária? e Brasil Socialista?, destacavam-se por evitar o fraseado característico da esquerda. Tinham humor e estilo. No currículo do autor, havia uma curta passagem pela imprensa e um mergulho na militância revolucionária, após 1966. A dedicação levou-o a fundar uma dissidência do Partido Comunista Brasileiro ? o MR 8 ?, a ser um dos líderes da passeata dos 100 mil, em 1968, no Rio de Janeiro, e a participar do seqüestro do embaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick, em 1969. Após um longo período de exílio e clandestinidade, Franklin Martins abandonou o nome frio, voltou à vida legal e iniciou uma destacada carreira na imprensa.

Mesmo que quisesse, Franklin jamais conseguiria voltar a ser Tovar. Não haveria como disfarçar um dos rostos mais conhecidos do jornalismo brasileiro para os rigores de uma hipotética clandestinidade.

Aos 57 anos, este capixaba criado no Rio de Janeiro enfrentou mais uma batalha. Acusado por Diogo Manardi, colunista de ?Veja?, de ter favorecido familiares junto ao governo, por conta de sua influência, Franklin Martins fez um desafio público ao acusador, pedindo provas de tais atos. Apesar de não ter obtido resposta, Franklin, ao mesmo tempo, não teve renovado seu contrato de comentarista político na Rede Globo. ?Até hoje não conheço as razões de tal fato?, alega ele.

Pouco antes de sua estréia no jornalismo da Rede Bandeirantes, Franklin Martins concedeu a seguinte entrevista à CARTA MAIOR.

CM - Seu texto de estréia no jornalismo teve imensa repercussão. Foi o manifesto dos seqüestradores do embaixador norte-americano, em 1969. Hoje o senhor obtém repercussão nacional de outra maneira. Qual foi seu caminho de lá até aqui?

FM ? Eu comecei no jornalismo bem antes disso, aos 15 anos de idade. Trabalhei na "Última Hora", na "Manchete", na "Interpress". Quando entrei para a atividade política, eu já tinha uns dois ou três anos de jornalismo. Depois, com a militância, fui para a clandestinidade, exílio etc. Evidentemente me afastei dos jornais, revistas e televisão, mas continuei fazendo imprensa clandestina, jornais de resistência e revolucionários. Ou seja, continuei na imprensa. Quando veio a anistia, eu tentei retomar minhas atividades e fiz uma opção. A partir de 1982, decidi não ficar no gueto. Não quis trabalhar na imprensa alternativa, conversando e trocando figurinhas com meu grupinho, ou entrar para a universidade. Eu queria ir para a grande imprensa. Demorei muito. Só em 1985 fui para o "JB", após uma curta passagem por "O Globo".

CM ? O que quer dizer ?disputar espaço na grande imprensa?? É espaço pessoal, político ou o quê?

FM ? Eu não acho que a grande imprensa seja uma instituição já estruturada, com princípio, meio e fim. Não. Há uma disputa diária entre os jornalistas pela percepção das coisas, sobre qual é a notícia, como deve ser dada, o que significa e como se interpreta. Evidentemente existe a linha editorial do dono.


Preso em Ibiúna em 68 no Congresso da UNE

CM ? O senhor não acha, como dizia Leonel Brizola, que a grande imprensa tornou-se um grande partido único?

FM - Não, porque não existe espaço no Brasil para uma imprensa partidarizada. Somos uma sociedade extremamente complexa. A indústria de informação se transformou numa indústria pesada e cara. Para se manter, ela precisa atingir um público amplo e plural. Até os anos 1950-60, a cobertura era extremamente partidarizada. Pegue a eleição do Getúlio, por exemplo...

CM ? Sim, mas existia, de um lado, a "Última Hora" e, de outro, a "Tribuna da Imprensa".

