O crime do rico a lei o cobre - O Estado esmaga o oprimido - "Não há direito para o pobre - Ao rico tudo é permitido. - À opressão não mais sujeitos - Somos iguais todos os seres - Não mais deveres sem direitos - Não mais direitos sem deveres"




Escutas, depoimentos e documentos levam PF a apontar o tucano Cícero Lucena como chefe de uma quadrilha que roubou R$ 20,4 milhões da Prefeitura de João Pessoa. Detalhe: em fevereiro, ele toma posse no Senado

A Roma antiga inspirou a composição do Senado nos países do mundo ocidental. Em qualquer nação, é uma assembléia de nobres. No Brasil, o Senado acolhe ex-presidentes da República, ex-governadores. E ex-prefeitos. Um deles, de nome romano, desembarca em Brasília nos próximos dias para a posse no novo Senado: é Cícero de Lucena Filho (PSDB), ex-prefeito de João Pessoa (PB). Mas, ao contrário do filósofo que inspirou seu nome, Cícero assumirá tendo de dar explicações à Justiça e ao povo que o elegeu. Uma investigação da Polícia Federal concluiu que Cícero é o mentor de uma quadrilha especializada em fraudar a prefeitura. Ele comandou desvios, de acordo com as perícias do Instituto Nacional de Criminalística da PF, de pelo menos R$ 20,4 milhões. A composição da quadrilha está comprovada em depoimentos de ex-secretários de Cícero, documentos apreendidos nas residências de políticos, quebra de sigilo e escutas com autorização judicial. Escutas até de Cícero.

Os documentos que comprovam o envolvimento do ex-prefeito com a quadrilha estão sob segredo de Justiça. A PF produziu o relatório em fevereiro, depois de cruzar documentos apreendidos na Operação Confraria, de 2005, que levou Cícero para a cadeia por um dia. A PF identificou ?pagamento de propina a Cícero Lucena?, fraudes em licitações, sobreposição de recursos federais para a mesma obra e doações para fins políticos. A Receita Federal detectou irregularidades entre a declaração de Imposto de Renda dos familiares de Cícero e as movimentações financeiras. Diversos bens utilizados por eles são frutos de ?doações? de outros políticos, como um Audi A3 utilizado pela filha de Cícero. Os sócios das empresas em que participam os descendentes de Cícero são prováveis ?laranjas?.

A fraude se dava nas licitações. Os secretários de infra-estrutura de Cícero faziam termos adulterados de cessão de licitações do início da década de 90, que eram utilizadas nas contratações da prefeitura na gestão Lucena, em 2000. Na lista de ex-secretários que participaram da fraude estão Potengi Holanda, Rúbria Beniz e Evandro de Almeida. Pelo menos R$ 58 milhões foram aplicados irregularmente. Na construção de uma rede de galerias e canais de drenagem, os serviços não realizados somam uma fraude de R$ 2,8 milhões. Numa obra de esgotamento sanitário, a PF detectou superfaturamento de R$ 3,6 milhões. Na obra de urbanização e infra-estrutura no Vale do Jaguaribe, a PF identificou superfaturamento de R$ 3 milhões. Tudo dinheiro do governo federal.

Os engenheiros da prefeitura atestavam medições falsas para possibilitar as fraudes. Em uma das escutas, Rúbria destaca um dos tipos de fraudes para validar as medições: ?É fazer um relatoriozinho de 25 páginas... Nem que a montagem a gente faça?, diz ela. Para a PF, Cícero é o mentor intelectual das fraudes. Em uma das escutas, o próprio Cícero traça estratégia para intimidar engenheiros. ?Nós vamos fazer uma cartorária, deixa eu lhe dizer por quê. Porque aí os engenheiros vão começar a ter medo de tá emitindo opinião, você tá me entendendo??, diz Cícero. ?Tá certo. Intimidação. Tudo bem?, responde um dos advogados do ex-prefeito. Evandro e Rúbria concordam em adotar uma matemática mentirosa para ludibriar o poder público ao descobrirem que adotaram preços superiores aos praticados pelo DER, que cobrava R$ 6,94 do ?item meio-fio granito?, enquanto a prefeitura pagava R$ 14,24. ?O preço do DER deu menor?, diz Evandro. ?Tem que fazer uma composição mentirosa.?

Evandro confessou na PF sua participação no esquema e acusou Cícero Lucena de ser o chefe. ?Havia na secretaria a prática de firmar cessões de direitos e obrigações contratuais, aproveitando antigas concorrências?, confirma Evandro. ?Era informado verbalmente a qual empresa seria cedido o contrato, sendo tal informação prestada pessoalmente pelo prefeito Cícero Lucena.? O ex-secretário Potengi também confirmou as fraudes. ?A informação de qual empresa deveria ser beneficiada lhe era trazida por Everaldo Sarmento ou por Cícero Lucena?, diz Potengi no depoimento. ?O ex-prefeito Cícero Lucena teve conhecimento dessa anuência.? Em duas conversas gravadas pela PF, o próprio Cícero está convicto de que vai ser preso: ?Rúbria, vamos nos encontrar, antes de a gente se encontrar na cadeia, Rúbria?, diz Cícero.

Para o Ministério Público na Paraíba, havia uma ?máfia? na prefeitura. Em outubro, a Justiça decretou a indisponibilidade dos bens de Cícero, para ressarcir danos ao erário. Só pela construção de um viaduto, Cícero e seus secretários terão de devolver R$ 1,6 milhão. Com a posse no Senado, o processo contra Cícero deve ser encaminhado ao Supremo Tribunal Federal. O destino do Cícero está nas mãos da Procuradoria Geral da República, que terá a chance de expulsar do poder público um homem que, para a polícia, diante dos fatos, é um corrupto rematado.

Helena- com informações da Isto-É (Aqui)

Escrito por Roberto às 09h47


Perguntas ao Alckmin

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Perguntas a serem feitas...com necessidade de respostas

Será que o Jornal Nacional teria coragem de fazer estas perguntas ao Alckmin?
Se esta mensagem circular de maneira vigorosa, o Jornal Nacional vai ter que enfrentar o Alckmin e perguntar aquilo que todos nós queremos saber. Queremos que A REDE GLOBO( Bonner e Fátima) façam as perguntas ao Alckmin.
1) O senhor que promete um banho de ética, não percebeu que sua filha trabalhava com a maior quadrilha de contrabandistas de roupas, a Daslú?

2) O Senhor não percebeu que sua esposa recebeu 400 vestidos de luxo, em troca sabe-se lá de que, e depois, sem jeito, ela declarou que havia doado para instituições de caridade, o que foi negado pela instituição?

3) O senhor ao assumir o segundo mandato, afirmava que a segurança pública era o maior problema do Estado. Porque menosprezou o PCC, e permitiu que a população vivesse dias de pânico com os ataques?

4) O que o senhor acha a respeito dos secretários do seu Governo negociarem com bandidos durante os ataques?

5) Enquanto Governador, por que a bancada de seu partido não permitiu a criação de nenhuma CPI, o senhor não acha que as CPIS são importantes?

6) Por que o senhor e seu partido privatizaram todas as empresas estatais de São Paulo, como as estradas, que cobram pedágios astronômicos, com as empresas elétricas, o Banespa... Se assumir a presidência o senhor vai privatizar a Petrobrás como FHC fez com a Vale do Rio Doce, e até hoje ninguém sabe onde foi parar o dinheiro?

7) Se o senhor for Presidente, vai invadir a Bolívia com o exército e se alinhar aos EUA, liderando a política de opressão aos povos da AL?

8) Por que o senhor gastava tanto dinheiro com publicidade numa revista insignificante, que por coincidência era de seu acupunturista?

9) Por que o senhor superfatura o pagamento para os empresários que exploram os restaurantes de comida a R$ 1,00, pagar mais R$ 3,50 por prato para o dono do restaurante, que tem uma clientela garantida de mais de 1.000 refeições por dia, além de algumas benesses do Estado, não é um assalto ao bolso do contribuinte?

10) O senhor que fala tanto em choque de gestão, por que está deixando um rombo de 1 bilhão e duzentos mil no estado de São Paulo, que pode levar seu vice, Cláudio Lembo, para a cadeia? Ainda neste tema, o que o senhor achou da declaração do recém eleito José Serra, dizendo que
vai cancelar a privatização da Nossa Caixa, iniciada na surdina pelo senhor durante seu governo?


FAÇAMOS A NOSSA PARTE.


OPINIÃO DE RESPEITO

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A companheira Meryhellen Belle tem recebido vários pedidos para que expresse sua opinião sobre o debate realizado pela TV BANDEIRANTES.

RESPONDENDO A TODOS COMPANHEIROS(AS)QUE ME PERGUNTARAM SOBRE O QUE ACHEI DO DEBATE (08/10/06):

Achei muito bom, não foi melhor devido a falta de desempenho de Alckmin.

O presidente Lula disse que o povo estava querendo ver as propostas, mas infelizmente o chuchu ignorante só atacava e sem provas, obviamente o presidente tinha que responder ao ataque. Foi RIDÍCULO a produção negar o DIREITO DE RESPOSTA ao Presidente Lula, aquilo foi medíocre!

Aspecto dos candidatos:

Alckmin: Demonstrou insegurança, nervosismo ficou claro que o PSDB de FHC NÃO tem propostas. Ficou preso a assuntos que diz respeito somente a Polícia Federal do qual já estão sendo investigado.

Falar em venda do Avião foi uma infantilidade, pois foi provado que o custo são centenas de vezes mais em conta do que pagar passagens desfalcando o dinheiro público e provou com isso que só sabe realmente desfazer de algo para custear outro, ou seja, é Doutor em privatizações.

Alckmin não teve proposta e achou que com ataques ele sairia bem, mas mostrou insegurança, nervosismo e não soube responder em números, até o Presidente Lula sugeriu que ele (chuchu) mudasse de assessor, e fazia uma burrada atrás da outra quando ele dizia em números enquanto o deles era mil ou milhões, o nosso era de milhões e Bilhões!

Presidente Lula: O Presidente Lula mostrou o seu trabalho, não acobertou os erros que fizeram, foi transparente, não omitiu erros de "companheiros", inclusive ele falou que dói, mas se tiver algo errado tem que ser investigado e conseqüentemente punido.