FM ? É verdade, mas todos eram partidarizados. Acontece que eram jornais com tiragens entre 50 e 70 mil exemplares. Hoje, um jornal precisa tirar 200 mil para se manter num grande centro. Para alcançar essa tiragem, ele precisa atingir um público plural. "O Estado de S. Paulo", por exemplo, ou a "Folha", têm leitores petistas, peemedebistas, tucanos, pefelistas, malufistas, gente que não é de partido ou que não gosta de política. Tem de tudo. Se ficarem agredindo uma parte de seus leitores, perdem público.

CM ? O senhor não acha que em situações de tensão, como a crise do PT, ou durante o governo FHC, a mídia atuou em bloco?

FM ? O que acontece é o seguinte: a mídia impressa se dirige majoritariamente para a classe média. Se a classe média fechar com alguma coisa, a mídia tende a fechar, porque o público dela, plural, está fechado com isso. Os exemplos que você dá são momentos de aspiração nacional, como nas diretas. Na eleição de 1994, o grande erro do PT (e do Lula) foi não perceber a existência de uma aspiração nacional pelo fim da inflação e pela estabilidade econômica. Quando Fernando Henrique é indicado Ministro da Fazenda e lança o Plano Real, é eleito com o pé nas costas. O que acontece em 2002? O país queria voltar a crescer. A moeda fora estabilizada, mas o câmbio fixo estrangulava o crescimento. Quem trazia a mensagem de crescimento e investimento social era o Lula. Em outras palavras, quero dizer o seguinte: em 1994, Lula perde a eleição e o discurso. Em 1998, FHC se elege em cima do medo da classe média com a perda da estabilidade. Lula perde novamente nas urnas, mas ganha politicamente, pois 15 dias após a posse de FHC, o Real é desvalorizado.

CM ? Em 1989, a mídia, em sua maior parte, apostou em Collor de Mello, um aventureiro, na tentativa de evitar Lula...

FM - Uma inflação de 85% ao mês é que abre espaço para todo tipo de aventureiro. Abriu para o Collor, assim como, no final dos anos 1920, abriu para o cabo Hitler. A base social de Collor era o desespero e a vontade de que alguém colocasse ordem na situação.

CM ? Qual sua avaliação sobre a cobertura da mídia no chamado ?escândalo do mensalão??

FM ? Foi boa no início do processo. Se não fosse a cobertura, não existiria Roberto Jefferson e todos os outros personagens. Até agosto, setembro, a cobertura foi boa. A partir desse ponto, a imprensa parou de investigar e passou a comer na mão dos deputados e senadores, afogando-se em denúncias e mais denúncias que não se sustentavam por mais de 48 horas cada uma. A mídia será julgada por essa cobertura. Ela teve muitos problemas. O primeiro foi tratar a questão como semelhante ao escândalo Collor-PC Farias. Não era. Foi uma cobertura extremamente difícil. A direção do PT cometeu erros e crimes nesse processo. Os crimes são claros: caixa 2 e compra de apoio no Congresso para a composição de maioria. Se não cometeu crime de corrupção, é porque não teve tempo, pois estava tudo armado. É como um avião na pista, com turbinas ligadas, taxiando na pista, pronto para decolar. Na última hora, não conseguiu. Os crimes cometidos não são novos na vida republicana. Qual o problema? É que o PT prometia uma renovação, um outro padrão de conduta política e acabou decepcionando seu próprio eleitorado. Não falo de todo o PT, mas de uma parte significativa.

CM ? E nisso, como a imprensa agiu?

FM ? Durante quatro ou cinco meses houve uma intensa campanha de desmoralização do PT; a oposição atacava e o partido não se defendia. A oposição acusava o PT de tudo e no plenário da Câmara tinha sempre dez deputados petistas chorando. Não havia resposta, não havia, por isso, ?o outro lado da questão? na imprensa. A resposta foi ruim e o governo absteve-se de fazer luta política.

CM ? Nem mesmo na cobertura das CPIs havia contraponto?

FM - Essas foram as primeiras CPIs cobertas em tempo real, sem mediação de jornalistas. Aí se viam coisas como o Duda Mendonça dizer, ao vivo para todo o país, que recebera dinheiro no exterior porque o PT assim exigira. Depois, só depois, se descobriu o óbvio: ele recebia assim havia muito, desde o tempo em que trabalhava para Paulo Maluf. E a oposição espetacularizava as acusações. Até setembro, outubro o clima era de absoluta perplexidade. Depois ficou evidente que a oposição não estava interessada em descobrir a verdade dos fatos, mas em propagar coisas como ?estamos diante do maior escândalo de corrupção da história!? Não se conseguiu provar isso e nem a tese da corrupção sistêmica.

Não existia no governo uma espécie de comitê central da corrupção, como havia no governo Collor. Cada um foi fazer sua jogada particular. As divisões internas ao governo impediram que vários negócios desse tipo prosperassem. Havia sim uma quadrilha, mas não o mensalão, entendido como pagamento regular a determinados parlamentares. Houve compra de apoio político de chefes partidários, através de doações clandestinas a gente como Valdemar da Costa Neto e José Janene, que ficaram com o dinheiro. Para onde foram esses recursos, eu não sei. Acredito que destinou-se à composição de maioria parlamentar, através de mudanças de partido. A CPI, por exemplo, não chamou os deputados que trocaram de partido, para esmiuçar a questão. Portanto, não se investigou a origem e o destino do dinheiro.

CM ? Além de ?maior escândalo de corrupção?, havia a história de se Lula sabia ou não...

FM ? Olha, nesse caso, eu uso o exemplo do pai que pergunta para a mãe sobre a filha. A mãe responde: ?Ela está com o namorado, trancada no quarto há horas e não quer sair?. O pai sabe exatamente o que se passa lá dentro? Não, mas pode supor. Com Lula aconteceu parecido...

CM ? Que órgãos o senhor avalia que fizeram a cobertura mais problemática?

FM ? A imprensa foi longe demais e ninguém foi mais do que a ?Veja?. Publicaram coisas gravíssimas sem qualquer prova, como os casos dos dólares de Cuba ou das contas externas de membros do governo. Depois sentaram em cima do assunto, como se não fosse com eles. A ?Veja? pagará o preço pela perda de credibilidade. Não entendo até agora porque a ?Veja? faz isso com a ?Veja?. Vai levar muito tempo para que ela recupere a credibilidade. Fizeram várias denúncias sem qualquer base, sem checar as informações. No fundo, houve muito daquela história de não querer levar furo. Isso foi pretexto para se publicar qualquer suspeita, perdendo-se quaisquer critérios de objetividade. Essas coisas não colam e a população percebe o erro. A imprensa não pode achar que pega o povo pelo nariz e o leva para lá e para cá. É preciso ouvir o outro lado e não tentar fazer parte da luta política. A mídia está sendo julgada pelos leitores.

CM ? Há 30 anos o senhor se chamava Luís Antonio Tovar, um dirigente comunista. Como Franklin Martins, hoje, se define politicamente?

FM - Não sou mais comunista. Continuo sendo um cara de esquerda e acho que o mundo precisa ser mudado. O mercado não muda o mundo. O que muda é a participação das pessoas e a luta. O Brasil pode ser melhor e a ação política reformadora é vital para isso.

Esta matéria foi enviada por Charles Lemos.


Anônimos, corruptos e covardes

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Artigo originalmente publicado no blog Por um Novo Brasil

JUSSARA SEIXAS
O PFL, em horário político na TV, apresentou anonimamente, em 15/6, um programa de mentiras e calúnias atacando o presidente Lula e o PT. Notem: anonimamente, em comum acordo com as emissoras de TV. O JN foi interriompido dizendo que iria trazer mais noticias da Copa em alguns minuto, não disse que seria após o horário político obrigatório. Entrou no ar direto o programa do PFL, sem identificação, passando ao telespectador a impressão de ser uma matéria do JN. Somente no fim da apresentação aparece a logomarca do PFL. Isso foi um total desrespeito aos telespectadores, que, sem saber que se tratava do PFL, não desligaram a TV ou passaram para um canal a cabo. Isso fez com que o telespectador fosse quase obrigado a assistir àquela montagem horrorosa para só no fim -- quem agüentou -- descobrir que se tratava do PFL (Ah, bom, então é isso...).