Desmascarou o tempo todo os feitos e os efeitos do PSDB de FHC = Alckmin.

O Presidente Lula passou segurança ao povo brasileiro, falando de todos os assuntos com clareza, no caso do Dossiê por exemplo, foi direto nas respostas.

Conclusão:

Agora é a nossa parte, cabe à militância sermos mais enérgicos, enfrentar de forma mais exata e com bravura, não podemos admitir que calúnias dessa oposição e imprensa elitista seja alvo dessa campanha.

Espero que cada um que quer a continuidade do Presidente Lula, para um crescimento ainda maior no nosso país, onde vários projetos foram criados, valorizando a população no geral, como exemplo: Fome Zero, Projeto Luz Para Todos (3 milhões de beneficiados), ProUni (200 mil beneficiados), para que isso continue como disse o Presidente Lula, a casa está com a base pronta e as paredes levantadas, falta apenas colocar a madeira e o telhado, para que isso aconteça precisamos reeleger o Presidente do Povo e Para o Povo ? LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA.

Fica aqui um pensamento:

"A educação, bravura, amor, competência e transparência de um chefe de Estado é refletido à toda Nação, tornando um povo forte e feliz" (Beatriz Belle)

Abraço Petista/ Comunista

Meryhellen Belle

Não esqueçam que:

SOMOS FORTES ? SOMOS MUITOS




O debate entre Lula e Alckmin, realizado pela Rede Bandeirantes, inaugurou oficialmente o segundo turno da campanha presidencial. É o primeiro de vários que devem ocorrer daqui até o dia 26 de outubro, data que a legislação eleitoral estabelece como sendo a última para realização de eventos do tipo.

O debate serviu como "amostra" do que será o segundo turno das eleições: muita agressividade por parte da direita, debate sobre corrupção, comparação de governos e confronto entre diferentes visões de programa para o Brasil.

Mal terminou o debate, começaram as avaliações sobre quem ganhou e quem perdeu (ver, por exemplo, o que diz o site da campanha Lula).

Como a maior parte dos meios de comunicação é simpatizante da candidatura Alckmin, cabe aos apoiadores da candidatura Lula repercutir o debate, tanto ouvindo a opinião das pessoas, quanto dando nossa opinião.

É importante, em primeiro lugar, destacar que Alckmin não está à altura de assumir a presidência da República. Alckmin não conhece o Brasil. Alckmin não conhece os grandes problemas nacionais.

O discurso de Alckmin é ensaiado. Nas perguntas, nas respostas, nas réplicas ou nas tréplicas, Alckmin repete chavões. Seu truque é a velocidade: são tantas as palavras, são tantas as mentiras, são tantas as acusações, são tantas as bravatas, que o telespectador não consegue acompanhar.

Por exemplo: Alckmin fala que vai cortar "gastos". Quando se pergunta quais gastos, ele responde: gastos com corrupção, com comissionados, com a ineficiência e com licitações malfeitas.

Essa resposta é como o ditado: "por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento". Os "gastos" que Alckmin quer cortar são os investimentos sociais, que cresceram durante o governo Lula. Por exemplo, o bolsa-família.

Claro que ele não pode falar isso abertamente. Como também não pode falar que, se fosse eleito presidente, retomaria o programa de privatizações. Vamos lembrar de 1994: FHC por acaso falou que iria privatizar a Vale do Rio Doce?

Por mais que tenha ensaiado, Alckmin não pode mudar a realidade.

Foi no governo FHC que o Brasil viveu o "apagão". O ministro do "apagão" foi José Jorge, que hoje é candidato a vice-presidente de Alckmin.

Ao contrário do que disse Alckmin, não foi a falta de chuvas que causou o apagão. Foi a falta de investimento, as privatizações e a incompetência administrativa.

Foi no governo Alckmin que o PCC apareceu. Foi no governo Alckmin que a Febem explodiu. Como pode falar em segurança, quem tem este currículo?

Como pode falar em combate à corrupção, quem articulou o arquivamento de 69 Comissões Parlamentares de Inquérito? Como pode falar de sanguessugas, quem contratou Barjas Negri como secretário da habitação? Como pode falar em escândalo, um homem que esteve à frente das privatizações no estado de São Paulo? Como pode falar em choque de gestão, quem deixou um rombo nas contas públicas do estado de São Paulo?

Alckmin não pode discutir o passado, porque os 8 anos de FHC e os 12 anos dos tucanos no governo de São Paulo constituem um desastre administrativo, social e econômico.

Basta dizer: enquanto os tucanos dependiam de empréstimos do Fundo Monetário Internacional, para poder fechar as contas do país, no governo Lula o Brasil não deve mais ao FMI.

Alckmin também não pode discutir o presente, porque os números favorecem o governo Lula: inflação em queda, juros em queda, dívida pública em queda, crédito mais barato, mais empregos, mais salário mínimo, mais políticas sociais.

Basta dizer: em quatro anos, cerca de 40 milhões de pessoas são beneficiadas pelo Bolsa Família. Só em São Paulo, são mais de 1,1 milhão de famílias Enquanto isso, depois de 12 anos de governo estadual tucano, há apenas 170 mil famílias beneficiadas pelo Renda Cidadã, o principal "programa" social do governo estadual.

Lula falou sobre educação, mostrando que hoje sua administração investe mais do que no governo anterior. No debate, Lula esclareceu que o governo federal investe R$ 64 milhões no Dose Certa, programa de doação de remédios para a população carente, que Alckmin divulga como se fosse do governo paulista.

Alckmin também não pode discutir o futuro, porque seu programa de governo representa a volta ao passado.

Uma prova disto foi o ato falho cometido pelos tucanos: eles não convidaram FHC para assistir ao debate entre Lula e Alckmin. E Geraldo ainda disse, literalmente, que "FHC foi um erro".

O que resta para Alckmin é repetir chavões, divulgar mentiras e fazer críticas mesquinhas.

Entre as críticas mesquinhas, há duas obsessões de Alckmin. A primeira delas: "Candidato Lula, de onde veio o dinheiro sujo - R$ 1,750 milhão em dólares e reais - para comprar o dossiê fajuto?"

Alckmin deve achar que ser presidente da República é igual a ser delegado de polícia ou promotor. Não é. Mas não é preciso ser delegado de polícia, nem presidente da República, para perceber algo óbvio: o maior beneficiário do escândalo do dossiê chama-se Geraldo Alckmin.

O papel do presidente da República é, por exemplo, o de escolher um procurador geral da República que não engavete processos, mesmo que sejam processos contra pessoas importantes do próprio governo. Isto Lula fez.

O papel do presidente da República é demitir qualquer pessoa que, no governo, cometa atos impróprios. Isto Lula fez. O mesmo não pode ser dito dos governos do PSDB. Foi no governo tucano de Minas que surgiu o valerioduto. E, no caso das máfias que atuavam no ministério da Saúde, 60% dos prefeitos envolvidos são do PSDB e do PFL.

Outra crítica mesquinha é sobre a compra de um avião presidencial. Alckmin diz que, se eleito, vai vender o avião. Com isto, Alckmin torna-se um candidato ainda menor. Este discurso, pautado de certo por alguma pesquisa qualitativa, beira ao ridículo. Ou ele acha que mesmo que um presidente da República não necessita de um avião próprio para deslocamento?

Apesar da baixaria cometida pelo candidato tucano, ficou clara a existência de importantes divergências programáticas entre as candidaturas Lula e Alckmin.

Por exemplo: a ênfase nas políticas sociais, inclusive na educação. A critica às privatizações feitas no governo FHC. A relação com a juventude. Uma política externa soberana, que não siga as orientações dos Estados Unidos.

Talvez a principal destas divergências tenha ficado clara quando Lula, respondendo às cobranças hipócritas do candidato tucano, disse: "Não queira que, em quatro anos, eu conserte o que vocês fizeram de errado em quatro séculos".



Matéria publicada na última edição do Jornal Hora do Povo, de São Paulo, afirma que o ex-ministro da saúde e atual prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB), acumula 102 condenações no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE). De acordo com a reportagem, durante a gestão do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Negri assumiu, entre 2003 e 2004, a presidência da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano de São Paulo. Nesse período, o TCE condenou ou responsabilizou Barjas Negri por irregularidades praticadas em 102 contratos firmados pela autarquia.

Barjas Negri também é acusado pelos donos da Planan de estar envolvido com a máfia dos sanguessugas e é alvo de um inquérito da Polícia Federal sobre o assunto.

Condenações

A reportagem, assinada pelo jornalista Alessandro Rodrigues, afirma que a maioria das irregularidades condenadas pelo TCE ocorreu por licitações dirigidas, aditamentos irregulares ? acima do percentual determinado pela lei - e prejuízo à competitividade e economicidade das unidades habitacionais construídas no período. Mesmo o governo do Estado tendo cortado os recursos para a habitação popular, Barjas Negri movimentou um orçamento bilionário entre os anos de 2003 e 2004, chegando a R$ 1,33 bilhão neste período.

A matéria ainda ressaltou que recentemente foi descoberto que 904 processos julgados irregulares pelo TCE, entre os anos de 1997 e 2002, foram engavetados pela ação de tucanos na

Assembléia Legislativa. 307 eram referentes à CDHU. Além disso, entre os 70 pedidos de abertura de CPI na Assembléia Legislativa, barrados por manobras da base de sustentação de Alckmin no legislativo estadual, existem três que denunciam irregularidades na autarquia.

No mesmo TCE, Barjas acumula outras oito condenações por contratos ilegais firmados na prefeitura de Piracicaba. Um dos contratos irregulares foi firmado com a Construtora e Pavimentadora Concivi Ltda, de propriedade da família de Abel Pereira, empresário piracicabano apontado pelos Vedoin como o operador dos sanguessugas na gestão de Barjas no Ministério da Saúde. Os donos da Planam afirmaram que ?o Barjas Negri é o braço direito do José Serra?. As empresas da família de Abel Pereira - Construtora e Pavimentadora Cicat Ltda., Construtora e Pavimentadora Concivi Ltda. e Cicat Construção Civil e Pavimentadora Ltda - levaram licitações para executar ao menos 37 obras orçadas, no total, em R$ 10,4 milhões para a prefeitura de Piracicaba em 2005 e 2006 e doaram R$ 45 mil, em 2004, para a campanha que levou Barjas Negri ao cargo de prefeito.