Anonimamente, disfarçados, mentindo; o PFL agiu como no passado. Indívíduos como ACM, Bornhausen, José Jorge, Romeu Tuma, passaram a ter poder após o golpe de 64. Eram colaboradores da ditadura, torturadores anônimos da ditadura. Anonimamente eles matavam e os corpos dos que lutavam por justiça, por liberdade, por dignidade do povo brasileiro, eram anonimamente enterrados em cemitérios clandestinos. Anonimamente, no governo de FHC, eles votaram projetos que prejudicaram o povo brasileiro, provocando desemprego recorde, com privatizações espúrias, com acordos imprudentes com o FMI.

Anonimamente eles se venderam a FHC em favor da reeleição, e anonimamente foram também compradores de votos para a maldita reeleição de FHC. Anonimamente eles elegeram Severino Cavalcanti presidente da Câmara, para tentar desestabilizar o governo Lula e de olho no prometido aumento de 65% de Severino, que iria engordar seus bolsos. Assim age o PFL, na obscuridade, como agem os bandidos. Age no anonimato quem tem muitos crimes a esconder. Age assim quem tem a certeza de que sendo mentiroso, falso, cretino, não terá credibilidade: tem que enganar para ser ouvido. Agem no anonimato os dissimulados, os hipócritas e os covardes. Eles querem ter novamente o poder e recorrem ao anonimato para esconder o que foram poder no passado e que afundaram o país. Eles agem no anonimato porque não têm, como nunca tiveram, propostas para fazer deste país um país de todos, como está fazendo, de cara limpa, de peito aberto, com a sua assinatura, o presidente Lula.

O presidente Lula não tem o que esconder, não tem que agir anonimamente. O presidente Lula veio a público dizer que alguns integrantes do PT cometeram erros, ele disse que iria investigar e punir quem agiu de forma errada e assim o fez; o PT puniu dirigentes supostamente envolvidos em caixa 2, e não engavetou nenhuma CPI, como fizeram FHC e Alckmin do PSDB. O presidente Lula fala olhando diretamente no olho do povo, ele não se esconde no anonimato dos criminosos corruptos. O PPS do Roberto Freire também mentiu ontem, 15/6, em seus minutos políticos na TV, disse que não há ninguém do PPS envolvido com caixa 2. Há sim. Eles constam na lista de Furnas, estão lá os nomes de políticos do PPS, com o respectivo valor recebido do Dimasduto. São eles: Fernando Coruja, deputado federal por SC, Paulo Piauí, de MG, Dimas Ramalho, de SP, Julio Delgado, de MG, Athos, de MG.

Quem afirma isso é a Polícia Federal, que confirmou em 15/6 a autenticidade da chamada "lista de Furnas", documento de cinco páginas que registra contribuições de campanha, num esquema de caixa 2, a 156 políticos, durante a disputa eleitoral de 2002. No total, eles receberam R$ 40 milhões. Segundo a assessoria da direção geral da PF, em Brasília, perícia do INC (Instituto Nacional de Criminalística) concluiu que a lista não foi montada e que é autêntica a assinatura que aparece no documento, de Dimas Toledo, ex-diretor de engenharia de Furnas, empresa estatal de energia elétrica. O PPS de Roberto Freire se uniu ao PSDB/PFL, que foram os maiores beneficiários do Dimasduto. Entre as campanhas eleitorais abastecidas pelo esquema estão as do então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, hoje candidato à Presidência pelo PSDB, do ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB), atual pré-candidato ao governo paulista, e do atual governador mineiro, Aécio Neves (PSDB).

As campanhas, em 2002, receberam, respectivamente, R$ 9,3 milhões, R$ 7 milhões e R$ 5,5 milhões. Curiosamente, o JN não disse absolutamente nada a respeito dos envolvidos na lista de Furnas, que a imprenssa escrita está divulgando. Há 32 nomes de políticos do PFL: também por isso eles têm que agir no anonimato, na obscuridade, como agem os bandidos, os corruptos e os covardes.
Este artigo foi enviado por Charles Lemos.



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não vai fazer o que chamou de "jogo rasteiro" da oposição. Ele respondia a ataques do PFL desferidos em horário partidário na noite de quinta-feira e ao candidato a vice de Geraldo Alckmin, senador José Jorge (PFL-PE), que afirmou que Lula "só viaja e bebe muito".
Em Olinda, o presidente recuperou o discurso "paz e amor", dizendo que vai responder à oposição com "carinho e mais trabalho" para respeitar a população. "A eles, que vivem transmitindo ódio todo o dia, que vivem transmitindo inveja, eu não quero dedicar um minuto. Mas certamente quero dedicar a vida inteira a ajudar o povo do Brasil a viver com dignidade e decência."

Ao anunciar a liberação de recursos para a urbanização de favelas, Lula afirmou, sem citar nomes, que todos os dias alguém o agride. Referindo-se à oposição, o presidente disse que "tem gente nervoso" por causa das realizações de seu governo. Lula ainda afirmou que "esse metalúrgico tem uma coisa que eles não têm: caráter".

Esta matéria foi enviada por Charliton Machado 13



da Folha de S.Paulo, em Brasília

O presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, atribuiu ao "desespero" as declarações do senador José Jorge (PFL-PE), vice do tucano Geraldo Alckmin na disputa presidencial, e disse que elas poderão prejudicar mais a própria oposição que o governo. "Estão baixando o nível cada vez mais. O povo brasileiro sabe julgar o comportamento, o caráter e a competência do presidente Lula", declarou Berzoini.
José Jorge afirmou que Lula não trabalha e bebe muito. "Hoje temos um presidente que não trabalha, só viaja e bebe muito, como dizem por aí. Para ser presidente é preciso ser honesto, ser competente. Precisamos do governo da verdade e não da mentira", disse.
Para o petista, o PFL está repetindo uma estratégia que já utilizou no passado --referência indireta à frase do presidente do PFL, Jorge Bornhausen (SC), para quem o Brasil deveria se livrar da "raça" petista.
"O curioso é que eles [os oposicionistas] não aprendem. Todos os sinais demonstram que baixar o nível não ajuda, mas continuam baixando. É problema deles", afirmou o presidente do PT.
Na opinião de Berzoini, a estratégia da oposição é deixar para Alckmin as críticas políticas e para os pefelistas os ataques mais pesados. "Eles podem dividir o trabalho. O Alckmin tenta fazer uma crítica mais política e o PFL faz a tropa de choque."
O PT não deve tomar medidas judiciais contra José Jorge. O Palácio do Planalto não quis comentar as declarações do pefelista.

Esta matéria foi enviada por Charliton Machado 13



O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), pré-candidato ao governo de São Paulo, atribuiu o crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira à qualidade de seu governo.
"O povo sente segurança que vai continuar melhorando e tem confiança no presidente Lula. Portanto é um crescimento bastante consistente que aponta para nossa vitória a nível nacional", afirmou o senador, após assistir à vitória da seleção brasileira numa quadra da favela Heliópolis, em São Paulo. O senador se mostrou ansioso com o início da campanha estadual nos meios de comunicação, o que, segundo Mercadante, ainda não ganhou o mesmo espaço que a disputa presidencial.
Mercadante lamentou o fato de o tucano não ter se manifestado "uma única vez" sobre a crise na segurança pública que atingiu o Estado há um mês. "Acho muito grave [esse silêncio]. Não vejo como se possa querer governar São Paulo sem apresentar alternativas e discutir a questão da segurança", afirmou o senador, ao lembrar que se reuniu com representantes de entidades ligadas à segurança pública. "Lamento que ele [Serra] tenha se omitido da forma como se omitiu numa crise tão dramática e tão trágica", completou.