A notoriedade de Barjas Negri aumentou com a entrevista publicada pela revista ?Isto É?, onde os donos da Planam afirmam que o seu período e o de Serra no Ministério da Saúde ?foram os melhores para eles?.



Além de promover o desmonte do Estado para saciar os banqueiros, o presidenciável Geraldo Alckmin demonstrou enorme descaso com os dramas sociais quando governador de São Paulo.

O receituário neoliberal implantado pelo PSDB em São Paulo, que já dura quase 12 anos, resultou numa regressão social sem precedentes na história da mais importante unidade federativa do Brasil. O violento ajuste fiscal e o criminoso processo de privatização do patrimônio publico entravaram o desenvolvimento do Estado, causando altas taxas de desemprego, drástica redução de gastos nas áreas sociais e o aumento da miséria e da violência. Na disputa do segundo turno das eleições presidenciais, o candidato do bloco liberal-conservador tentará uma vingança histórica, retomando e radicalizando este projeto anti-social.

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Na sua propaganda eleitoral de rádio e televisão, o presidenciável Geraldo Alckmin tem se esforçado para negar a imagem do político de direita, autoritário e centralizador. Na biografia fabricada pelos alquimistas do marketing, garante que ingressou na política na luta contra a ditadura. No maior cinismo, afirma: ?Eu sou de centro-esquerda, um social-democrata?. Mas um rápido levantamento confirma que sua formação é realmente conservadora, com sinistras ligações com a seita fascista Opus Dei, e que a sua atuação como governador de São Paulo foi marcada pela criminalização dos movimentos populares, pela montagem de uma equipe excludente de tecnocratas, a ?turma de Pinda?, e pelo total desrespeito ao Poder Legislativo.

Para ler o artigo na integra, clique aqui


Nem Cássio, nem Geraldo Alckmin.

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Nos dias de campanha acirrada lá no cariri paraibano, eu pude ver o que é o verdadeiro oportunismo desses vestais da ética, probidade e retidão moral.

Quem já se esqueceu do senador Efraim Morais PFL/PB, aquele que presidiu a CPI do Fim do Mundo?

Pois é, o Naza publicou neste espaço matéria que falava sobre a intenção de Efraim em eleger seu filho, Efraim Filho, deputado federal e, que para isso não mediria esforços.

E foi o que ele fez, o cara é mesmo muito oportunista. Em algumas cidades do cariri paraibano (São João do Cariri, Pedra Branca, Sumé, Prata e Monteiro), circulava um velho carro de som e a peça narrada pedia votos para João Henrique e Efraim Filho, estadual e federal pelo PFL respectivamente, Zé Maranhão PMDB/PT para governador e Lula para presidente.

Os dois candidatos pelo PFL conseguiram se eleger, graças à vinculação de seus nomes ao do Presidente Lula, deixando de lado até mesmo os nomes de seus aliados: Cássio Cunha Lima PSDB e Geraldo Alckmin PSDB.

Eles são mesmo uma vergonha, na hora de descer o porrete no presidente Lula, vale tudo, mas na hora de pedir voto, amém Lula.



O deputado eleito José Genoino (PT-SP) lança no próximo dia 18 de outubro, em Brasília, o livro "Entre o Sonho e o Poder". O lançamento será na livraria Café com Letras, às 20h.

O livro é um depoimento dado por Genoino à jornalista Denise Paraná. O político faz uma análise da trajetória de quatro décadas da esquerda brasileira, comenta a crise do PT e mantém sua opção pelo sonho.

Denise Paraná, jornalista paulista com doutorado em Ciências Humanas pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado pela Universidade de Cambridge, é autora de "Lula, o Filho do Brasil". Como havia feito com Luiz Inácio Lula da Silva, entrevistado logo após a derrota para Fernando Collor de Mello, Denise Paraná procurou José Genoino num momento de ostracismo do ex-deputado. "A derrota, como tudo na vida, tem seu lado de luz e seu lado de sombra", afirma a autora na introdução de "Entre o Sonho e o Poder".


O candidato de Wall Street

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Lula é o candidato preferido pela militância que atua nos movimentos sociais. Esta preferência é fácil de entender.

Primeiro, porque a trajetória de Lula faz parte da história da esquerda brasileira, da CUT, da UNE, dos movimentos de trabalhadores rurais, das mulheres, dos negros, dos índios e de tantas outras manifestações dos setores populares no Brasil.

Segundo, porque o governo Lula deu início ao atendimento das demandas acumuladas, há décadas ou séculos, pelas camadas populares.

Terceiro, porque o candidato Geraldo Alckmin é o preferido das elites nacionais e internacionais. Segundo reportagem recente do jornal Financial Times, "ele é o preferido dos círculos financeiros de Wall Street".

Por qual motivo os ricos preferem o candidato tucano?

Com Geraldo Alckmin, antes na presidência do Programa de Desestatização e depois como governador, São Paulo foi privatizado.

O estado perdeu o Banespa como banco de fomento, a Fepasa (ferrovias), o Ceagesp (centro de abastecimento), a Eletropaulo (geradora da energia), a Comgás e a Companhia Paulista de Força e Luz.

A companhia de saneamento (Sabesp), o banco Nossa Caixa e outras instituições foram fragilizadas, com a venda irresponsável de ações. A extensa malha rodoviária foi entregue a preço de banana para empresas que multiplicam pedágios e assaltam os usuários nas tarifas - sem qualquer controle público.

Apesar dos recursos obtidos com as privatizações, R$ 32,9 bilhões, a dívida pública do estado de São Paulo só fez aumentar.

Em janeiro de 1995, no início do primeiro governo tucano, a dívida pública era de R$ 34 bilhões; no início de 2006, era de R$ 123 bilhões, quase duas vezes sua receita líquida. O Estado está mais pobre e debilitado, sem capacidade de investimentos, e vive aprisionado a uma dívida que consome mais de R$ 5 bilhões ao ano e que sugará seus recursos pelos próximos 30 anos.

Segundo balanço oficial, o rombo nas contas públicas do estado de São Paulo atingiu R$ 1,2 bilhão.

Cabe perguntar: se Alckmin deixou este rombo em São Paulo, o que ele faria com o Brasil? Se ele raspou o caixa e entregou o governo para o seu sucessor com um rombo difícil de ser saldado, o que ele faria com o Brasil?

Enquanto o governo tucano privatizava e endividava o estado de São Paulo, uma minoria acumulava privilégios. O número de famílias ricas em São Paulo saltou de 191 mil para 674 mil nas duas últimas décadas - pulou de 37,8% para 58% do total de famílias abastadas no Brasil.

Estas são as marcas principais da orientação econômica do governador Geraldo Alckmin, agora candidato à presidência da República. Em síntese, ele representa o ultraliberalismo na batalha sucessória!


Agenda de Rodrigo para segunda (11)

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O candidato pelo Partido dos Trabalhadores, deputado estadual Rodrigo Soares, faz campanha, nesta segunda-feira (11), em vários bairros da Capital paraibana. Pela manhã, Rodrigo reúne-se com lideranças comunitárias. À tarde visita algumas entidades. À noite reúne-se com sua coordenação de campanha para traçar metas para os últimos dias de campanha.

Rodrigo amplia base no Sertão

Surpreendente foi o final de semana do candidato pelo Partido dos Trabalhadores, deputado estadual Rodrigo Soares. Ele esteve na região de Patos, Vale do Sabugi e Serra de Teixeira. Nas cidades por onde passou, o deputado petista foi bem recebido e agregou novas pessoas à sua campanha, ampliando ainda mais sua base no Sertão paraibano.

Lula afirma que recuperou país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o seu governo ?recuperou um país quebrado e, por isso, hoje podemos avançar. Hoje, o nosso sonho pode ser maior?. Lula citou então as várias obras e ações sociais que o governo está realizando em todos os pontos do país, mas destacou também os avanços no campo econômico. ?Zeramos a nossa dívida com o FMI e reduzimos a nossa dependência dos Estados Unidos. Hoje, exportamos mais e para mais países?. Lula lembrou que, em menos de quatro anos de governo, conseguiu que as exportações brasileiras mais que dobrassem, saltando de U$ 60 bilhões para U$ 130 bilhões. Para ele, esses e outros avanços têm se refletido diretamente tanto na geração de empregos quanto no campo social. ?Já criamos mais de 4,5 milhões de empregos com carteira assinada, uma média de 104 mil empre gos por mês, enquanto que o governo passado criava apenas 8 mil por mês?. Na área social, Lula citou que a desigualdade social caiu para o seu menor nível nos últimos 29 anos, ao mesmo tempo em que sete milhões de brasileiros ascenderam para a classe média. Resultados que ele atribuiu a uma série de ações que inclui desde a criação do Bolsa Família até o aumento do poder de compra do brasileiro e a redução dos preços das cestas básicas da alimentação e da construção civil. ?Vamos poder terminar o governo olhando no olho de cada brasileiro e dizendo que honramos os nossos compromissos?, afirmou. Para Lula, o grande salto que o Brasil dará nos próximos quatro anos virá principalmente através da educação. Ele lembrou que, assim que o Fundo da Educação Básica (Fundeb) for aprovado p elo Congresso, o governo investirá dez vezes mais no setor. Além disso, o presidente se comprometeu a criar o Piso Nacional do Magistério e a garantir a maior qualificação profissional da categoria através da Universidade Aberta ? um curso superior de ensino à distância, que permitirá que o professor se recicle sem sair do seu município. ?A educação nos transformará num país efetivamente desenvolvido?, afirmou.