Leia a matéria completa: www.informante.net

Matéria enviada por: Vera¹³



Serão mais de 1.500 produtores que participarão do evento, que deve movimentar mais R$ 300 mil.

Encerrando a série de eventos "Dia da Agricultura Familiar Especial", o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Instituto Nordeste Cidadania realizam, na próxima quarta-feira (21), mobilização de mais de 1.500 agricultores familiares de 24 municípios do sertão paraibano, na cidade de Patos, a partir das 08h.
Na oportunidade, o BNB deve liberar mais de R$ 300 mil, através de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Crédito Fundiário.

São ações como estas, desenvolvidas pelo Governo Federal, defendidas com muito entusiasmo, que nos fazem acreditar ainda mais na manutenção deste governo para mais quatro anos.
São ações como estas, que fazem com que os oposicionistas critiquem, inventem, criem crises, na espectativa de desmoralizar o grande Lula, junto a população mais pobre e que vê realmente as coisas acontecerem.

Naza



Paraíba, 16 de junho de 2006 ? Encerrando a série de eventos ?Dia da Agricultura Familiar Especial?, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB), o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o Instituto Nordeste Cidadania realizam, na próxima quarta-feira (21), mobilização de mais de 1.500 agricultores familiares de 24 municípios do sertão paraibano, no Ginásio de Esportes ?O Rivaldão?, em Patos, a partir das 08h.

Na oportunidade, o BNB deve liberar mais de R$ 300 mil, através de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa Nacional de Crédito Fundiário.

Dentro da programação, o Banco do Nordeste realizará agências itinerantes, nas quais prestará atendimento aos produtores rurais, informando sobre linhas de crédito, produtos e serviços, além da realização de cadastro. Assessores do Agroamigo, o Programa de Microcrédito Rural Orientado do BNB, também estarão à disposição dos interessados. Os demais parceiros desenvolverão ações junto aos agricultores familiares, e o MDA enfocará atividades que envolvem programas federais que dão suporte à agricultura familiar.

O encontro será promovido pelo Banco do Nordeste, em parceria com o MDA e apoio da Prefeitura de Patos, Emater, Sebrae, Prefeituras e Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais dos municípios do Território Médio Sertão.
Assessoria de Comunicação Social


Bahiatursa banca bolão do Noblat

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Bolão do blog

O leitor que mais acertar resultados nas 20 rodadas do bolão ganhará um fim de semana em Salvador com direito a acompanhante + passagens áreas + hotel. Cortesia da Bahiatursa, empresa de turismo daquele Estado.

Fala Naza: Não vou falar nada, Bahiatursa, ACM, auditoria, dinheiro desviado, denuncia na Revista Carta Capital, ACM, Noblat, dinheiro do povo no blog do Noblat.
Estranho hein!



O governo federal anunciou um conjunto de medidas que contemplam todos os níveis e etapas do ensino no Brasil desde a educação básica até o ensino profissional. As ações prevêem, entre outros, a aplicação R$ 400 milhões no ensino médio, a ampliação da educação superior no interior do País, o envio ao Congresso Nacional da Reforma da Educação Superior, a construção de nove escolas técnicas e agrotécnicas e a criação de quase três mil vagas para professores dos ensinos médio e fundamental.