1) A MENOR TAXA DE CRESCIMENTO (2,3%) DA AMÉRICA DO SUL E A SEGUNDA MENOR DA AMÉRICA (SÓ GANHA DO HAITI). TAXA DE CRESCIMENTO MENOR QUE TODOS OS PAÍSES EMERGENTES E METADE DA MÉDIA MUNDIAL ;

Sabe qual foi o índice de crescimento em 2002? 1,93%. Crescer 2,3% é melhor do que 1,93%, pois não? Mas a média do governo Lula tende a melhorar, porque as expectativas de crescimento para esse ano são de 4%, o que levaria à média de 3,6%. Comparar diferentes economias é uma forma de induzir a erros. Na América Latina, o maior crescimento é da Venezuela, e nem por isso seu presidente Hugo Chávez é poupado pela mídia. O crescimento de um país depende de uma série de fatores, e o Brasil estava com a economia totalmente estagnada. Quem não se lembra das referências à ?década perdida??


(2) TAXA DE CRESCIMENTO 47% MENOR QUE NOS PRIMEIROS ANOS DO GOVERNO ANTERIOR E IGUAL A MÉDIA DOS OITO ANOS DO GOVERNO ANTERIOR (LEVANDO-SE EM COMPARAÇÃO QUE OCORRERAM 5 CRISES INTERNACIONAIS - MÉXICO, ÁSIA, RÚSSIA, 11 DE SETEMBRO E ARGENTINA NO GOVERNO ANTERIOS, E QUE LULA SOMENTE TEVE "CEU DE BRIGADEIRO" E ECONOMIA INTERNACIONAL EM EXPANSÃO E NÃO SOUBE APROVEITAR ESTE BOM MOMENTO EM BENEFÍCIO DO DESENVOLVIMENTO DO PAÍS);


Vale a pergunta: Por que a comparação com os 1ºs anos FHC? Isso demonstra a falta de honestidade do texto... Mas ainda assim, eu explico: FHC teve uma herança bendita do governo Itamar, com a dívida em R$ 61 bilhões, e Lula, uma herança maldita do governo FHC, com a dívida em R$ 881 bilhões (aumento de R$ 820 bilhões em 8 anos - ou 1.444,26%). Para resumir, quando FHC assumiu o governo, o Brasil era a 8ª economia mundial, quando deixou, era a 15ª. Lula já conseguiu recuperar para 11ª.

Chamar de céu de brigadeiro a guerra contra o Iraque, logo no começo do governo Lula, e os aumentos estratosféricos do petróleo é uma tremenda forçação de barra.


(3) LUCRO DOS BANCOS EM 3 ANOS DO GOVERNO LULA (44,12 BILHÕES) É MAIOR DO QUE TODO O LUCRO DOS BANCOS EM 8 ANOS DO GOVERNO FHC ( 35,9 BILHÕES)!;

A imprensa faz questão de noticiar os lucros recordes dos bancos, mas omite que numa economia capitalista, quando o país cresce, os lucros bancários aumentam. Mas também omite que foi no governo FHC a autorização das cobranças das tarifas bancárias, deixando que cada um estabelecesse os valores que quisessem, de acordo com o princípio da ?livre concorrência?, e que essas tarifas são extorsivas, aumentando substancialmente esses lucros. E tem ainda um evento que eu assisti na TV Senado, e não vi nenhuma menção na imprensa escrita ou falada: Na reforma tributária proposta pelo governo Lula, era prevista a taxação sobre grandes heranças, um imposto para barcos e aviões particulares e um aumento nos tributos bancários. Em contrapartida, seriam diminuídas as contribuições dos salários mais baixos e a imediata correção da tabela de imposto de renda, congelada nos 8 anos do governo FHC. O então ministro Palocci foi ao Congresso para explicar a proposta, e foi aparteado pelo senador Bornhausen, que disse ser absurda a taxação sobre heranças. Dizia ele que era injusto que um filho que herdasse um apartamento, tivesse que vendê-lo para pagar o imposto. O ministro Palocci então disse ao senador que não era o caso de pequenas, mas de grandes heranças. Palocci disse ainda que estava na hora da elite, que historicamente teve sempre grandes vantagens no país, ter uma atitude mais ?generosa?. A imprensa disse que o governo Lula queria aumentar os impostos, fazendo a cabeça da população contra a medida. Resumo da história: o PSDB e o PFL retiraram esses ítens para negociar a aprovação.

Mas cabe ainda uma ressalva, apenas para dar uma tripudiadinha ?de leve? (perdoe, mas eu sou humana e detesto injustiças), no governo FHC, os lucros bancários eram garantidos pelo meu, o seu, o nosso dinheirinho, como afirmava na maior cara de pau o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, consultor do mega-especulador George Soros, através do PROER. Os gastos chegaram a 12,3% do PIB, ou R$ 111,3 bilhões (do livro O Mapa da Corrupção no Governo FHC, de Larissa Bortoni e Ronaldo de Moura). Um dos bancos ?socorridos? foi o Nacional, de propriedade da então nora do FHC, filha do dono, o Magalhães Pinto, banco este que fraudava balanços para esconder sua situação de insolvência.

Economia: Lucro do setor produtivo cresce 2 vezes mais que o dos bancos

Reportagem publicada na Folha Online deste domingo (20/8/06) joga por terra a acusação ? comum entre partidos oposicionistas, analistas econômicos e boa parte da imprensa - de que o setor financeiro foi o que mais lucrou sob o governo Lula.


Ao contrário, estudo encomendado à consultoria Economática mostra que as empresas do setor produtivo lucraram muito mais do que os bancos entre janeiro de 2003 e junho de 2006. Enquanto a lucratividade dos bancos subiu 80% no período, a dessas empresas aumentou 162,4%.

Infelizmente, não se pode dizer o mesmo do governo tucano-pefelista do FHC.


(4) A DÍVIDA INTERNA SUPEROU O VALOR DE 1 TRILHÃO DE REAIS;

Diante do exposto no item 2, é risível essa afirmação. Obviamente o aumento brutal do endividamento interno no governo FHC teria conseqüências funestas. Quem não se lembra do caso de mutuários do Sistema Financeiro da Habitação, em que o saldo devedor, após anos de pagamento, ainda assumia valores maiores do que o valor do imóvel adquirido? Mas ainda assim, a velocidade do crescimento da dívida pública no governo Lula é cerca de 1/3 da velocidade de crescimento no governo FHC.

Afirmar que a dívida interna superou 1 trilhão de reais, sem mencionar a evolução da mesma é uma meia-verdade, ou meia-mentira, se preferir...

Mais uma vez fica bem constatada a má fé, ou ignorância (sei lá) do autor do texto.


(5) A MAIOR TAXA DE JUROS REAL DO PLANETA, POR ISTO A FESTA DOS BANCOS;

Tabela dos juros aplicados no Brasil desde 1995, segundo o Banco Central:
1995: média: 55,55% - maior valor: 85,74%, menor valor: 40,02%
1996: média: 27,48% - maior valor: 37,46%, menor valor: 22,94%
1997: média: 25,05% - maior valor: 46,39%, menor valor: 19,00%
1998: média: 29,43% - maior valor: 42,74%, menor valor: 18,88%
Média do 1º período 34,38%

1999: média: 26,11% - maior valor: 44,97%, menor valor: 18,81%
2000: média: 17,59% - maior valor: 19,07%, menor valor: 15,80%
2001: média: 17,48% - maior valor: 19,10%, menor valor: 15,07%
2002: média: 19,10% - maior valor: 24,90%, menor valor: 15,90%
Média do 2º período 20,07%

2003: média: 23,29% - maior valor: 26,34%, menor valor: 16,30%
2004: média: 16,25% - maior valor: 17,75%, menor valor: 15,73%
2005: média: 19,13% - maior valor: 19,77%, maior valor: 17,74%
2006: maior valor: 17,98%, menor valor: 14,25% (setembro) em viés de baixa
Média do período 18,97%

As 6 taxas de juros mais altas nos 2 governos foram de FHC: 1995-85,74%, 1997-46,39%, 1999-44,97%, 1998-42,74%, 1995-40,02%, 1996-37,46%

Dentre as taxas médias, as 5 maiores também: 1995-55,55%, 1998-29,43%, 1996-27,48%, 1999-26,11%, 1997-25,05%

Diante do exposto, fica a pergunta? Por que a imprensa e os empresários reclamam tanto das taxas de juros do governo Lula, e eram tão complacentes com as do governo FHC?

Sobre o lucro dos bancos, já me referi anteriormente.

(6) A CARGA TRIBUTÁRIA CRESCEU EM MAIS 3 PONTOS PERCENTUAIS DO PIB , SUFOCANDO AS EMPRESAS;

FHC tem uma excelente marca mundial: a do presidente que MAIS AUMENTOU IMPOSTOS na história contemporânea MUNDIAL! Quem não lembra da CPMF, que ele criou, prometeu para ser reeleito acabar com ela e na verdade a manteve?

A carga tributária federal passou de 9,8% do PIB em 1995 (quando FHC assumiu) para 13,98% em 2002 (quando deixou o governo). Em 2003 ela caiu para 13,55%. Esse é o último dado disponibilizado pelo IBGE.

Mas eu mato a cobra e mostro o pau, diferentemente das acusações inverídicas e superficiais aqui descritas, segue uma lista de algumas desonerações promovidas pelo governo Lula:

1 - Eliminação do efeito cumulativo da Cofins ou, ainda, a redução dos impostos sobre produtos da cesta básica.

2 - Em 2004/2005, as 500 maiores empresas brasileiras tiveram lucros recordes das duas ultimas décadas.

3 - As poupanças por período superior a 2 anos (não especulativas) passaram a pagar menos Imposto de Renda, que caiu de 20% para 15%.

4 - Para a poupança previdenciária, de prazo ainda mais longo, o IR diminuiu até 10%, medida é importante porque contribui para fortalecer a poupança nacional e alongar o perfil da dívida pública. (no governo FHC, a dívida era toda de curto prazo, o que deixava o país mais vulnerável. Não sem razão, o risco Brasil que em 2002 era de 2400 pontos, e em agosto de 2006 está abaixo de 210 pontos.

5 - Aplicações na bolsa de valores tiveram uma redução no Imposto de Renda de 20% para 15%.

6 - O fim da contribuição do Pis-Cofins sobre produtos da cesta básica como feijão, arroz, farinha de mandioca e insumos da produção agrícola, etc, foi um dos principais responsáveis pela queda dos preços da cesta básica. A medida beneficiou diretamente as famílias mais pobres do País. Esses produtos, considerados de primeira necessidade na vida das pessoas, passaram a ter alíquota zero.