Educação básica

O governo está investindo na melhoria do ensino médio no Brasil. Este ano, serão repassados R$ 400 milhões para a rede pública. Em 2004 e 2005, foram aplicados outros R$ 600 milhões no ensino médio. O repasse de recursos vai atender aos estados enquanto não é aprovado, pelo Congresso Nacional, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) que vai substituir o atual Fundef com duração até este ano.
O governo federal criou também a Universidade Aberta do Brasil que vai levar o ensino superior para o interior do País. Por meio do ensino a distância, a iniciativa vai beneficiar, principalmente, o professor de escola pública que ainda não possui o diploma de graduação. Com a Universidade Aberta, a intenção é aumentar a qualidade do ensino básico e reduzir a desigualdade da oferta de ensino superior em todas as regiões do País.
Haverá prioridade para cursos de licenciatura e formação inicial para professores da educação básica. Porém, serão oferecidos também cursos superiores em outras áreas de conhecimento e para a capacitação de dirigentes, gestores e trabalhadores da educação básica.
Para realização dos cursos será utilizada a estrutura de universidades públicas já existentes. Os cursos da Universidade serão ministrados pelas universidades federais, com pólos de apoio presencial instalados e mantidos por municípios e estados interessados em colocar à disposição cursos superiores. Os pólos presenciais devem manter uma infra-estrutura com laboratórios de informática, bibliotecas e salas de aula.
Já existe um projeto-piloto da Universidade Aberta que está oferecendo 10 mil vagas no curso da Administração em 19 estados do País. O projeto conta com uma parceria do Banco do Brasil.

Educação profissional

O governo anunciou a construção de nove escolas técnicas e agrotécnicas em Macapá (AP), Rio Branco (AC), Campo Grande (MS), Porto Velho (RO), Canoas (RS), Brasília (DF), Marabá (PA), Nova Andradina (MS) e São Raimundo das Mangabeiras (MA). Serão aplicados R$ 23,8 milhões nas escolas técnicas, recursos que vão levar instituições de educação profissional a todas as unidades da federação.
Estão sendo criadas 2.820 vagas para professores dos ensinos fundamental e médio e 3.430 vagas para servidores técnico-adminstrativos para atender a ampliação da rede de educação profissional.

Ensino superior

Foi encaminhado, ao Congresso Nacional, o projeto de lei da Reforma da Educação Superior que tem como características principais melhorar a qualidade do ensino nas instituições particulares e garantir o financiamento das universidades públicas permitindo o aumento do número de vagas existentes.
O projeto prevê, por exemplo, a utilização dos resultados obtidos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior como critério para a autorização de instituições privadas. A Reforma do Ensino Superior estabelece ainda que 75% da receita vinculada à educação deve ser repassada às universidades públicas. Os recursos serão distribuídos conforme indicadores de desempenho e qualidade, como o número de alunos matriculados, de estudos publicados e registro de patentes.
Os 75% sairão da parte correspondente ao mínimo de 18% da receita de impostos que a União tem que investir na Educação como um todo. No entanto, o MEC, além dos 25% restantes da vinculação constitucional, já conta hoje com outras fontes de impostos (como o salário-educação - atualmente reservado ao ensino fundamental -, recursos do Tesouro correspondentes à metade do orçamento total do MEC, contribuições sociais como o Fundo da Pobreza, receitas próprias das instituições de ensino etc) que podem ser usadas em outros níveis/etapas da educação.
O governo está promovendo ainda a expansão da rede federal de ensino superior do país. Estão sendo criadas quatro universidades, transformadas seis faculdades em universidades e construídos e ampliados 40 campi. As medidas vão gerar 125 mil vagas em cinco anos, um aumento de 21,75% no total de alunos hoje matriculados.
Para atender a expansão do ensino superior estão sendo criadas 2,3 mil vagas para professores e outras 1.075 para servidores técnicos-administrativos, além de 120 cargos de direção e de 420 funções gratificadas. Houve também a reestruturação da carreira docente, por meio de medida provisória, publicada no último dia 30 de maio, e que concede ainda aumento linear de 12% retroativo a 1º de fevereiro de 2006 sobre vencimento básico dos professores dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), das escolas técnicas técnicas e agrotécnicas federais e dos colégios de aplicação das universidades federais.