7 - Os livros ? que pagavam PIS-Cofins-Pasep entre 3,65% e 9,25% ? não pagam mais qualquer tipo de tributo no Brasil, medida que interrompeu falências na cadeia produtiva do livro, possibilitando maior acesso aos livros.

8 - Redução do IPI para a construção civil, de 5% para 0% em alguns casos e 12% para em 5% em outros, reduzindo preços de diversos produtos da cesta básica de materiais, dando impulso à construção civil, grande geradora de empregos.

9 - Diferentemente do que acontecia anteriormente, quem vende um imóvel para comprar outro não paga mais IR sobre a transação10 - Isenção do PIS e Cofins sobre os microcomputadores, pelo programa Computador para Todos.

Para não me alongar demais, já que também foram diminuídos impostos sobre adubos, fertilizantes, vacinas, máquinas e equipamentos visando estimular investimentos produtivos, e universidades particulares tiveram seus tributos trocados por vagas gratuitas e bolsas de estudo para mais de 240 mil jovens, possibilitando que as vagas gratuitas nas universidades dobrassem, entre outras diversas medidas. Mas o que de fato importa, não é a simples diminuição da carga tributária, mas uma mais justa distribuição da mesma, exatamente o que fez o governo Lula. Quem ganha muito tem mais é que pagar muito mesmo.

(7) A EXPLOSÃO DOS GASTOS PÚBLICOS -

Outra falácia! Para a elite tucano-pefelista, alimentar a população espoliada por 500 anos é aumentar os gastos públicos. Para mim, é fazer JUSTIÇA SOCIAL!!!!

Veja o que escreveu o jornalista Elio Gaspari, na Folha de São Paulo e jornal O Globo, em 21/06/2006:

O inchaço da máquina do Estado é lorota

Lula inchou a máquina do Estado e torrou o dinheiro dos impostos no funcionalismo. Um bom "choque de gestão" permitiria que esse dinheiro custeasse as obras de infra-estrutura necessárias para tirar a economia brasileira do atoleiro. Quem quiser acredite, mas essa crença é uma lorota.

(8) A SAFRA AGRÍCOLA EM TONELADAS DE GRÃOS REDUZIU-SE ENTRE 2004 E 2005;

Ela reduziu entre 2004 e 2005, mas bateu TODOS os recordes em 2003 e 2004. Quem lê jornal, sabe que é fato. Como sabemos, safra agrícola depende de condições climáticas, entre inúmeras outras condições que independem da administração pública. Além disso, uma queda após bater todos os recordes, não chega a ser queda. Mesmo com a pequena redução, ainda dá de mil nos obtidos no governo PSDB + PFL, o que mostra o facciosismo do texto apresentado.

(9) OS GASTOS SUNTUÓSOS DO PALÁCIO DO PLANALTO DISPARARAM, DOBRANDO EM RELAÇÃO AO PERÍODO FHC. OS CARTÕES CORPORATIVOS DA PRESIDÊNCIA FAZEM A FESTA DO PRESIDENTE E SUA ENTOURAGE;

Mais uma denúncia do PSDB sem fundamento, divulgada como ?verdade? pelos órgãos de imprensa. Ver abaixo a conclusão do TCU (Tribunal de Contas da União):

A auditoria do TCU concluiu que não ocorreu aumento das despesas com suprimento de fundos na presidência da República durante o Governo Lula. Ao contrário, as despesas diminuiram, englobando os pagamentos tradicionais com abertura de contas bancárias e emissão de cheques e os pagos com cartão de crédito. O TCU considera mais transparente o uso do cartão de crédito que tende a crescer, como ocorreu nos Estados Unidos. A Lei determina a preferência pelo uso do cartão, ao invés da abertura de contas bancárias. Este foi o escândalo do que não existiu. Por esse motivo O TCU aprovou por unanimidade o arquivamento do processo. Veja as despesas na tabela abaixo:

Total das despesas com suprimento de fundos na presidência da República:

200 milhões de reais em 2001 FHC
226 milhões de reais em 2002 FHC
125 milhões de reais em 2003 Lula
53 milhões até agosto de 2004 Lula (ou seja, os gastos deste governo foram bem menores do que as do governo anterior, ainda que efetuados postriormente)

(10) A FEBRE AFTOSA VOLTOU COM FORÇA TOTAL AO BRASIL;

Também houve surto de febre aftosa em 1997, na gestão FHC, não lembra? Num país do tamanho do Brasil, esse controle é muito difícil, mas ainda assim, neste governo o país bateu todos os recordes de exportação de carne. Vale lembrar que em 2002, a dengue assumiu proporções assustadoras... e disso não se fala...

(11) A TAXA DE CÂMBIO ESTÁ MAIS VALORIZADA DO QUE NA ÉPOCA DO GUSTAVO FRANCO, GERANDO IMPORTAÇÕES DE LUXO E PERDA PARA O SETOR AGROPECUÁRIO;

Mentira: na época do Gustavo Franco, o Real valia mais do que o dólar, e depois equiparou, e se manteve artificialmente equiparado para enganar o eleitor e reeleger FHC. Seis meses depois da eleição, o Real tinha aproximadamente a metade de seu valor no dia da eleição. A taxa de aprovação de FHC nesta época caiu retumbantemente para 23% do eleitorado. Mas vale lembrar também a compra de votos para a reeleição, com direito a gravação pra todo mundo ouvir e renúncia dos parlamentares que se venderam por R$ 200 mil. Diz a máxima do direito romano, que para desvendar um crime, deve-se atentar para quem ganhou com ele. No caso, o maior beneficiário foi o FHC, mas ele não sabia de nada... E depois falam do Lula!

(12) O LUCRO DAS EMPRESAS ESTATAIS, TÃO COMEMORADO, ESTÁ INDO PARA FINANCIAR O SUPERÁVIT PRIMÁRIO;

Isso é o que se chama não entender patavinas! Superávit primário é resultado da economia que um país devedor precisa fazer para pagar a sua dívida. No caso do Brasil, pagar os juros. Obviamente, o aumento descabido da dívida, levou a um aumento absurdo ao valor a ser pago. Um governo não começa do zero, e o governo Lula recebeu essa herança, pra lá de maldita. Não sou eu que afirmo: observadores internacionais atestam isso. Aconselho a leitura do livro ?A melhor democracia que o dinheiro pode comprar?, do jornalista da BBC Greg Palast. Veja um trechinho da entrevista à revista Carta Capital:

CC: No capítulo sobre o Brasil o senhor mostra como FHC se rendeu a esse modelo, e como o governo Lula está amarrado a ele. Como Lula pode se livrar, como o senhor diz, dessas algemas?

GP: É muito difícil. É preciso entender que a economia brasileira está sendo mantida como refém. No caso da Argentina, a única maneira de se libertar foi por meio de uma moratória. Não é o caso do Brasil. Lula está numa situação muito difícil. Ele herdou uma dívida gigantesca, herdou acordos que deixam o País em situação frágil.

Diante do que disse Palast, o que Lula conseguiu fazer foi puro MILAGRE!!!

Minha experiência com a Petrobrás. Sonia Montenegro - 10/5/2006

Eu comprei ações da Petrobrás há uns 20 anos, não com o intuito de especular na Bolsa de Valores, mas para ser, embora pequena, acionista de uma grande empresa brasileira.

Por longos anos, tudo que eu recebi por conta delas foram boletos para fazer pagamento pela custódia (taxa cobrada pelos bancos, para ?guardar? as ações).

Planos econômicos se sucederam, e o número de ações que eu possuía foram drasticamente reduzidos. Após a posse do Lula e a mudança na gestão da Petrobrás, as coisas mudaram de figura. O 1º fato aconteceu quando eu vi um depósito na minha conta bancária que não havia sido feito por mim. Fui ao banco para saber a origem daqueles créditos, recebendo como resposta que haviam sido feitos pela Petrobrás, por conta de dividendos.

No fim do ano de 2005, recebi um extrato do número de ações, que haviam quadruplicado.
Esse relato pode mostrar que estatais bem administradas são bem melhores para o país e sua população (acionistas ou não, uma vez que a Petrobrás tem um papel social importante, incentivando esportes, programas de reflorestamento, programas sociais, etc), e infinitamente melhores do que as privatizações feitas pelo governo tucano-pefelista do FHC, quando os dividendos foram aumentar os cofres dos países ricos.

(13) O INVESTIMENTO EM ESTRADAS CAIU AO NÍVEL MÍNIMO LEVANDO A CHAMADA OPERAÇÃO TAPA-BURACOS, A MAIOR ENGANAÇÃO E O MAIOR PROGRAMA DE CONTRATAÇÃO DE EMPRESAS SEM LICITAÇÃO DESDE O COLLOR;

Qual o adjetivo que merece uma pessoa que acusa alguém de uma coisa que ela fez e o acusado não? Mau-caráter. Pois é exatamente o que é essa acusação. Todo mundo sabe que durante o governo FHC os investimentos em infra-estrutura, dentre os quais as estradas, foram pífios. O que ele fez foi privatizar algumas, permitindo a cobrança de pedágios abusivos, onerando mais ainda o cidadão, e enriquecendo os novos donos. Mas o que esperar de um governo que não investiu nem geração e distribuição de energia elétrica?

O que é chamado no texto de "Operação Tapa Buracos", segundo as Entidades do Transporte Rodoviário de Cargas: "a infra-estrutura rodoviária está em acelerada recuperação". Esteve sim, em completa deterioração no governo do FHC. Já foram restauradas no governo Lula, 12 mil km de rodovias, com estimativa de 16 mil até o fim do ano, depois do pagamento da dívida de R$ 1,1 bilhão deixada pelo governo anterior. Hoje, todas as rodovias federais, inclusive as estadualizadas pelo governo anterior, têm contrato de manutenção, de restauração ou de duplicação em andamento.

14) A RENDA PER CAPITA CRESCEU MEROS 0,8% EM 2005;

Vale o dito anterior: acusar pelo que não se fez: durante o governo tucano-pefelista esteve em queda-livre... A quem desejam enganar?

(15) OS EMPREGOS CRIADOS ESTÃO LONGE DO QUE FOI PROMETIDO NA CAMPANHA DE 2002;

A oposição ao governo Lula afirma que ele prometeu criar 10 milhões de empregos, mas eu me lembro muito bem que o que o que ele disse foi que no Brasil seria necessária a criação de 10 milhões de empregos, o que é bem diferente. Mas ainda assim, FHC em 8 anos criou uma média de 8.300 empregos/mês, Lula em 3 anos criou 97.000/mês. Tanto é verdade que o índice de desemprego também baixou neste governo, enquanto no anterior só cresceu.

(16) OS GASTOS EM PUBLICIDADE EM DOIS MESES DE 2006 CRESCERAM MAIS DE 60%;

Jornal O Globo (que é pró-tucanos) de 23/6/2006
Governo FH gastou mais, diz SECOM

?O governo tucano, segundo o documento, gastou R$ 2,495 bilhões em 3 anos, R$ 10,5 milhões a mais que o governo Lula, que consumiu R$ 2,484 bilhões?

(17) OS INVESTIMENTOS EM INFRA-ESTRUTURA FORAM PRATICAMENTE ZERO;

Mais uma falácia!!!!

Quem não investiu NADA em infra-estrutura foi exatamente o governo PSDB + PFL. Para provar o que estou falando, basta lembrar do apagão. Nada mais grave para um país e sua economia do que o racionamento de energia, quando as indústrias e fábricas são obrigadas a diminuir seu ritmo de produção. Mesmo pegando o país em situação crítica, a competentíssima Dilma Roussef nos tirou da penúria!

1 - Investimentos em infra-estrutura - aeroportos - FHC: 97 milhões de passageiros/ano, Lula: 117 milhões de passageiros/ano

2 - Investimentos em infra-estrutura - ferrovias - FHC: ZERO, Lula: Maior construção de ferrovias nos últimos 30 anos.

3 - Investimentos em infra-estrutura - portos - movimento de contêineres - 2002: 2,3 milhões de unidades, 2005: 3,9 milhões de unidades (aumento de 70%)

4 - Investimentos em infra-estrutura - portos - produção - 2002: 529 milhões de toneladas, 2005: 675 milhões de toneladas (aumento de 27%)
Como se pode ver, mais uma vez o texto não condiz com a realidade dos fatos.

5- Investimento em saneamento básico, também infraestrura, o maior em duas décadas: mentir aqui é sempre possível, o que está enterrado ninguém vê.

(18) A CRIMINALIDADE CRESCEU ASSUSTADORAMENTE;

Será que a criminalidade nasceu em 2003? Antes não havia seqüestro, assassinato, roubo e assalto. Vivíamos no paraíso.

A responsabilidade pela segurança da população sempre foi dos governos estaduais. A 1ª iniciativa relativa à segurança foi exatamente do Lula, que está construindo presídios de segurança máxima, justamente pela preocupação com a criminalidade. O Ministério da Justiça obteve excelentes resultados em estados que quiseram a cooperação federal, como é o caso do Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

Agora no Rio de Janeiro e em São Paulo ficou difícil porque nem o Garotinho (leia-se Rosinha) nem o Alckmin quiseram a ajuda (por razões políticas, é claro. O cidadão que se dane!!!). Segundo a Constituição, o governo Federal não pode intervir sem um pedido do governador. Mas obviamente, a culpa é do Lula. Desconfio que a próxima será responsabilizá-lo pelos conflitos entre o Hezbollah e Israel.

(19) ESTÁ USANDO O PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA (BOLSA ESCOLA DO GOVERNO FHC) UNICAMENTE COMO CAMPANHA POLÍTICA; (O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal-arcebispo D. Geraldo Majella Agnelo, afirmou nesta quinta-feira que o Bolsa Família é um programa assistencialista. "Quem está com fome deve receber seu alimento, mas não ficar assim, sendo estimulado a não fazer nada, ganhando R$ 60, R$ 80 por mês. Dê trabalho para todos".

FHC teve 8 anos de mandato e não se cobrou dele nem uma fração do que se cobra do Lula. Curiosamente, o Alckmin em sua propaganda eleitoreira afirma que vai manter o bolsa-família. Se faz questão de divulgar isso, é porque vê no programa qualidades irrefutáveis. Mas também é uma falácia afirmar que o programa tenha sido criado pelo governo FHC. Esse programa foi criado pelo Cristóvão Buarque, quando era do PT, no governo do DF.

Como dizia o saudoso Betinho, quem tem fome tem pressa, e emergencial é matar a fome SIM. Mas também não é verdade que o Bolsa-família seja unicamente para a campanha política. Lula afirmou desde o 1º dia de governo que priorizaria os programas sociais, sendo então um programa de governo e não para a reeleição. O que acontecia anteriormente, era a distribuição de cestas-básicas às vésperas das eleições apenas para angariar votos. Quem é bem informado e tem memória sabe muito bem que o que eu estou falando é a mais pura verdade!

Pode ser até que Dom Geraldo tenha dito algo parecido com o que está descrito, mas COM TODA CERTEZA, não foi só isso que ele falou. Tirar uma frase de um texto pode distorcer completamente o sentido. Possivelmente Dom Geraldo gostaria de resultados mais rápidos, mas com certeza, entre os resultados tucanos-pefelistas e os de hoje, prefere os atuais. Mas ainda assim, existem dados que demonstram que o Bolsa-Família não é um programa assistencialista. Seus resultados podem ser sentidos:

Jornal O Globo, em 18/05/2006: ?Bolsa-família reduz desigualdade, diz estudo?

Banco Mundial: "O Brasil tem o mais amplo e bem focalizado programa de transferência de renda da América Latina"

Jornal O Globo, em 25/06/2006: ?Desigualdade recua nos últimos anos?. O índice GINI (mede a concentração de riqueza no país e quanto mais próximo de 1, pior a distribuição, portanto, quanto menor o índice, melhor a distribuição, num país campeão mundial em concentração de renda)
Em 2002 - FHC: 0,553; em 2004 (2º ano de governo) - Lula: 0,535. Hoje já deve estar menor ainda...

Jornal O Globo, em 09/07/2006: ?Sete milhões de pessoas sobem para a classe-média - com a reação de emprego e salário, consumo cresce R$ 31 bilhões?

Jornal O Globo, em 10/03/2006: ?Trabalhador teve em 2005 a melhor negociação salarial em 10 anos?

'Bolsa Família não é assistencialista' Reproduzido do PrimaPagina (21/08/06)

O Bolsa Família, principal programa de transferência de renda do governo federal, tem uma estrutura que ?vai em direção contrária? ao assistencialismo, avalia a pesquisadora italiana Francesca Bastagli, da London School of Economics, que estuda ações de diversos países direcionadas à transferência de renda para os pobres. Ao exigir dos beneficiários que os filhos freqüentem a escola e tenham a vacinação em dia, o programa ?garante condições mínimas de saúde e educação e estimula a demanda por esses serviços, que deve ser atendida pelos municípios?.

(20) PENSA QUE É O MAIOR ESTADISTA DO MUNDO, VIVE PASSEANDO NO BRINQUEDINHO AEROLULLA;

A imprensa fez um estardalhaço e divulgou uma montanha de acusações pela compra do avião, deixando toda a população indignada. Mas omitiu alguns detalhes relevantes:

1 - O avião não é para o Lula, mas para transportar a maior autoridade do país, e quando foi entregue Lula já havia cumprido a metade do seu mandato.

2 - Desde JK em 1956, é prática a existência de avião exclusivo para o transporte do presidente. JK comprou 2 Viscount da Inglaterra, o que havia de mais moderno em termos de aviação comercial na época, e a imprensa meteu o malho, notadamente o jornal O Globo, que hoje o homenageia como um estadista.

3 - O avião da presidência já havia sido desativado desde a era FHC (o Boing 737-200 - apelidado de sucatão), que usava em suas viagens aviões de carreira, com altos custos pelo transporte de grandes comitivas e causando transtornos aos demais passageiros.

4 - Criticaram o fato do avião não ser da Embraer, mas omitiram que a própria Embraer afirmou que não fabricava esse tipo de aeronave, declinando do convite.

5 - Acusaram de dispensa de licitação, mas não informaram que é legal, havendo já jurisprudência firmada, pela própria natureza da operação e não foi o Lula que fez a escolha, mas a FAB.

6 - Falaram do suposto luxo da aeronave, mas a única diferença do Airbus comprado por Lula e os aviões presidenciais predecessores é a tecnologia. O Sarney se declarou decepcionado, quando viajou com Lula para a Itália, quando da morte de João Paulo II, tamanha expectativa causada pela imprensa. Circulou na Internet fotos atribuídas ao citado avião, mas eram falsas, tanto quanto a suposta casa do Ronaldinho Gaúcho e tantas outras mentiras do gênero, dentre as quais, essa!!!!

7 - Apregoaram o preço de US$ 56 milhões, mas omitiram o fato de que o preço foi US$ 5 milhões menor do que o similar da Boing, e que o Airbus consome 20% menos combustível do que o sucatão.

8 - Esqueceram também de informar que o negócio foi fechado sob a condição de que todo o dinheiro do pagamento ficaria aqui, ou seja, seria investido no Brasil.

(21) NÃO SABE NADA DO QUE ESTÁ ACONTECENDO NO SEU GOVERNO.NEM MESMO NO PT!!;

Ele sabe muito bem o que está acontecendo no governo, não sabe o que está acontecendo no PT, e não tem obrigação de saber mesmo, já que está afastado do partido para governar para todos os brasileiros, de todos os partidos.

Já o FHC não sabia da compra de votos para a sua reeleição; não sabia que seu governo não investia em energia, resultando no já citado apagão; não sabia que seu secretário Júlio César G. dos Santos estava traficando influência, comprovado através de escutas telefônicas, para favorecer a Raytheon, empresa escolhida sem concorrência para executar o projeto SIVAM; não sabia que durante os 3 primeiros anos do seu governo, houve um desvio de pelo menos 75 bilhões de dólares para paraísos fiscais (esse sim, o mais grave escândalo de corrupção do país). Dentre os envolvidos, o Banco Araucária, de propriedade de familiares de Jorge Bornhausen, o José Serra, o Ricardo Sergio de Oliveira, o Paulo Maluf, sem contar a conta TUCANO. Vou parar por aqui, senão não acabo nunca...