Pós-graduação

Na área de pós-graduação, o governo instituiu a Escola de Altos Estudos para promover a cooperação acadêmica internacional com a vinda ao Brasil de professores e pesquisadores renomados com a finalidade de aprimorar a qualidade do ensino oferecido nos cursos de pós-graduação existentes no país.
Outro projeto criado é o Observatório da Educação, que visa consolidar uma rede de pesquisa e de disseminação de informações concentrada na temática da educação, em todas as áreas do conhecimento. Seu público-alvo são grupos de pesquisa de instituições de educação superior, públicas e privadas, vinculados a programas de pós-graduação stricto sensu que desenvolvem linhas de pesquisa voltadas para a educação, nos diferentes campos do conhecimento, em qualquer eixo temático. Os temas serão educação básica, educação superior, educação profissional, educação continuada e educação especial.

Principais medidas

Envio, ao Congresso Nacional, da Reforma da Educação Superior;
Repasse de R$ 400 milhões para o ensino médio;
Instituição do programa Universidade Aberta do Brasil com cursos de ensino à distância para professores de escolas públicas sem diploma de graduação; mas também serão oferecidos cursos superiores em várias áreas de conhecimento e para a capacitação de dirigentes, gestores e trabalhadores da educação básica;
Construção de nove escolas técnicas e agrotécnicas;
Criação de 9.625 vagas, sendo 5120 para professores dos ensinos médio, fundamental e superior e 4.505 para servidores técnicos-administrativos.

Esta matéria foi enviada por Charles Lemos.



Recife - Ao assinar convênios com as prefeituras de Recife, Olinda e outras da Região Metropolitana de Recife para retirada de favelados e construção de casas, no valor de R$ 74 milhões, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu diretamente ao PFL e ao PSDB que, ontem, o ligaram ao mensalão e o chamaram de bêbado e preguiçoso.

Segundo o presidente, a oposição destila ódio porque não tem o que ele tem: caráter. "Vocês estão percebendo que todo dia tem gente destilando ódio contra mim. Isto ocorre porque eles governaram o País desde a chegada de Cabral e não fizeram nada. E eles perguntam: ´Por que este metalúrgico faz"?

Ele mesmo respondeu: "Porque este metalúrgico tem o que eles não têm: este metalúrgico tem caráter. A eles, que vivem destilando inveja e ódio, não vou dedicar um minuto da minha vida, porque vou dedicar minha vida inteira ao povo. Eu quero mostrar é mais trabalho e carinho com o povo".

Concluindo seu discurso, Lula ainda afirmou: "Eles torcem para que a gente fique nervoso e faça o jogo deles, que é o jogo rasteiro. Eu não vou fazer".

Em seguida, ele questionou: "Onde eles estão"?, para afirmar: "Eu estou aqui no meio de vocês".
Agência Estado.


Fala Naza:
Tem um anão de jardim lá da Bahia, que grita dos poleiros infestados com suas babas que vai bater no presidente, tem um jacu-sem-pena que vomita suas carregações fedegosas, fétidas, infectas e malcheirosas, dizendo que o presidente vai apanhar,esse tal que só sabe barrear a fauna e a flora amazonense. A irritadiça e zangadiça da terra dos marechais o chama de ladrão e chefe de quadrilha, programas humorísticos tratam-no por analfabeto, é a maior falta de respeito, é inadmissível e inaceitável, que esses mesmos políticos, essa corja de abutres venham a público e chamem o Presidente da República, de bêbado, preguiçoso e o associem ao mensalão.
São esses que destilam ódio contra um presidente popular que querem voltar ao poder, mas somos nós o povo que o elegeu que não vamos permitir essa desgraça e esse flagelo.

Naza


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