(22) FECHA OS OLHOS PARA AS INVASÕES BRUTAIS DO MST;

A distribuição de terras no Brasil é uma excrescência. Sou favorável à defesa da propriedade, desde que tenha sido comprada com dinheiro honesto, porém, a maioria dos grandes latifúndios foram ganhos com dinheiro mal havido, ou pela falsificação de registros de propriedade. As invasões do MST são brutais, mas não é brutal criança morrendo de fome, fazendeiros usando trabalho-escravo, fazendeiros mandando matar trabalhadores, chacinas... Os noticiários demonstram que, enquanto o MST invade fazendas, os fazendeiros mandam matar seus líderes. Chico Mendes, cuja importância é reconhecida internacionalmente, foi assassinado por um fazendeiro.

(23) FARSA DA QUITAÇÃO DA DÍVIDA COM O FMI - O BRASIL ELIMINOU EMPRÉSTIMOS EM DÓLARES, A JUROS BARATOS de 6 a 7 % a.a. E TROCOU POR OUTROS EM REAIS, COM JUROS EXORBITANTES DE 18% a.a.

A importância da quitação da dívida com o FMI é recuperar a soberania. Como citado anteriormente, o repórter investigativo Greg Palast também mostrou como o secretário de tesouro norte-americano foi quem governou de fato o Brasil, no 2º mandato do FHC. Está publicado no livro dele, citado anteriormente. É a velha máxima de ?quem dá o pão, dá a instrução?. O governo Lula pagou a dívida contraída pelo seu antecessor. A despeito de ter privatizado 76% do patrimônio público, de ter aumentado impostos e ter aumentado assustadoramente a dívida interna, FHC ainda faliu o país por 3 vezes, tendo que recorrer ao FMI. Vale a pergunta: o que fez FHC com o nosso dinheiro???????

(24) A CORREÇÃO DAS APOSENTADORIAS SERÁ DE 3%.

Mais uma vez, senta-se no próprio rabo para falar do alheio: o índice foi de 5,01%. Nos 8 anos do governo anterior foi 0%. Então não dá para negar que os aposentados estão melhor no governo Lula!

(25) O FILHO DO PRESIDENTE, LULINHA, DE BIÓLOGO PASSOU A GRANDE EMPRESÁRIO GANHANDO 5 MILHÕES DE PRESENTE DA TELEMAR. O MAIOR "CASE" DE SUCESSO EMPRESARIAL JÁ VISTO NO MUNDO;

Quanto aos milhões do filho de Lula, trata-se de mais uma calúnia. A Carta Capital investigou e informou o que tem de fato de verdade. Ele e um amigo, que são fanáticos por computador e têm grande habilidade, montaram uma empresa para produzir joguinhos. Tiveram sucesso, e foram chamados pela TV Bandeirantes, para fazer um programa num horário cuja audiência era (traço). Em pouco tempo foram para um horário melhor, uma vez que estavam fazendo mais sucesso do que um programa semelhante na MTV. Então eles conseguiram um contato com uma empresa americana de joguinhos, para terem a representação dela no Brasil, com exclusividade. Desta forma, precisavam de capital para investir e despertaram a atenção de capitalistas, que viam o negócio como altamente lucrativo. Tiveram inúmeras ofertas, e escolheram a Telemar, cujos donos são a família do Tasso Jereissati, do PSDB (por sinal, comprada pela privatização criminosa ocorrida na gestão PSDB-PFL e com graves denúncias de favorecimento, propinas, etc).

A Carta Capital conta ainda que o Lula, preocupado, pediu ao Antoninho Marmo Trevisan (dono da maior e mais conceituada empresa de auditoria do Brasil) que avaliasse o negócio, que achou viável e então foi sacramentado. Não houve favorecimento, mas a Carta Capital fez uma análise do comportamento da imprensa comparando 2 situações: a do filho do Lula, e a de Paulo Henrique Cardoso, que viveu por 8 anos às custas do governo, com muito pouco ou nenhum destaque da imprensa. Lembro-me de ver noticiado apenas o episódio do pavilhão na EXPO 2000, em Hanover, onde foram gastos na época a bagatela de US$ 14 milhões, sob administração de Paulo Henrique Cardoso, mas seus negócios não ficaram por aí. Ele fez uma revista que foi sustentada por anúncios do alto empresariado de São Paulo, e faliu quando FHC deixou de ser presidente. Vale também lembrar que o filho do Lula não tem nem 10% da referida empresa, e que Paulo Henrique Cardoso é hoje milionário, casado com uma socialite. Antes, era empregado da TV Manchete, com salário modesto.

Falando em privatização...

Informe JB em 19/03/95 - Ronaldo Brasiliense e Anabela Paiva

No momento em que o governo agiliza o processo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce, que renderia até US$ 15 bilhões aos cofres da União, o trabalho O desenvolvimento da Amazônia através de pólos minerais serve de alerta aos mais açodados.As jazidas minerais que a Vale tem na Amazônia valem mais de US$ 350 bilhões, segundo avaliação dos geólogos João Orestes Schneider e Silvio Rilker, da Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais. Somente o potencial mineral da Serra dos Carajás, seria suficiente para pagar três vezes o valor da dívida externa brasileira.A mina de 18 bilhões de toneladas de ferro de Carajás, com 500 anos de vida útil é avaliada em US$ 315 bilhões, enquanto as jazidas de cobre da Serra do Salobo valeriam US$ 22,3 bilhões.

O trabalho da CPRM não estima o valor das minas de ouro e nem as jazidas de titânio descobertas pela Vale em Monte Alegre, no Oeste do Pará.
O valor das jazidas minerais descobertas na Amazônia até hoje, segundo os geólogos da CPRM, chega a US$ 1,7 trilhões.

Barão Vermelho 13.


Livres dessa raça?

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"O senhor não está desencantado com tudo isso que acontece no Brasil ?? "Desencantado? Pelo contrário. Estou é encantado, porque estaremos livres dessa raça pelos próximos 30 anos."

Assim o Senador Jorge Bornhausen, presidente nacional do PFL, analisou o quadro político brasileiro há exatamente um ano. Naquele momento, os principais cientistas, jornalistas e políticos concordavam com esse vaticínio. Roberto Freire, presidente nacional do PPS, chegou a afirmar em inserções de rádio e televisão que o Governo havia acabado e apontava sugestões para a imediata sucessão. O fato estava dado, o PT acabado e a direita se considerava de volta ao poder.

A quem me lê, adianto que este não se trata de um libelo revanchista. Nem uma lição para que os sociólogos de plantão revejam suas premissas e teses na busca por explicar o fenômeno Lula e sua reeleição iminente. O debate se pauta, sim, sobre a inversão do constrangimento e também sobre de qual campo ideológico o povo brasileiro está se libertando neste momento da luta política.

Há um ano, o constrangimento foi imposto aos petistas e aos defensores da sustentação do Governo Lula. Agora, acompanhar famosos líderes tucanos e pefelistas renegando seu candidato à presidência, e, mais que isso, disputando na Justiça o suposto direito de veicular imagens suas ao lado do Presidente Lula, causa um impacto imensamente maior do que a revolta originada nas declarações preconceituosas de Jorge Bornhausen. E não são casos isolados.

Mendonça Filho, candidato a Governador do PFL em Pernambuco; Lúcio Alcântra, do PSDB, postulante do mesmo cargo no Ceará; Roseana Sarney, PFL do Maranhão. E dezenas, centenas de candidatos ao parlamento e de prefeitos da base oposicionista sentem-se constrangidos a apoiar o Presidente que apresenta índices de aprovação e intenção de voto recordes na história de nossa democracia.

Mais que isso: Heloísa Helena, virtual terceira colocada na sucessão, é recém expulsa do PT. Cristóvam Buarque, que deve alçar o quarto lugar na disputa, recém dissidente também do PT. Perceba-se, portanto, que dos quatro possíveis primeiros colocados, três têm suas raízes justamente na ?raça? cujo fim foi profetizado.

Por outro lado, aliás, muito do outro lado, Jorge Bornhausen não teve sequer condições de se candidatar à reeleição. Aproveitou para comunicar seu desligamento da vida pública, e, - que ironia! ? nos livramos dele para sempre. Arthur Virgílio, que ameaçou surrar o Presidente, apanha nas urnas e não será eleito Governador do Amazonas. Roberto Freire, sem condições políticas nem votos para disputar nada pelo partido que preside, aceitou como prêmio de consolação por serviços prestados a vaga de suplente da candidatura de Jarbas Vasconcelos ao Senado em Pernambuco. Alckmim e seu alter-ego, Geraldo, seguem abandonados até por Fernando Henrique ? para quem ?Serra é mais preparado? - e Aécio Neves que, agora, negam a paternidade de sua candidatura.

Desde o Movimento Estudantil aprendemos que a política é dinâmica. Mas que não é mágica e, portanto, nada acontece por forças sobrenaturais. A disputa de hegemonia se dá com elementos concretos, na vida real. E a realidade, que agora estupefata a tantos, não surpreende aos que têm acompanhado sem a arrogância elitista as transformações profundas que o Governo Lula tem garantido à vida das pessoas.

O povo miserável que sempre dependeu de se subjugar ao poder coercitivo da cesta básica no período eleitoral está livre para decidir quem o representa, porque a comida chega o ano inteiro, como política pública, e não como assistencialismo eleitoreiro.

A consciência de que a classe trabalhadora pode dirigir o país de forma soberana e democrática é mais uma liberdade para os que sempre foram tratados como incapazes e ?raça? inferior.

Essas conquistas são bons elementos para que os sociólogos, cientistas políticos e jornalistas iniciem um novo método de análise e para que a direita brasileira aprenda a ler a realidade crua, sem os temperos de uma falsa ?opinião pública? inventada por seus pares.

Liberdade, ainda que tardia!

Louise Caroline é Vice-Presidente da UNE
Barão Vermelho 13.



Nos anos que antecederam o governo Lula, observou-se um grave processo de degradação do sistema de transportes ferroviários no Brasil, entre outros motivos por conta do lobby de empresários do transporte rodoviário e as multinacionais automobilísticas, promovido há décadas no país.

No ano de 2002, a frota ferroviária era de apenas 1.895 de locomotivas e 67.795 vagões. As concessionárias de ferrovias brasileiras empregavam 19.356 trabalhadores. Os vagões que existiam em 2002 eram, na maioria, antigos, já que foram produzidos, naquele ano, apenas 284 novos carros.

A malha e todo o setor ferroviário ficou sucateado durante os anos tucanos. As concessionárias investiram pouco mais de R$ 600 milhões para revitalizar e ampliar a malha ferroviária. Como o governo do PSDB não estava preocupado em recuperar o transporte ferroviário de cargas - estrangulando ainda mais o setor rodoviário -, em 2002, foram investidos, pela União, pouco mais de R$ 72 milhões na recuperação e ampliação das ferrovias brasileiras.

No Plano Plurianual 2004-2007 (PPA 2004-2007) de Geraldo Alckmin, em São Paulo, há uma série de projetos que não saíram do papel. Entre eles, destaca-se a Implantação do Trem Regional Intermetropolitano São Paulo - Campinas. O projeto viabilizaria a utilização do aeroporto de Campinas por passageiros da cidade de São Paulo. No PPA 2004-2007 está prevista a implantação de 100% desse projeto. Como não saiu do papel, recentemente o governo lançou-o como Expresso Bandeirante, como se fosse um novo projeto.

O Ferroanel é um projeto importante para a região metropolitana de São Paulo. Quando pronto, o transporte de cargas destinados aos portos de Santos (SP) e Sepetiba (RJ) não passará mais pela área central da cidade de São Paulo, liberando os atuais trilhos para o transporte de passageiros. Estimado em R$ 400 milhões, o projeto consta na relação de Parceria Público-Privada com o governo federal. A PPA de Alckmin prevê que, em 2007, haveria a implantação de 100% do projeto. Ainda está no papel. Ele não está nos projetos de PPP do governo tucano, da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2007, nem do orçamento do estado para o ano de 2006.

Lula revitaliza as ferrovias
Em maio de 2003, o governo lançou o Plano de Revitalização das Ferrovias e o Programa de Expansão da malha ferroviária, através do qual estão sendo construídas a Ferrovia Norte-Sul e a Transnordestina, com investimentos privados de cerca de R$ 4,5 bilhões. Nas ferrovias, o transporte de cargas passou de R$ 170 bilhões, em 2002, para R$ 225,8 bilhões, em 2005, um crescimento de 32%.

Na Norte-Sul, o governo iniciou a construção de 108 quilômetros em Tocantins. A previsão é de que em 2008 o volume de carga transportada nos trilhos da ferrovia chegue a 8 milhões de toneladas, beneficiando uma área que envolve os estados do Pará, Maranhão, Tocantins, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Bahia e Minas Gerais.

O setor ferroviário é um dos que mais cresce no país. O governo Lula está promovendo uma mudança gradual na matriz de transporte de carga no Brasil. Em três anos, a participação das ferrovias subiu de 23% para 25%. A revitalização do setor fez aumentar o número de vagões utilizados pelas concessionárias - 43,2% nos últimos três anos. A quantidade de locomotivas cresceu 20,4% no mesmo período. Para isso, duas fábricas foram ampliadas e outras quatro foram construídas, gerando 30 mil empregos diretos e indiretos.

Barão Vermelho 13.



A Revista Isto é desta semana chega às bancas com mais adrenalina para a campanha, colocando a nu o maior escândalo de recursos púbicos da história da Paraíba. Trata-se de matéria em que o ex-prefeito de João Pessoa e candidato tucano, é acusado de desviar mais de R$ 100 milhões.
Segundo as investigações, o então prefeito teria tirado dinheiro dos cofres municipais, utilizando uma extinta licitação para justificar a retirada dos recursos.

Veja abaixo a íntegra da matéria:

No rastro de Lucena

Ex-prefeito de João Pessoa e candidato ao Senado, Cícero Lucena é acusado de desviar mais de R$ 100 milhões
A temperatura política na Paraíba está elevadíssima.
Em plena disputa eleitoral,denúncias de desvio do dinheiro público dão uma conotação policial ao noticiário político e colocam na berlinda o governador tucano Cássio Cunha Lima, candidato à reeleição, e, principalmente, Cícero Lucena, ex-prefeito de João Pessoa e candidato ao Senado, também do PSDB.
Lucena chegou inclusive a ser preso pela Polícia Federal numa operação anticorrupção e precisou recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral para salvar sua candidatura. Há indícios de que o rombo deixado pelo candidato a senador na Prefeitura de João Pessoa chegue a R$ 100 milhões.
Procurado por ISTOÉ em João Pessoa, o ex-prefeito não quis se defender. Mandou dizer por um auxiliar ? o jornalista Carlos Cezar Ferreira Muniz ? que os processos correm sob segredo de Justiça e que, nesse caso, é melhor deixar que a própria Justiça se manifeste.
O jornalista Ferreira Muniz foi secretário de Comunicação Social de Lucena e pesa sobre ele a acusação de ter utilizado irregularmente uma verba publicitária de R$ 4,3 milhões em favor da empresa MIX Comunicação.
Segundo decisão do Tribunal de Contas do Estado, o dinheiro terá que ser devolvido aos cofres públicos. A empresa é responsável também pela mídia do governo estadual e por toda a campanha eleitoral do PSDB.
A operação da PF, que leva o nome de ?Confraria?, foi deflagrada em meados do ano passado, quando Lucena era o titular da Secretaria de Planejamento do Estado. E sua origem é uma denúncia de setembro de 2002 ? Lucena era o prefeito ?, formulada pelos ex-deputados Carlos Mangueira e Ricardo Coutinho.
Como chefe do executivo municipal, Lucena usou extintos contratos para desviar dinheiro da prefeitura. Antes de o escândalo se tornar público, ele carregava a fama de administrador corajoso e exímio tocador de obras. ?Estamos sendo levados a crer na existência de forte motivação para impulsionar a demonstração de rara coragem do administrador, assessorado pela participação de inúmeras pessoas, como se fosse uma confraria, ao resolver afrontar a lei sem qualquer pudor?, afirma um relatório do Tribunal de Contas.
Segundo as investigações, o então prefeito teria tirado dinheiro dos cofres municipais, utilizando uma extinta licitação para justificar a retirada dos recursos. A licitação extinta foi homologada pela Prefeitura de João Pessoa em 16 de setembro de 1991.
?Ela se destinava a obras de infra-estrutura para a recuperação acelerada de diversos bairros, conjuntos habitacionais e favelas da zona sul da cidade?, lembra o ex-deputado Mangueira.
O contrato havia perdido sua validade por não ter sido inscrito no Plano Plurianual entre 1993 e 1999 e, por ter permanecido inativo, foi irremediavelmente extinto, não podendo, em nenhuma hipótese ? segundo decisão do Tribunal de Contas ? ser utilizado nem mesmo revalidado.
Apesar da decisão do Tribunal de Contas, o contrato foi revalidado e transferido por instrumento de cessão parcial à Construtora Julião Ltda., para que fossem executadas, com verbas federais, melhorias de transportes coletivos e urbanos, interligação de avenidas e acesso a conjuntos habitacionais totalmente fora das áreas abrangidas pelo projeto original.
Todos os aditivos foram considerados ilegais pelo TCU. Posteriormente, outras cessões do contrato para a Julião e desta para outras empresas foram ampliando astronomicamente valores e quantitativos de obras.
Incluem-se no pacote a urbanização e a iluminação da orla marítima de João Pessoa, com a inclusão no contrato da Construtora Plena Ltda., em 23 de novembro de 2000, mediante cessão de direitos feita pela Julião. Nessa ocasião, ocorreu o misterioso suicídio de um dos secretários municipais de Infra-estrutura, que teria assinado alguns dos milionários aditivos.
?Com inúmeros aditivos e cessões de contrato, os valores foram se multiplicando e as obras se espalhando por toda a cidade, sempre fora da área originalmente prevista. Ou seja, um contrato extinto passou a ser usado para qualquer tipo de obra e a qualquer preço, dependendo da disponibilidade de recursos que pudessem ser captados através da bancada federal de apoio ao então prefeito Cícero Lucena?, constata Mangueira. Para descobrir o valor exato dos desvios protagonizados pelo ex-prefeito, a Polícia Federal aposta na localização de sete computadores que desapareceram misteriosamente da Secretaria de Planejamento tão logo foram reveladas as primeiras acusações. Na memória dessas máquinas, segundo a PF, pode estar o registro do valor total da fraude.



O ministro Marcelo Ribeiro, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), proibiu a campanha do candidato Geraldo Alckmin (PDB-PFL) de reapresentar na TV propaganda ofensiva e ilegal contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão atendeu a uma representação da coligação A Força do Povo (PT-PCdoB-PRB), pela qual Lula é candidato à reeleição, e refere-se a programa levado ao ar no último dia 1º. O pedido de direito de resposta, relativo ao mesmo tema, ainda não foi julgado.

A campanha tucana ? que atendeu aos pedidos do parceiro PFL e decidiu apostar na baixaria para fazer frente à dianteira de Lula nas pesquisas - exibiu cenas externas, trucagem e montagem, visando ofender o petista, além de utilizar imagens de propriedade de terceiros, no caso o próprio presidente, em desrespeito ao direito do autor.

O artigo 32 da Resolução 22.261 do TSE estabelece que é vedado, nas propagandas eleitorais gratuitas, o uso de trucagem, montagem ou outro recurso de áudio ou vídeo que, de alguma forma, degradem ou ridicularizem candidato, partido político ou coligação.

Aos infratores, a lei prevê a perda do tempo equivalente ao dobro do usado na prática do ilícito, no período do horário gratuito subseqüente, dobrada a cada reincidência.

O ministro considerou ofensiva a afirmação, durante a peça publicitária, de que o Brasil vive ?a maior crise de corrupção de sua história?.

Com informações do Terra.


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